terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O estresse, essa maldita doença do séc XXI, domina minha mente e não me deixa pensar direito

Hoje acordei pensando nas coisas que me irritam. Mas não naquela coisas óbvias, tipo despertador que toca as 7h ou saldo insuficiente para comprar 10 pães e 200g de presunto; falo daquelas coisas que você nunca lembra que te irrita, só quando acontece. Só percebe a fúria te dominando quando dá aquela vontade de pegar uma escopeta e atirar no treco até parti-lo em 200 pedaços. Nisso não se inclui os absurdos cometidos por seres humanos: eles são irritantes por natureza (essa escória da humanidade).
É difícil exemplificar algo perturbador que não seja óbvio, mas permitam-me tentar. Imagina que você está no trabalho e precisa, sabe-se lá por que motivo, grampear 30 folhas, de três em três, em, no máximo, oito minutos. Aí vem toda aquela preparação: pega-se emprestado o molha-dedos do estagiário subordinado e separa-se as folhas sobre toda sua mesa, em montinhos prontos para receber o grampo. Pega-se o grampeador e... não tem grampo!
Não se apresse. Não é (somente) isso que irrita.
Então você se levanta, um pouco estressado é claro, para pegar mais grampo (e fica pensando quem foi o último canalha que usou o SEU grampeador e não repôs os malditos ferrinhos – nessa hora nem passa pela cabeça que possa ter sido você). Vai até o armário, pega a caixinha de 5.000 grampos cobreados Cramps, e toda a pressão do tempo e falta de material te dá um calor desgraçado. Como quem não quer nada, além de sombra e água fresca, você pensa "por que não ligar o ar-condicionado?" Genial. É só o que eu digo: genial!
Esta merda toda aconteceu comigo, por isso tanto detalhamento.
No dia anterior estava um calor infernal e você excepcionalmente estava sozinho na sua sala ampla e absurdamente abafada. O ar estava no máximo, apontado diretamente para seu rosto, afim de pelo menos amenizar o calorão. Quando você liga, hoje, adivinha o que acontece? Sim, todas aquelas folhas que estava separadinhas na sua mesa, só esperando o grampo, voam como se fosse plantas secas num fim de tarde qualquer. Voam e se espalham pela sala toda, algumas entrando em becos inviáveis para um mão humana adulta e outras sujando tanto no chão que foi limpo a última vez em 2007 que não haveria borracha azul-e-vermelha suficiente para deixá-las brancas novamente.
Garanto que é irritante. O prazo expira e você ainda está no banheiro, chorando igual uma criança.

Um comentário:

Jeniffer disse...

hauhaauhuhauhu

Estou rindo só te imaginar a cena, imagine se eu tivesse visto!

hauhauhauhahhuahau