quarta-feira, 12 de setembro de 2007

As invenções

Voltar a escrever periodicamente é talvez mais complicado do que voltar a praticar exercícios. Para a academia você volta depois de meses e faz exercícios mais leves. Fica doído por dois dias mas acaba retornando uma segunda vez. Para escrever não existe exercícios leves. É sempre a mesma coisa. E ainda há muito mais desculpas para não voltar a escrever do que para não voltar aos exercícios.
Eu, por exemplo, desde a semana passada estou com um projeto de textos em mente. Cada dia, uma desculpa: algum trabalho da faculdade, algum evento importante ou apenas incompatibilidade de tecnologias, seja lá o que isso signifique nesse contexto. O fato é que há dias acordo esperando o momento de eureca, que parece nunca chegar. Resolvi, então, forçar a barra, provar para mim mesmo que sou mais forte do que a preguiça. E, graças a Baco, tenho vocês, leitores, como cobaias dessa experiência.
Para tanto, precisava de um mote, um ponto de partida para o exercício diário de toques no teclado. Li outro dia, num blog amigo, que está na moda fazer uma lista de invenções que você julga importante. Achei que não seria capaz de enumerar, então decidi que passarei o mês de setembro divagando sobre coisas que de certa forma influenciam na minha vida. Invenções do "cerumano" que me são importantes. Calculei que de hoje até o dia 30 serão 13 dias de invenções, descontados os sábados e domingos, claro. Me dando três dias de desconto – porque ninguém é de ferro – será um top 10. E sem enumeração, ok?

Pra começar, preferi algo menos óbvio – nada de cerveja ou fone de ouvido, portanto. Algo que para muitos não é de suma importância, mas que para mim cria uma dualidade terrível na mente. É útil e inútil, dependendo do tempo que passa na minha mão. Cria e destrói, como queira meu estado de espírito. Anima e entedia, dependendo da obrigatoriedade de usá-lo. No fim, nunca chego à conclusão de que é bom ou ruim: o certo é que está inserido na minha vida definitivamente.

Ok, sem mais delongas. Falo, obviamente, do estilete. Uma peça sem qualquer complexidade e que ajuda desde os trabalhos escolares até as traquinagens escolares. Ora, quem nunca foi para a escola com um estilete na mala e passou o dia ameaçando cortar o cabelo das coleguinhas? Ou então usou-o para cortar o isopor daquele maquete toda torta feita para a feira de ciências? O estilete é fundamental no amadurecimento do cidadão. Não sei como viviam antes de tê-lo inventado.

Só é adulto aquele que consegue brincar com um estilete sem se cortar.

Um comentário:

Bru disse...

acho que começou mto bem!