sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Outra de Mário e Júlia

Júlia esta dormindo sentada no sofá da sala, a televisão está ligada e ouve-se um barulho de chaves do outro lado da porta. É Mário que tenta entrar de mansinho em casa, ele saiu dizendo que ia entregar uma furadeira na casa de um amigo, que mora no prédio do lado. Mas isso foi há quatro horas atrás, Mário até ligou dizendo que ficaria lá por uma meia hora. Pelo jeito a conversa estava boa na casa do amigo.

Ele cuidadosamente abre a porta e antes de entrar tira o tênis. Na ponta dos pés vai entrando em casa. O único barulho na sala é o som baixinho da tv, Mário encosta a porta e verifica se Júlia ainda está dormindo. Ela parece estar cochilando pesado, mas ele acha prudente não fazer barulho e segue em direção ao corredor. Quando de repente, não mais que de repente, ouve-se um grito.

- Seu grandessíssimo filho de um quenga!
- Júlia, espera.. eu..
- Espera o quê, seu vagabundo?
- Júlia...
- Cale sua boca e me deixa falar.
- Mas...
- Não nada de mas. Estou farta de suas “saídas rápidas” e mais ainda de suas desculpas esfarrapadas.
- Calma Ju, eu só...
- Calma? Calma é tudo que eu menos preciso agora. Seu calhorda, bandido, safado, cachorro, vadio. Como você me deixa nervosa.
- Mas Ju...
- Mas, mas, mas o quê? O quê você quer? Vamos me diga.
- Eu quero...
- Você não tem que querer nada. Você não está em condições de querer nada. E olha só para você. Te conheço, você estava tomando cerveja, não é?
- Amor, eu só...
- Não vem me agradando não, seu cachorro.
- Não fala assim.
- Ta bom, só me responde uma coisa. Isso é hora de chegar em casa?
- Amor, eu não estou chegando, só vim buscar o violão.

Fim

2 comentários:

Maycon Dimas disse...

muito boa negão!

Guylherme Custódio disse...

Boua garoto!!!