quinta-feira, 1 de novembro de 2007

E isso ainda foi pouco (dois)

E lá vou eu de novo, apesar de sempre dizer para mim mesmo que não vou dar um tchuplec-tchuplim na ex, não resisto e olha no que deu. O problema maior não é eu não resistir, o bicho pega quando a Júlia lembra que eu existo. A última foi numa festa do Tiago, que ela também conheceu quando estávamos juntos. Era um churrasquinho tranqüilo, não tinha muita gente. Mas por um erro do destino ela encontrou esse meu amigo no mercado e ele a convidou.

O churras estava marcado para começar às três e como de costume cheguei um pouco mais cedo. Acho bacana chegar e ver o jeito que a galera chega e o jeito que a galera vai ficando no decorrer da festa. A rapaziada foi chegando e o trêm foi ficando cada vez mais animado. Lá pelas tantas, o Tiago foi receber alguém que tinha acabado de chegar. Eu estava com um galera ouvindo a Paula cantando e o João tocando violão, tinha uma rapaziada jogando truco e mais alguns que estavam conversando perto da churrasqueira.

O Tiago foi até a portaria receber alguém que estava chegando, quando voltou veio meio sem jeito por não ter me avisado que a Júlia iria aparecer por lá. Contornou a situação e foi apresentando a galera para ela. Rapidinho ela veio falar comigo, nem parecia aquela doida que me deixou de cueca no corredor do prédio. Estava um doce de pessoa, confesso que fiquei com um pé atrás no começo. Mas com o tempo fui relaxando e quando vi nem parecia que tínhamos nenhuma rusga. Entre uma birita e outra fui ficando a vontade, e ela também. Mas alguma coisa me dizia que ela iria aprontar alguma, era questão de tempo.

No final da festa só estávamos eu, ela, o meu amigo e a namorada dele. Fiquei meio sem jeito quando percebi que só sobraram o casal e o ex-casal e resolvi ir embora. Antes que me despedisse, a Júlia, não perdeu a oportunidade e disse que me daria carona. E semi ébrio, prontamente aceitei o convite. Júlia errou o caminho e me levou para a casa dela, eu também não disse que não queria. Chegando lá, uns tchuplec-tchuplim no sofá, no chão e assim foi até que ela me ofereceu carona para casa, agora de verdade.

No carro ela disse que iria abastecer, fomos até um bairro distante do meu. Achei que era golpe, mas não era. Bom, ainda não era, ela realmente abastecia naquele posto. Ela disse que esqueceu a carteira em casa e perguntou se eu podia emprestar a grana para ela. Como sou um cara educado deixei a carteira com ela e fui ao banheiro do posto. Quando volto ela já tinha ido embora. Fiquei longe de casa e sem dinheiro, liguei várias vezes e ela nada de me atender.

Fiquei puto da cara, não tinha outra opção se não ir a pé até em casa. Depois de uma caminhada que não teve fim, cheguei com cara de morto em casa. Na portaria o zelador me vê naquele estado e se segura para não rir. Ele poderia rir a vontade não estava nem aí, já estava ferrado mesmo. O porteiro, Seo João, me entrega a carteira e diz que uma moça deixou lá. A Júlia sacana disse que tinha achado na rua a carteira. Ainda tive que ouvir o Seo João elogiar o altruísmo da Júlia.

Em casa, me esparramo no sofá e ouço o celular tocando. Era uma mensagem da Júlia. A mensagem dizia: E isso ainda foi pouco!

Fim

3 comentários:

Kelli Cristine disse...

Eu só não entendi porque ele ficou puto da cara, como diz aquele velho ditado: "quem procura acha..." ha ha ha

A. Fleury disse...

Caralho! Que loucura isso! até parece filme euaheauheuhea.
Fiquei com vontade de ler sobre as ouras histórias. Mais tarde procuro nos arquivos do blog.
Ex às vezes é foda mesmo. Aprontam muita coisa com a gente.

E posso dizer que, como você, tambem gosto de chegarnas festas mais cedo. Prefiro ver as pessoas chegando aos poucos e cumprimentá-las uma a uma do que chgar no meio da festa e ter q ficar pulando de mesa em mesa procurando conhecidos pra cumprimentar e não ser um anti-social eauheuhea

o/

Aline disse...

oaiueoaiueoaiueoaiueoia
to começando a ficar com dó do seu personagem, apesar de que sempre leio até o final. vai ter um "ainda foi pouco(três)"? tô esperando :)