quinta-feira, 17 de abril de 2008

Por favor chuva ruim, não molhe mais todos nós assim

Eu gosto de chuva. Minto: não gosto, mas é um mal necessário. Se tem que chover para ter água no reservatório Piraquara II, que chova. Mas só! Podia chover só lá, inclusive. Mas já que isso não é possível, dois ou três dias de chuva por mês é mais do que suficiente – e que pelo menos dois desses três dias sejam domingo, por favor! E bom chover quando eu to de férias, na praia, e posso sair cantando e dançando pelas ruas só de sunga. Em dia normal, em que se usa terno e gravata para ir ao trabalho, não. Mas o pior de tudo em dia de chuva é o que? Sim, o trânsito.

Não fico resignado no trânsito quando chove. Não penso que aquilo tá ruim daquele jeito por causa da chuva. Tá ruim porque as pessoas são burras. Burras! Basta cair um pingo d'água do céu para a média de velocidade nas ruas cair consideravelmente. De 50 km/h para 30 km/h, o que não é pouco. A maior parte da culpa, nesse caso, é dos velhos, coitados. Não os culpo: sem os reflexos de antigamente, eles não podem sair por aí á toda ("no máximo 60 km/h, meu filho") com os vidros embaçados e os retrovisores molhados. Mas, puxa vida, se você é velho e tem um carro, não saia de casa em dia de chuva!

A outra parcela de culpa é das mulheres. Não me culpem, moças, mas é verdade. E, como sempre, não estou generalizando (só um pouco). Ser ruim no trânsito é conseqüência de algumas qualidades exclusivamente femininas: a calma, a prudência, o instinto maternal e o amor ao próximo. Mulher pensa muito mais no vizinho de pista do que o homem. No vizinho de um lado, do outro, no da frente, no de trás... Elas pensam até no carro que acabou de ligar os faróis para sair da garagem. E isso, mulheres, as deixa preocupadas em não atrapalhar, apesar da preocupação seguir uma ordem hierárquica. Explico: fui hoje, como sempre, levar meu irmão para o colégio de manhã. Chuva forte, buzinas, luzes acesas... Nem por isso eu teria que deixa-lo num lugar diferente do habitual, não é mesmo? Com chuva ou sem chuva, faço-o andar pelo menos duas quadras até a porta do colégio (e digo que seriam três, se ele fosse de ônibus).

Mas nem todo mundo é assim e eis que vejo uma mãe parando em fila dupla. Isso, por si só, já é revoltante, mas vá lá; imagino que ela vá sair do carro com uma criancinha de colo e entregá-la aos inspetores. Aí ela sai do banco do motorista, toda pimpona, abre o guarda-chuva cor-de-rosa e dá a volta no carro. Enquanto isso, o sinal aberto e uma horda de carros buzinantes logo atrás. Ela abre a porta do passageiro e não é que de lá sai um gurizão que parecia um mano? Mais alto do que ela, com o boné virado para trás e uma mala virada do avesso e toda pichada. Não posso mentir que isso alegrou meu dia, apesar de tudo. Fiz um jóia para o garoto, ri da cara dele e segui alegre e contente o resto do percurso.

Moças: ter prudência e se preocupar com o bem-estar de todo mundo é ótimo. Faz parte das regras de boa convivência em sociedade. Mas reconsiderem! Preocupação demais, no trânsito, atrapalha.

Um comentário:

lucas disse...

e mais isso!

to rindo feito retardado hahahah


tem toda a razao! e teria mais se morasse no uberaba