<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956</id><updated>2012-01-21T02:40:38.234-02:00</updated><category term='pânico'/><category term='futsal'/><category term='ônibus'/><category term='Juan'/><category term='way of life'/><category term='testemunha de jeová'/><category term='papel higiênico'/><category term='Brasileirão'/><category term='São Paulo'/><category term='mimimi'/><category term='Daniel Alves'/><category term='Vágner Love'/><category term='Afonso Alves'/><category term='Chivas'/><category term='Dunga'/><category term='Devassa'/><category term='Cruzeiro'/><category term='deus'/><category term='autocrítica'/><category term='Conar'/><category term='seleção natural'/><category term='Kléberson'/><category term='confiança'/><category term='conto'/><category term='Santos'/><category term='Brasileirão 2006'/><category term='Novela'/><category term='Império do Amor'/><category term='robson rocha costa'/><category term='Flamengo'/><category term='Corinthians'/><category term='frufruzar'/><category term='bolacha'/><category term='Adriano'/><category term='Andrade'/><category term='convidado'/><category term='aveia'/><category term='convocação'/><category term='Mp3'/><category term='ansiedade'/><category term='Celular'/><category term='ensaio'/><category term='gíria'/><category term='Estudiantes'/><category term='André Godinho'/><category term='Fernando Menegazzo'/><category term='David'/><category term='acidente'/><category term='Maldonado'/><category term='Paris Hilton'/><category term='jornal'/><category term='coerência'/><category term='Ronaldo'/><category term='Tio Joel'/><category term='Hulk'/><category term='turma'/><category term='Josué'/><category term='Olimpo'/><category term='amor'/><category term='igreja'/><category term='moralidade'/><category term='neologismo'/><category term='Libertadores'/><category term='Gilberto Silva'/><category term='Música'/><category term='Petkovic'/><category term='Universidad de Chile'/><category term='seleção brasileira'/><category term='Magnética'/><category term='Neymar'/><category term='Willians'/><category term='marmota'/><category term='medo'/><category term='Inter 2'/><category term='campeão'/><category term='Zeus'/><category term='alienação'/><category term='Copa do Mundo'/><category term='medroso'/><category term='Kaká'/><category term='crônica'/><category term='XV de Jaú'/><category term='twister'/><category term='Barcelona'/><category term='atropelamento'/><title type='text'>Boemia aqui me tens de regresso</title><subtitle type='html'>Maycon Dimas e Alexandre Fernandes, o Kibe: Flamengo, cerveja, mulher e jornalismo. Necessariamente fora dessa ordem.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>345</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6053423986395234344</id><published>2010-11-09T18:00:00.003-02:00</published><updated>2010-11-10T09:08:07.264-02:00</updated><title type='text'>A história de Nelson e Lorena</title><content type='html'>Torcer por um clube de uma cidade, ou Estado, diferente da cidade da sua, é complicado. Ao ponto de alguns conterrâneos rechaçarem aqueles que torcem por times “de fora”. O que dizer do torcedor da Seleção Brasileira que sofre com a Canarinho jogando sempre longe de terras tupiniquins. Se bem que da mesma forma que os craques, ela foi tomada de “assalto” pelo$ euros. Mas isso é prosa para outro post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos manter o pensamento aqui nesta Brasila mesmo, e olhar a situação de Nelson. Nelson é um cara tão comum, tão ordinário, que não desperta muito interesse assim a uma primeira vista. Ele vivia com os pais, tinha alguns planos, como passar o carnaval em Salvador, comprar um Playstation 3, trocar de carro, essas coisas. Sua grande paixão era a Portuguesa de Desportos. Sim era um fã da Lusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era descendente de portugueses, o pai italiano e a mãe uma nordestina filha de pai holandês e mãe brasileira. Em se tratando de brasileiro até pode ser que alguma coisa de português pudesse aparecer em um exame mais detalhado. Mas o fato é que Nelson era um torcedor da Lusa, com direito a tatuagem e carteirinha de sócio do clube. Mesmo longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então numa bela tarde de sábado em Curitiba Nelson estava em um bar, desses com luz baixa e cardápio peculiar e público fiel. Neste dia estava quase vazio. Sentou junto ao balcão, pediu uma cerveja, um rolmops e perguntou para o sujeito que limpava o balcão, com um pano úmido que carregava no ombro, qual era o jogo da rodada. “Hoje tem Cruzeiro e Portuguesa”, disse o garçom que nem tirou o palito da boca para responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson devorou o rolmops em duas dentadas. Tomou a cerveja toda e pediu mais uma. Cândido, o cara do bar, percebeu o escudo da Lusa tatuado no braço esquerdo de Nelson. “Deve ser difícil torcer pra Portuguesa”, disse. Era que precisava para que os dois se enveredassem por uma longa prosa sobre futebol até o começo do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, não mais que de repente, entra no bar uma moça se acomoda em uma mesa perto da janela e com boa visão para a TV. Muito bonita, ruiva, cabelo curto, calça jeans, camiseta branca com uma jaqueta vermelha escura. Nelson olhou, tentou disfarçar, mas não conseguia desviar o olhar da moça. Cândido percebeu e puxou conversa com a moça, mostrou o cardápio e voltou a conversar com Nelson sobre futebol e sua curta carreira no Combate Barreirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo começou e tanto Nelson, quanto a ruiva ficaram com olhar fixo na TV. Ele descrente na existência de outros fãs da Lusa, imaginou que a ruiva fosse uma torcedora da Raposa. Isso fez com que ele, pelo menos durante o jogo, prestasse mais atenção ao jogo da Lusa do que a ficar olhando para a bela senhorita da mesa perto da janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzeiro no ataque. A bola passa tirando tinta da trave. Nelson coloca as duas mãos na cabeça. A ruiva solta um “uhhhh”. Agora ele tinha certeza que a moça era uma mineira e que estava ali “vuduzando” a sua Lusa. O clima no bar ficou pesado. Nelson evitava olhar para a moça. Ela agia como se o gajo não estivesse ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cândido chega com o pedido da moça. Uma cerveja, uma porção de amendoim, um rolmops (pasmem!) e uma porção de fritas com bastante bacon. Nelson ficou de boca aberta com o apetite da moça. Mas logo lembrou que ela era uma inimiga, e que se fosse para ficar ali secando a Lusa, ela que procurasse outro bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lusa no ataque. Nelson se levanta, Cândido se estica no balcão para ver melhor o lance. A ruiva aperta com força um guardanapo na mão direita. O camisa 7 da Portuguesa acerta a trave do goleiro mineiro. Novo ataque da Portuguesa, o beque cruzeirense faz falta na entrada da área. Novo momento de tensão no bar. Nelson cruza os dedos. Ela não fala nada, mas mexe os lábios como quem diz: agora vai agora vai. Atrás do balcão, Cândido coloca o pano no ombro esquerdo. Parece estar torcendo para a Lusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O zagueiro da Lusa toma pouca distância, mesmo assim solta uma patada. A bola passa no meio da barreira. O goleiro da uma triscadinha na bola. A pelota, caprichosa, acerta o travessão, quica em cima da a linha, volta no travessão e morre no fundo da meta cruzeirense. Nelson grita, Cândido vibra rodando o pano sobre a cabeça e a ruiva bate palmas e diz “é isso ai Valdir” “solta a pancada mesmo” “luusaaa luuusaaaa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson se toca que a ruiva também torce pela Portuguesa. E não era só isso. Além de linda, ela tomava cerveja, comia rolmops e pelo visto ainda adorava bacon. Ele investiu no flerte, ela correspondeu. Dias depois ela já não era só a ruiva do bar do Cândido, agora ela era Lorena. Casaram e hoje vivem juntos em Florianópolis, onde ganham a vida com a padaria que abriram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cândido conta até hoje para seus clientes a história de amor que viu nascer dentro do seu bar. Ele também faz questão de lembrar que o jogo terminou 4 x 1 de virada para os mineiros, mas isso não importa. Afinal, diante do amor o que mais importa!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6053423986395234344?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6053423986395234344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6053423986395234344&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6053423986395234344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6053423986395234344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/11/historia-de-nelson-e-lorena.html' title='A história de Nelson e Lorena'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-5068131199063674732</id><published>2010-09-09T09:35:00.000-03:00</published><updated>2010-09-09T09:35:02.198-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mimimi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autocrítica'/><title type='text'>Divago</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;  &lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ando muitíssimo autocrítico ultimamente. Autocrítico e impaciente. Apago sem dó nem piedade, sem reler ou pensar duas vezes. Este texto, por exemplo, já foi um conto de quase três mil caracteres. Entediei-me e o apaguei sem sequer tentar um final repentino e macabro, características outrora tão marcantes na minha obra.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;(Na minha obra? Que m...!)&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não sei bem o que ocorre. Ansioso sempre fui. Cético, crítico e impulsivo também. Será que já não escrevo mais como antigamente? Será que a obrigatoriedade de escrever – ossos do ofício – tirou-me aquela boa e velha gana de ousar? Tenho medo de parecer exagerado ou simplista demais. Sofro só por imaginar uma crítica a um conto breve ou comprido demais. Talvez essa exposição ao público real (aleatório e de diferentes culturas) que passei a ter ao me tornar efetivamente jornalista tem me dado arroubos de autoconsciência.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Deus, perdoai-vos. Eles não sabem o que fazem quando me criticam.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tenho dificuldades com as críticas, admito. Não consigo vê-las como uma forma de crescimento. Absorvo-as e isso machuca minha própria honra. Mas pior que as críticas vindas de terceiros são as autocríticas – e já disse que nunca fui tão autocrítico na minha vida. Essas ideias que cada um tem de si mesmo são sempre as mais verdadeiras, são a certeza de que a pessoa necessita mudar alguma coisa e só não sabe por onde começar. Porque, afinal, se soubesse não se puniria e mudaria de uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas divago. Disse um sábio certa vez, acho que Sêneca, que nos grandes arroubes de eloquência há mais ruído que sentido. Não vou ficar me julgando nem me penitenciando em público. Já sofro demais dentro da minha própria cabeça. Estou num período de transição que por mais que já tenha durado um tempo relativamento grande trará bons frutos.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ou não.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-5068131199063674732?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/5068131199063674732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=5068131199063674732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5068131199063674732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5068131199063674732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/09/divago.html' title='Divago'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-5186381662006303594</id><published>2010-08-16T22:52:00.000-03:00</published><updated>2010-08-16T22:52:26.657-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='convidado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pânico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='André Godinho'/><title type='text'>Ensaio Sobre o Pânico</title><content type='html'>Agora que o blog infelizmente virou uma bagunça institucionalizada, o pessoal passou a fazer reclamações formais. Um ser, porém, foi mais enfático e menos ranzinza: André Godinho, que, para provar que mostra a cobra AND o pau, escreveu um breve ensaio. Deleitem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa oportunidade de aparecer neste blog, dada pelo dileto Maycon o Dimas, proponho-me a escrever pensamentos não concisos que me atormentaram nessa manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pós-modernidade não é nada senão um projeto inacabado. Eu mesmo, aqui, desafiando a importância da meritocracia, coisa que nos degrada e que só a internet nos permite fazer, quero tratar de dizeres sobre o pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mais delongas, penso no aspartame VS Omega3; o primeiro adoça e o último é amargo, mas fazem papéis inversos, na medida em que o doce esconde o câncer e outro cura até inflamação. Nem no café da manhã dá pra livrar-se dele, aquilo que tem mil e nenhuma face: o medo. &amp;nbsp;Em anexo vai o meu currículo. Brincadeira, não sei nem o que fazer no café da manhã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas são o que são em si e também o são em potencial, esse é o conceito ontológico que Aristóteles propõe. Tenho me valido desse conceito para sobrevivência, diferenciar do que é bom e pode ser ruim. A vida pós-moderna é a mais primitiva de todas, salve-se quem puder, antes eu do que nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada no café da manhã assistindo TV fiquei apavorado, vendo o inútil esforço de nosso presidente para tentar livrar uma mulher de ser apedrejada no Irã. O aspartame de imediato amargou e me tomou de câncer; Ok, a cultura é inimiga da lógica, mas o que temos visto no Irã não é em absoluto cultura. São más interpretações do dizeres do profeta, que não são os dizeres de deus e que estão no Corão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra entender melhor essa locura temos que ver uma faceta do medo, a sua instrumentalização na política: “rapai se uma muié chifra um caboclo e é apedrejada, eu num me meto com esse presidente!”. É por ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ser um bom escritor, só por agora, porque nem mesmo escrevo, pra tentar passar um pouco de pânico ao leitor. Mas acho que não é preciso; o caos dá conta de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negócio mesmo é seguir com a correnteza, nada de ler Kafka e deprimir-se. Vou pro Barigui xavecar e escutar um funk. E, quem sabe, arranjar uma boa briga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ontem sonhei que estava num dojo e o sensei pediu pra que eu dormisse. Sonhei dentro do meu sonho. Lá estive seguro. Foi então que a corrente reflexiva desfez-se e quando acordei &amp;nbsp;adocei o café, apavorado, nessa arena ocidental”. &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-5186381662006303594?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/5186381662006303594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=5186381662006303594&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5186381662006303594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5186381662006303594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/08/ensaio-sobre-o-panico.html' title='Ensaio Sobre o Pânico'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-4243360152910193392</id><published>2010-07-15T12:22:00.000-03:00</published><updated>2010-07-15T12:22:29.955-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='testemunha de jeová'/><title type='text'>A Visita</title><content type='html'>Creditavam a ela o título de mais devotada carola daquela instância. Ia à igreja todos os dias, sem exceção, às vezes em dupla jornada. Fizesse chuva ou sol ela ajudava na missa, na quermesse e no que mais fosse preciso, sempre com um largo e sincero sorriso no rosto. Diziam ser feita para aquilo, e que só não era freira pura e simplesmente por falta de nominação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia qualquer tipo de suspeita sobre a índole da moça. Houve quem dissesse, no começo, que ali tinha algum tipo de interesse, fosse no padre ou no dinheiro da igreja. O fato é que o pároco responsável já mudou mais de uma vez e a saúde financeira do pai dela não deixava resistir qualquer tipo de suposições. Era uma devota e ponto, daquelas bem à moda antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, numa terça-feira como qualquer outra, ao sair de casa para a igreja ela encontrou um homem de camisa branca e gravata parado junto ao seu portão. Mesmo de lado era possível perceber que ele era alto, de rosto bonito e nada ameaçador. Mesmo assim a moça freou por um instante, apreensiva. Aprendera a temer aproximações repentinas, sobretudo de homens, estivessem como estivessem vestidos. Não que tivesse medo – os ensinamentos da bíblia dizem para amar ao próximo como a si mesmo –, mas a vida mostrara-lhe que cautela no convívio social nunca é demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela aproveitou que lá fora o homem ainda olhava em volta para dar um passo atrás. Escondera-se atrás de um arbusto, já fora do campo de visão de quem estivesse na rua, para pensar no que fazer. Nessa hora ele virou e ela pôde ver seus olhos, azuis como o céu e bondosos como o de um filhote de labrador. O homem pôs algo embaixo dos braços e suavemente bateu palmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça sentiu-se mais tranquila com a aquela atitude. Fosse pelo que ele botara debaixo do braço – “possivelmente uma pasta, já que ele nada mais é do que um homem de negócios”, pensou – ou pela sinceridade daquele olhar resolveu atendê-lo sem chamar ninguém para acompanhá-la, algo que fazia com frequência. Levantou, livrou-se duma imaginária poeira e caminhou lentamente na direção do portão. Chegando lá percebeu que se enganara. No distintivo que ele carregava no peito dizia “Brother Sílvio”. Ele, ao vê-la, começou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, irmã. Eu sou o Irmão Sílvio e aquela é a Irmã Jurema. Nós somos Testemunhas de Jeová. Será que podemos ter um minuto da sua atenção?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-4243360152910193392?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/4243360152910193392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=4243360152910193392&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4243360152910193392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4243360152910193392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/07/visita.html' title='A Visita'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-5681808468548557146</id><published>2010-06-15T10:10:00.000-03:00</published><updated>2010-06-15T10:10:14.738-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mimimi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='papel higiênico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frufruzar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bolacha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aveia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neologismo'/><title type='text'>Neologismos: frufruzar</title><content type='html'>Fui comprar bolacha hoje cedo. Depois de inúmeras e infrutíferas investidas nas farmácias, supermercados e até bancas de jornal da vida só consegui chegar a uma conclusão: o que raios aconteceu com os produtos comuns? Tudo o que eu queria era um simples pacote daqueles biscoitos de aveia, com uma castanhazinha ou duas talvez, e tudo o que encontrei foram dezenas de diferentes sabores, um mais estrambólico que o outro. Para se ter uma ideia, o sabor mais próximo do comum era frutas cítricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frutas cítricas numa bolacha de aveia? O que raios aconteceu com os produtos simples e honestos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que percebo que este padrão se repete em outros segmentos. Vejamos, por exemplo, o papel higiênico. Antes eram duas opções: o comum e o &lt;i&gt;frufruzado&lt;/i&gt; de folha dupla. Hoje, não. Papel higiênico hoje tem perfumado, com hidratante, sem picote e até sabor lavanda! Quem é que gosta de lavanda, afinal de contas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual é o problema com as coisas comuns? Outro dia fui comprar uma jaqueta e não achei uma (UMA) que não tivesse bolso no sovaco, zíper na horizontal ou uma bendita pochete acoplada. Não existem mais blusas planas, sem estampa, sem &lt;i&gt;frufru&lt;/i&gt;. Tudo bem que neste caso estamos falando de moda, moda é feita para gostos diversos e gosto definitivamente não se discute. Só que a &lt;i&gt;frufruzência&lt;/i&gt; está generalizada. Papel A4, por exemplo, que é aquele papel simples, para imprimir, uma coisa que é tão melhor quanto mais branca e plana for, tem atualmente dezenas de diferentes opções. E tudo não passa de... papel! Uma coisa branca que a gente pode escrever em cima. Pra quê &lt;i&gt;frufruzar&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso parecer arcaico, mas tudo o que quero é um pacote de bolachas de aveia com castanha. E só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-5681808468548557146?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/5681808468548557146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=5681808468548557146&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5681808468548557146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5681808468548557146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/06/neologismos-frufruzar.html' title='Neologismos: frufruzar'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-5313997492894627858</id><published>2010-05-28T11:52:00.000-03:00</published><updated>2010-05-28T11:52:41.094-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alienação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='way of life'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornal'/><title type='text'>Alienação paz-e-amor</title><content type='html'>Acho que nunca fiquei tanto tempo sem ler jornal. Nem na internet tenho acompanhado os highlights da vida cotidiana. Para quem já teve época em que lia três ou quatro jornais diferentes por dia – por obrigação meramente profissional, é verdade, mas mesmo assim... – não estar lendo nenhum é um grande retrocesso. E quer saber? Não sinto falta alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que numa mesa de bar, quando me perguntam o que achei da última do presidente ou sobre o aumento do seguro-desemprego na Tanzânia, não saber absolutamente nada sobre nada é vergonhoso. Mais: denigre a imagem que tinha, sobretudo com os amigos antigos, de ser sempre o mais atualizado. São escolhas da vida, e sobre escolhas e renúncias todo mundo já sabe bem (viva os chavões).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal é uma coisa chata. Qualquer pessoa que já tenha lido um sabe disso. São as mesmas reportagens todos os dias, só mudam os nomes, números e uma ou outra curiosidade. Além disso, para achar notícia boa naquele calhamaço de folhas diário o leitor precisa ser um verdadeiro garimpeiro. Encontrar notícia alegre em jornal é como achar caixa-preta de avião francês em mar de desgraça brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha fonte de informação ultimamente tem sido os difamados e famosos blogs de humor, com sua total imparcialidade e falta de seriedade. Ou seja, só estou a par daquilo que pode ser gozado (no bom sentido, ou no mal, ou... sei lá!). Se tem piada, eu sei; se não tem, desconheço e desprezo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte boa disso é que me preocupo menos com o futuro da nação. Não que isso seja uma boa forma de levar a vida, mas infelizmente é socialmente aceitável. Quando de nada se sabe, sobre nada é preciso opinar – e mais facilmente num mundinho cor-de-rosa. Acho que é por isso que tanta gente escolheu este &lt;i&gt;way of life&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou orgulhoso desse comportamento. Socialmente aceitável para mim é sinônimo de alienação, e alienação é desprezível. Entendo esta fase, porém, como uma temporada de férias, um afastamento momentâneo das mazelas do mundo. Coisa passageira, por certo. Não sendo, pior para mim, melhor para o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso aproveitem um Maycão paz-e-amor – porque quem não sabe o que está acontecendo não tem com o que se preocupar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-5313997492894627858?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/5313997492894627858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=5313997492894627858&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5313997492894627858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5313997492894627858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/05/alienacao-paz-e-amor.html' title='Alienação paz-e-amor'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-3961519093018692397</id><published>2010-05-25T11:10:00.000-03:00</published><updated>2010-05-25T11:10:48.119-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Vida longa ao Yorda</title><content type='html'>Ninguém sabia ao certo como nem quando Yordanov fora contratado. A família Silveira, há várias gerações abastada, tinha o costume de manter seus criados por décadas, até a morte ou a aposentadoria – nem o atual patriarca da família, porém, sabia dizer quando o africano com ascendência iugoslava entrara para o quadro funcional. Registros, não havia; fotos ou pinturas com familiares mais antigos, tampouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso passara desapercebido por anos e anos a fio, até que no último fim de semana, durante o chá das cinco, a pequena Clarissa fez a pergunta: &amp;nbsp;“Mamá, quando foi que o Titio Yorda entrou para a família?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desconforto foi geral. Apesar de jamais comentado, a longevidade do funcionário era um assunto que intrigava a todos. A fim de despistar a infante, Mamá disse que Yordanov fora contratado garoto, ainda no tempo do Papá Justino, mesmo sabendo que isso não tinha qualquer possibilidade de ser real: Papá Justino havia morrido há cerca de 15 anos, e em suas memórias existe várias citações sobre os aconselhamentos do “sábio Yorda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi convocado uma reunião geral para discutir o assunto. Todos os Silveira deveriam estar presente, do mais velho ao mais jovem, do mais próximo até aquele que havia anos exilara-se no Turcomenistão tocando o braço asiático dos negócios da família. Partindo do pressuposto que todos os familiares possuíam seus aviões particulares, o encontro fora marcado para dali a apenas dois dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local escolhido foi o Palácio Tenório Silveira II, também conhecido como Palácio Real, só usado para velórios, recepções de famílias reais e reuniões acerca de crises econômicas mundiais (notadamente o crack da bolsa de valores de Nova Iorque em 1929). O casarão era tão pouco usado que Marco Aurélio Silveira, recém-ingressado na faculdade de Economia da USP e exímio tocador de Bandolim, jamais havia adentrado o local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia do evento até a Polícia Militar foi mobilizada. A quantidade de Silveiras presente era tanta que o tráfego na Avenida Paulista, único caminho por terra para o Palácio Real, teve que ser alterado. Todas as pistas foram liberadas e os sinaleiros cuidadosamente programados para que se mantivessem verdes durante a passagem das centenas de limusines que chegavam para o grande encontro. Pelo ar, dezenas de helicópteros faziam fila para pousar num dos quatro heliportos do Palácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando todos estava devidamente instalados em suas cadeiras no salão principal (onde, aliás, fora enterrado o próprio Tenório Silveira II), deu-se início de fato o encontro. Após o discurso de abertura, proferido por Tito Silveira, prolífico e barítono, Garvásio Silveira pediu a palavra. Ele era o responsável pelos Recursos Humanos da família. Enquanto ele se punha no púlpito e se preparava para discursar, entretanto, um estrondo veio da porta e chamou a atenção de todos. Era Yordanov:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Desculpa a intromissão, senhor, mas eu só queria servir suco a todos os presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suco de Yordanov era famoso por acalmar os nervos, dar disposição e limpar o organismo, além de ajudar no emagrecimento e dar mais capacidade mental. Assim que todos estavam munidos de seus copos, um grande brinde foi proposto e a reunião rapidamente se dispersou. Ninguém se importava de não saber como nem desde quando Yordanov estava na família, desde que ele continuasse sempre servindo seu suco em toda e qualquer circunstância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-3961519093018692397?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/3961519093018692397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=3961519093018692397&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3961519093018692397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3961519093018692397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/05/vida-longa-ao-yorda.html' title='Vida longa ao Yorda'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-5735112212859386085</id><published>2010-05-13T11:34:00.000-03:00</published><updated>2010-05-13T11:34:57.948-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kléberson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Willians'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adriano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='David'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasileirão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flamengo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maldonado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vágner Love'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Petkovic'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='XV de Jaú'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libertadores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidad de Chile'/><title type='text'>Apequenação ou soberba?</title><content type='html'>O sucesso de uma empreitada é proporcional à quantidade de atenção a ela dedicada. Esta velha máxima vale para tudo na vida, das relações interpessoais aos planos de carreira, da reforma do apartamento ao planejamento de uma viagem. No futebol não seria diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso em um campeonato é proporcional à dedicação dos jogadores a cada partida. Um time que se dedica todo jogo chegará ao final do certame campeoníssimo, coisa que fez o São Paulo no tri 06/07/08. Um time que se dedica somente durante meio campeonato depende da não-dedicação de todas as outras equipes para sair vencedor, coisa que fez o Flamengo no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa que o Flamengo vez fazendo, aliás, há mais de dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, do alto das minhas duas décadas de vida, nunca vi o Flamengo ser campeão de alguma coisa com relativa antecedência. O time sempre deixa para o final, valendo-se do lema “deixou chegar, fo**u”. Eu me pergunto: precisa ser assim? Precisa levar as emoções da Magnética sempre ao limite? A resposta é não. Um grande e sonoro não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Flamengo tem time para vencer qualquer time do mundo. Dirão os mais exaltados que estou exagerando, mas qualquer análise um pouco menos fanática chegaria na mesma conclusão. O goleiro é falastrão, mas pega bolas impossíveis (quando quer). A zaga já foi considerada impenetrável há menos de um ano, e o garoto David é capaz de anular qualquer atacante que está por aí (quando quer, vide jogo do último fim de semana). Maldonado e Kléberson são jogadores de seleção, que arrebentam quando querem. Willians foi o maior roubador de bola do último Brasileirão; já provou que pode ser um excelente jogador (quando quer). Os laterais têm em seu portfólio partidas excepcionais, mesmo que sejam apenas esporádicas (ou seja, quando eles querem). Adriano já resolveu jogos até para a seleção brasileira, e Vágner Love pode ser um monstro (quando quer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparou no que sempre se repete quando se fala destes jogadores? Sim, quando eles querem eles podem ser fenomenais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que, então, tanta preguiça? Por que deixar sempre tudo para a última hora, para a cobrança de falta do Pet aos 43 do segundo tempo? Seria excesso de soberba, um sentimento mesquinho de que podem ganhar a qualquer hora? Um sentimento – idiota, aliás – de que basta os caras combinarem uma jogada ali no meio-campo, na hora, que o gol sairá? Seja o que for, não consigo entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perder para o campeão chileno em casa numa Libertadores não é vergonhoso. Perder jogando bisonhamente para qualquer time do mundo é vergonhoso. O Flamengo ontem foi tosco, foi pequeno, medroso. Fosse um XV de Jaú no lugar do Universidad de Chile e o resultado seria igual. Não houve combate nem pegada. Não houve sequer violência, demonstrando irritação por estar perdendo de forma tão estúpida. Seria entendível se fosse um amistoso de pré-temporada, não um jogo de quartas-de-final de Copa Libertadores da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que nunca vi um time entrar em campo com quatro volantes, sobretudo jogando num Maracanã lotado. E se tivesse visto, garanto com certeza que este time não estaria perdendo de 2 a 0 com menos de meia hora de partida. Foi ridículo, vergonhoso e irritante. Sorte que tem a partida de volta e flamenguista é bicho ruim: não abandona o time nunca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-5735112212859386085?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/5735112212859386085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=5735112212859386085&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5735112212859386085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5735112212859386085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/05/apequenacao-ou-soberba.html' title='Apequenação ou soberba?'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-1434708859819544707</id><published>2010-05-12T09:57:00.000-03:00</published><updated>2010-05-12T09:57:12.068-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dunga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coerência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seleção brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medroso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flamengo'/><title type='text'>O Dunga é medroso</title><content type='html'>Coerência. Ô palavrinha sem-vergonha. Eu tento ser um cara coerente todo o tempo, na vida, nas atitudes e até no jeito de me vestir. Pessoas coerentes são confiáveis. Elas raramente surgem com alguma surpresa desagradável, raramente têm alguma mudança de humor repentina. Todo mundo deveria ser coerente. Todos, menos o técnico da seleção brasileira de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada de errado em querer formar um time. Sempre concordei com o Dunga nesse quesito. Ter um time é ter o controle da situação, é ter a confiança de um grupo e a certeza de que qualquer que seja sua ordem ela será atendida. Só que a convocação de ontem mostrou uma característica do nosso comandante que era talvez a última que alguém poderia dele esperar: medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, medo. Dunga teve medo de arriscar. Medo de perder o controle da família que ele formou. Medo de chamar Ganso e Neymar e eles, sob a tutela de Robinho, o fazerem perder a liderança conquistada. Claro, porque liderança carismática é muito mais eficiente e aceita do que liderança imposta pela força. Ou alguém aí acredita que o Dunga tem um pingo sequer de carisma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só ver que o time do Anão não tem nenhum jogador fanfarrão, tirando o mala do Robson de Souza. Não tem nenhum Romário ou Denílson ou Júnior Baiano ou mesmo Ronaldinho Gaúcho; nenhum cara que puxe a roda de samba e seja capaz de puxar coro contra o sistema. Tem o Robinho, sim, mas parece claro que eles combinaram que na presença de Dunga o ciclista precisa baixar a bola. Todos os convocados para a Copa são pechas do comandante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso pode funcionar, e espero sinceramente que o faça. Não que esteja torcendo pelo sucesso do Dunga – coisa que admitidamente fiz lá pelos idos de 2006 –, mas pelo hexa do Brasil. Sou torcedor à moda antiga, que não abandona o time nem sob a tortura da derrota para Argentina. Desconcordei com várias peças do elenco, chamadas ou faltantes, e fiquei absolutamente desapontado com a covardia do treinador, mas Brasil é Brasil e eu só deixaria de torcer pelo nosso país num hipotético jogo contra o Flamengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitor; Léo Moura, Alex, Miranda e Marcelo; Hernanes, Lucas, Ganso e Ronaldinho Gaúcho; Adriano e Neymar. A seleção convocada contra esse time que está aí: quem leva?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-1434708859819544707?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/1434708859819544707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=1434708859819544707&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1434708859819544707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1434708859819544707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/05/o-dunga-e-medroso.html' title='O Dunga é medroso'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-4098307736590787245</id><published>2010-05-11T11:18:00.000-03:00</published><updated>2010-05-11T11:18:16.898-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dunga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barcelona'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='convocação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Afonso Alves'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gilberto Silva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adriano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seleção brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hulk'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Daniel Alves'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vágner Love'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kaká'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Juan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Josué'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Menegazzo'/><title type='text'>Convoca, Dunga!</title><content type='html'>Que rufem os tambores! É hoje que sai a convocação da seleção para a Copa, finalmente. É a mais esperada convocação de todos os tempos, até porque toda Copa do Mundo que está por vir é sempre a mais esperada de todos os tempos. E tendo Dunga como técnico não ajuda em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele convocou nada menos do que 89 jogadores de 2006 para cá. Vestiram a amarelinha nomes como Afonso Alves (titular absoluto em algumas partidas, hoje no Qatar), Hulk (atacante do Porto, que só ouve falar quem acompanha o campeonato português bem de perto) e Fernando Menegazzo (quem?). Sem contar com Gilberto Silva e Josué, craques de outrora e que muito provavelmente estarão na lista de mais tarde, mas que nem sempre são titulares em seus times na Grécia e na Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns chamam isso de coerência, de padrão, de confiança. Eu chamo de burrice. Tudo bem que um time de futebol precisa ser uma equipe, todo mundo se conhecendo só de olhar e aquela ladainha toda. Mas também é preciso levar em conta que para ser campeão do mundo é necessário vencer apenas sete jogos. Sete. Quem joga pelada sabe que se você botar todos os caras da turma que sabem jogar bola no mesmo time será goleada na certa. Faça isso a cada jogo e você terá um time campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar que só temos jogadores estrangeiros. Tirando um ou outro potencial reserva, mais conhecidos como Kléberson e Adriano (que devem estar de joelhos neste momento, rezando para o Dunga manter sua burra coerência e convocá-los), nossos players todos jogam no exterior. Numa boa: que graça tem isso? A sorte da CBF é que o povo brasileiro é um povo metido, que adora se exibir para os anglo-saxões. Nada melhor para nós, terceiro-mundistas, do que ser campeão do mundo com os melhores jogadores das ligas deles, primeiro-mundistas. Papo sociológico, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já falei e vou repetir: quando eu for presidente do Brasil, minha primeira medida provisória (não se faz lei neste país do provisório) será a obrigação de todo jogador da seleção brasileira atuar em solo tupiniquim – logo depois de autorizar o SUS a fazer implantes de silicone, mas isso fica para outro texto. Sim, para jogar no Brasil só jogando no Brasil. Isso vai ser melhor para todo mundo. Explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogar na seleção é uma honra, ou pelo menos assim deveria ser. Ser convocado é o ponto máximo da carreira de um jogador, e ser convocado para a seleção brasileira é o ponto máximo do ponto máximo da carreira de um jogador. Logo se vê que basta um brasileiro se naturalizar em outro país para jogar na seleção deste. Sendo assim, só jogará na seleção aquele que realmente quiser. Você, jogador, pode sair do país, ficar rico jogando no Barça ou nos Emirados Árabes, mas esteja ciente de que daí nada de seleção para você. Ou a glória pessoal de vestir a camisa amarelinha ou a satisfação pessoal de encher as bufas de dinheiro. Escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse jeito só ficarão por aqui aqueles que sentem orgulho de ser lembrado pelo técnico do Brasil. Poderemos não ter a mais forte das seleções, com Kaká, Juan ou Dani Alves, mas teremos somente jogadores que vestirão a camisa com um orgulho pirata e farão de tudo para representar o país da melhor maneira possível. Não estou insinuando que estes craques não dão o melhor de si quando jogando pelo Brasil, mas que se precisar tirar o pé para evitar uma lesão que poderá fazê-los perder algum contrato eles o farão sem o menor pudor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é desse tipo de jogador frutinha que o Brasil precisa. Não precisamos de Adriano, craque mas que corre para chorar no colo da mamãe toda vez que não é lembrado. A seleção precisa de gente que dá o sangue, que se machuca, que não liga para o que pode acontecer depois, que vive só para a vitória aqui e agora. Cada jogo é uma batalha, cada jogo é uma final. É disso que o Brasil precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vágner Love neles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-4098307736590787245?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/4098307736590787245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=4098307736590787245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4098307736590787245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4098307736590787245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/05/convoca-dunga.html' title='Convoca, Dunga!'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-4803812545914811136</id><published>2010-05-06T09:37:00.003-03:00</published><updated>2010-05-06T09:38:38.376-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vágner Love'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olimpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudiantes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campeão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cruzeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corinthians'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libertadores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zeus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidad de Chile'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flamengo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chivas'/><title type='text'>Flamengo campeão da Libertadores 2010</title><content type='html'>&lt;div&gt;Regozijai-vos, novos senhores da América. Depois de uma primeira fase menos que mediana, o Flamengo buscou forças no Olimpo Oitentista para se reestruturar e finalmente reconquistas a Taça Libertadores da América. O caminho, porém, não foi dos mais fáceis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de uma primeira fase pífia, com nossos players jogando como se fosse um carioqueta qualquer, houve uma mudança de mentalidade a partir das oitavas de final. Mais precisamente a partir do intervalo do segundo jogo contra o Corinthians, no Pacaembu. E aí, já sabe: deixou chegar, agüenta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste jogo o time foi aos vestiários para o intervalo de cabeças baixas, perdendo de 2 a 0 e com atuações abaixo da média. David, esse monstro que na final de ontem só faltou rugir, havia feito gol contra e deixado Ronaldo livre para marcar. Quem diria!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No intervalo o mão santa Lourenço sacou um apagado Vinícius Pacheco para dar uma chance ao bicampeão do mundo Kléberson. Exatamente o que o Xaropinho precisava para chamar a atenção do Dunga pouco dias antes da convocação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele entrou e deu nova cara ao time. Marcava, puxava contra-ataques, dava bons passes... Foi dele o toque sutil para o gol salvador de Vágner Love (outro monstro). Mas o mais importante nessa volta do vestiário foi a mudança de atitude de todos os jogadores. Eles entraram com mais garra, mostrando vontade de vencer. Bruno que é o Bruno deu um tempo com suas ceras infindáveis, apesar de ter tomado amarelo. O Juan dava botes inacreditáveis para um rapaz daquele tamanho. Até o Adriano resolveu jogar um pouquinho, pra variar – mas só um pouquinho, bem pouquinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A partir daí foi aquela velha história. Deixaram o Flamengo chegar, fica difícil de segurar. As quartas foram moleza, contra o cheio de soberba Universidad de Chile. Eles acharam que poderiam anular nossos guerreiros tal qual fizeram durante a primeira fase. Ledo engano. No mata-mata não tem pra ninguém: o Mengão doutrina. O 4 a 0 no Maracanã foi pouco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A semi, contra um desinteressado Chivas, só não foi mais fácil porque a fácil passagem pelas quartas-de-final deixou os jogadores com o velho salto alto. A derrota no primeiro jogo foi importante para restabelecer a mentalidade do sapatinho-mor – o culminou com uma acachapante vitória no campo dos ticanos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ontem foi inacreditável. Ninguém esperava um Estudiantes tão mole no primeiro jogo, ainda mais após terem vencido o Cruzeiro de forma tão humilhante. Os 2 a 0 do Mengão foram pouco e o sofrimento na grande final foi até o último minuto. Graças a Zeus os russos deixaram nosso artilheiro do amor ficar e graças à favela onde ele cresceu que o cara é tão flamenguista. Aquele gol foi de explodir corações, de desestabilizar estruturas. Valeu Love, valeu Mengão. Agora é rumo ao bi do Mundial.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*Eu sei que pode parecer um pouco pretensioso da minha parte, uma confiança exagerada, mas Nostradamus falou comigo durante um sonho. Nunca estive tão certo de uma profecia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-4803812545914811136?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/4803812545914811136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=4803812545914811136&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4803812545914811136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4803812545914811136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/05/flamengo-campeao-da-libertadores-2010.html' title='Flamengo campeão da Libertadores 2010'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-8200656131956952322</id><published>2010-05-05T10:27:00.000-03:00</published><updated>2010-05-05T10:28:21.738-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ansiedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Império do Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ronaldo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corinthians'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libertadores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flamengo'/><title type='text'>Unha sobrando eu compro!</title><content type='html'>&lt;div&gt;Quem tiver unhas sobrando eu compro. Nem meus dedos mais são suficientes. Há tempo não sinto uma expectativa assim, capaz de provocar uma auto-mutilação. Talvez porque há tempos não tenho obrigações durante o dia e podia me ocupar somente com o Mengão. Agora não. Agora tenho outras coisas para fazer e posso dizer: é complicado fazê-las sem tirar o jogo da cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez esse seja um vício meio bobo, torcer para um time de futebol. Os caras nem sabem quem eu sou! E, mais do que isso, a maioria ali não quer nem saber do time, só do dinheiro. Mas só quem é Flamengo sabe que essa paixão não tem explicação. Não há como dizer, como fazem os torcedores dos times menores, onde foi que tudo começou. Simplesmente começou, e uma vez Flamengo, Flamengo até morrer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje de noite tem mais uma batalha. O jogo mais importante do ano até agora. Ganhar dos gambás mal-vestidos é necessidade, pelo bem do futebol brasileiro. A vantagem já foi construída no pantanal instalado no Maraca semana passada, agora os caras precisam ter consciência de que o ataque é que é a melhor defesa. Basta fazer um gol para obrigar os sem-passaporte a fazer três. E com Ronaldo pesando a balança pro nosso lado todo mundo sabe que isso é impossível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais uma vez estaremos aqui fazendo a nossa parte. Os dois mil guerreiros que vão agüentar a pressão lá no Paulo Machado de Carvalho merecem menção honrosa, mas hoje todo e qualquer torcedor, em qualquer canto do Brasil, será fundamental. Seja no estádio, pela TV ou com o ouvido colado no radinho de pilha, o importante é passar energia positiva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Papel de torcedor é esse, apoiar não importa as intempéries. Deixa que no campo o Império do Amor resolve.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-8200656131956952322?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/8200656131956952322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=8200656131956952322&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8200656131956952322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8200656131956952322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/05/unha-sobrando-eu-compro.html' title='Unha sobrando eu compro!'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-3006661764950426525</id><published>2010-04-28T09:00:00.001-03:00</published><updated>2010-04-28T09:00:05.161-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasileirão 2006'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corinthians'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libertadores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flamengo'/><title type='text'>Ansioso demais pra escrever com coerência</title><content type='html'>&lt;div&gt;Lembro de pouquíssimos duelos entre Flamengo e Corinthians. Um deles é o 3 x 0 no returno do Brasileirão 2006. Do time atual, Bruno, Juan, Léo Moura, Toró, Léo Medeiros e V. Pacheco estavam lá. Além de mim, é claro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Engraçado que eu tinha a impressão claríssima de que esse tinha sido o jogo do Obina. Para mim ele tinha feito os três e perdido mais uns cinco – algo bem típico dele. Mas não. Pesquisando na internet fui lembrado que os gols foram marcados por Léo Medeiros, Renato Abreu e Juan.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O jogo me foi marcante, além do fato de eu estar presente no Maracanã, porque o Corinthians era o atual campeão brasileiro e o Fla já não brigava por nada. Não foi nem um campeonato pífio, como havia sido nos anos anteriores, nem teve nada de empolgante. Éramos já campeões da Copa do Brasil (a partida foi em outubro, se não me engano) e os concorrentes ao rebaixamento travavam uma briga fervorosa para ver quem iria para a Série B no ano seguinte. Ganhar do Corinthians, portanto, foi um mero caso de tiração de sarro extratemporal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje à noite tudo é diferente. O campeonato vale – e muito! O resultado vai decidir a vida dos nossos guerreiros, principalmente pelo período conturbado que vivemos. Uma vitória joga a responsabilidade pro lado de lá e alivia o nosso lado; uma goleada trará de volta o apoio da cartolada; e a derrota não é sequer cogitada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem não acredita em entidades divinas, essa é a hora de se arrepender. Quem acredita, que apele pro seu santo, pai-de-santo ou deus do sol – qualquer ajuda agora é bem vinda. O importante é que nós, torcedores, jamais deixemos de acreditar. O cariocada está fazendo a parte dela, comprando todos os ingressos disponíveis. Aqui, de longe, só que resta fazer é mandar energia positiva e torcer. Muito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nota: foi no campeonato de 2006 que a desgraça do Santa Cruz começou. Foram tri-rebaixados, chegando à Serie D já em 2009. Roubaram o posto do Flor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-3006661764950426525?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/3006661764950426525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=3006661764950426525&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3006661764950426525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3006661764950426525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/04/ansioso-demais-pra-escrever-com.html' title='Ansioso demais pra escrever com coerência'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6433604264633816575</id><published>2010-04-26T10:32:00.001-03:00</published><updated>2010-04-26T10:34:37.697-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='twister'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inter 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ônibus'/><title type='text'>Twister on the bus</title><content type='html'>&lt;div&gt;Pegar ônibus em horário de rush é uma experiência de vida. Há anos que eu não fazia isso. Não por falta de necessidade, já que carro deixou de ser realidade minha há algum tempo, mas porque prefiro sair de casa mais cedo ou chegar mais tarde a me espremer num veículo automotor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As pessoas têm um comportamento completamente diferente no ônibus das 18h. Se você pega o Inter 2 às quatro da tarde todo mundo espera o desembarque, os velhinhos têm lugar garantido e dificilmente algum folgado vai ficar roçando a perna em você a cada curva. Às seis, tudo muda. Parece que todas as convenções vão abaixo e toda a educação aprendida em casa e na escola perde a serventia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não há desembarque no busão da 18h. Um expectador veria uma movimentação intensa no interior do veículo, porém em nenhum momento qualquer espaço vazio. Para cada pessoa que desce, outra já está pronta para ocupar o lugar deixado para trás. A substituição dos passageiros se dá em tempo-real. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outra coisa é que não há assento preferencial para deficientes, idosos e gestantes no ônibus do rush. Primeiro porque nenhum deles conseguiria chegar ileso até um lugar para sentar; e segundo porque não há espaço físico suficiente para uma pessoa se levantar enquanto outra senta. Alguém teria que dividir o banco com o motorista enquanto a transferência de assentos lá atrás acontecesse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vejo o ônibus como um tubo de ensaio, daqueles dos laboratórios de pesquisa. Durante o dia, fora dos horários de pico, os tubos – os ônibus – são usados para pesquisas corriqueiras, simples olhadelas na água do Rio Belém a procura de bactérias. Na hora do rush, porém, são feitos experimentos para encontrar a cura do câncer. Misturas inacreditáveis, que elevam a pressão dentro dos vidrinhos a valores absurdos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É nessa hora que uma das leis fundamentais da física – a que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo – cai por água. No ônibus das seis, dois ou mais corpos ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo tranquilamente. É como aquele joguinho antigo, o Twister, só que a o invés de bolinhas coloridas você tem que botar sua mão esquerda na segunda barra de cima, o pé direito entre os dois bancos à frente, o pé esquerdo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6433604264633816575?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6433604264633816575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6433604264633816575&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6433604264633816575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6433604264633816575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/04/twister-on-bus.html' title='Twister on the bus'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-8822669782230972150</id><published>2010-03-13T10:52:00.006-03:00</published><updated>2010-03-13T11:24:03.404-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='atropelamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marmota'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Atropelaram uma marmota</title><content type='html'>Atropelaram uma marmota. Por mais banal que possa parecer, foi a primeira vez na história que isso aconteceu. A comoção foi geral. Quando os jornais anunciaram que uma marmota havia sido atropelada na altura do quilômetro 120 da Rodovia Marechal Polaco, até o Greenpeace apareceu. Onde já se viu, atropelar uma marmota?&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Várias perguntas pairavam no ar: por que raios só agora, depois de milhões de anos de escala evolutiva e outras tantas centenas da existência dos carros (se considerarmos os carros-de-boi), uma marmota foi atropelada? Será que as marmotas são tão cuidadosas que nunca atravessam a rua sem olhar para os dois lados? Será que são tão retraídas a ponto de evitarem o contato com o público? Coisas que num primeiro momento ficavam sem resposta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Após alguns dias de aturdimento generalizado, entretanto, instaurou-se uma CPI no Senado para apurar o caso. A pressão de certas camadas da sociedade foi tamanha que até o Presidente da República interveio: foi recomendado que se paralisassem quaisquer votações na Casa até que o caso do atropelamento da marmota fosse enfim resolvido. Todos os Senadores, de situação e oposição, se propuseram a ajudar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Contra o motorista foi expedido um mandato de prisão preventiva; o animal falecido foi levado ao IML de um município próximo ao quilômetro 120 da Rodovia Marechal Polaco para a realização de exames. Fotos do local do acidente foram apresentadas como evidência e legistas examinavam-nas exaustivamente. No Fantástico, por fim, foi exibido um vídeo amador&lt;i&gt; exclusivo&lt;/i&gt;  que supostamente mostrava a hora exata do atropelamento. Isso caiu como uma bomba na sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A opinião pública ficou dividida: se por um lado alguns acusavam o motorista de desatenção e despreparo, outros diziam ser da marmota a culpa por tamanho descuido na hora de cruzar uma rodovia. Passeatas foram deflagradas, piquetes realizados, abaixo-assinados propostos. Todos queriam respostas, e respostas imediatas. Ou o motorista seria preso e a sociedade entenderia que crimes hediondos como esse não ficam impunes no Brasil ou a marmota seria reconhecida como mártir, passando a representar todos os bichos que sofrem com a crueldade e indiferença do Homem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um acontecimento, porém, fez o caso cair no completo esquecimento: começou a Copa do Mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-8822669782230972150?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/8822669782230972150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=8822669782230972150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8822669782230972150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8822669782230972150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/03/atropelaram-uma-marmota.html' title='Atropelaram uma marmota'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-20486700757942576</id><published>2010-03-11T11:49:00.006-03:00</published><updated>2010-03-11T13:22:55.682-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>A partida de Fred</title><content type='html'>De todos que ali viviam, Fred era o último que alguém desejava que partisse desta para melhor. Sujeito decente, educado, trabalhador, não tinha rabo preso com ninguém. Apesar de longe do estereótipo de atleta, não bebia, odiava cigarros e praticava diariamente longas caminhadas. Não destratava nenhum à sua volta e jamais teve algum inimigo. Era uma mistura de Longfellow Deeds com Pee-Wee Herman, sem contar um quê de Francisco de Assis para com os animais.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conta-se que uma vez Fred foi chamado à corte às pressas pelo juiz local. Não que tivesse feito algo de errado: o magistrado era um velho amigo que o considerava perfeito para ponderar e mediar um eventual acordo entre as partes em litígio. Não há como se verificar a veracidade dessa informação, mas este é o tipo de anedotas que se contam sobre a importância do rapaz no município.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem dúvidas ele deixará saudades. Seu jeito simpático invariavelmente conquistava de velhinhas moradores de rua, de políticos a drogados participantes do programa por ele assistido. Suas visitas mensais ao orfanato da cidade eram mais do que ansiadas. Foi nomeado membro honorário do Rotary Club e da Academia Municipal de Letras sem jamais ter sequer botado os pés uma qualquer uma das duas associações. Fred certamente era mais do que bem quisto pela população.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seus amigos mais próximos sentirão falta dos saraus que ele costumava organizar, muitos deles com motivações filantrópicas. Ficarão orfãs também de alguém que conseguia com tanta facilidade juntar pessoas para uma inocente partida de Imagem &amp;amp; Ação. Era Fred, por exemplo, quem sempre tinha uma carta na manga para domingos chuvosos, quermesses adiadas ou até mesmo primeiro dia de férias coletivas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na ocasião de sua partida, a comoção foi generalizada. Centenas de pessoas acompanharam-no, aos prantos, até o último momento possível. Todos se esvaiam em lágrimas, inclusive &lt;i&gt;bad-boys&lt;/i&gt; e lenhadores. Era uma pessoa querida que os amigos perdiam, uma figura histórica que ficará para sempre na memória da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em meio a inúmeras coroas de flores, uma enorme faixa patrocinada pela prefeitura resumia o sentimento de todos ali presente. Ela continha os seguintes dizeres:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Fred Astaire de Oliveira, filho ilustre do município de Santana do Livramento do Sudoeste: sua passagem por nossa terra foi marcante. Nada que um dia aconteceu ou um dia virá a acontecer conseguirá apagar você das nossas memórias. Todo habitante de nosso humilde povoado foi, de uma forma ou de outra, tocado por você, por suas palavras de apoio, por seu incansável desejo de ajudar, por seu infinito sentimento humanitário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Fica aqui o desejo de todos para que seu legado permaneça. Que tudo aquilo que você um dia semeou e continuava por fazer até o último instante floresça e gere novos frutos. Que Deus esteja ao seu lado nesta nova etapa, e que seu exemplo seja para sempre seguido pelo bem da nossa população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fred Astaire de Oliveira, obrigado por ser o primeiro Santanense a ingressar numa faculdade. Boa sorte em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"(Povo de Santana do Livramento do Sudoeste)."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-20486700757942576?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/20486700757942576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=20486700757942576&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/20486700757942576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/20486700757942576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/03/partida-de-fred.html' title='A partida de Fred'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6336494603391269754</id><published>2010-03-09T11:26:00.002-03:00</published><updated>2010-03-09T12:23:53.651-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seleção natural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='robson rocha costa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futsal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acidente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='deus'/><title type='text'>Acidentes acontecem</title><content type='html'>À parte da tristeza e o sentimento de infortúnio causados, o acidente no futsal do último sábado (que acabou matando o jogador Robson Rocha Castro) serviu para indignar ainda mais os anti-moralistas. Vale frisar que a perda de um atleta AND um ser humano não tem nada que ser comemorado, e que se Deus existisse coisas como essas não aconteceriam. O que indigna os anti-moralistas é o fato de já terem iniciado o processo de caça às bruxas num caso desse.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um acidente - e é bom que fique bem claro que &lt;i&gt;acidente&lt;/i&gt; significa uma casualidade, uma fatalidade imprevista - tem culpados? Bom, sim, se considerarmos que a causa do acidente tenha sido negligência. Mas, por outro lado, mesmo que tenha havido negligência, a resposta pode ser não, pois um &lt;i&gt;acidente&lt;/i&gt; poderia acontecer com qualquer um e a qualquer momento - e a negligência, portanto, não seria um fato assim tão determinante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O ponto aqui é que a força-tarefa empregada na caça-às-bruxas-pós-acidente é diretamente proporcional ao status adquirido pelo desafortunado acidentado. Se em Barretos morre o cantor que estava assistindo ao rodeio na área VIP, o dono do touro é preso em menos de dois dias, e não sem antes processarem toda a linhagem do animal (o de chifres [o touro!]) e seus respectivos criadores. Se morre o Palhaço responsável por desamarrar o saco do bicho, coitado, mal rezam-lhe duas ave-marias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não que o saudoso Robson fosse famoso. Pelo contrário. Muitos que leram "o saudoso Robson" na frase anterior tiveram que pensar por alguns segundos ou mesmo recorrer ao primeiro parágrafo do texto para saber de quem se tratava. O jogador falecido não era nem um pouco famoso, ao menos fora das rodinhas especializadas. Mas foi um acidente inusitado. Não é todo dia que alguém morre por dar um carrinho numa quadra de futsal. E, como tudo o que é inusitado, o episódio ganhou as mídias numa velocidade que nem Euller, o Filho do Vento, conseguiria atingir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Está na mídia, é celebridade; é celebridade, exige respostas rápidas. "Já estamos verificando as circunstâncias e em pouco tempo teremos o nome do responsável", disse a delegada responsável pelo caso. A pergunta: para que se necessita de uma delegada num caso assim? E "responsável pelo caso"? Certo, é claro que é primordial averiguar qualquer caso de negligência, mas já foi noticiado uma centena de vezes que o ginásio onde ocorreu a partida não só tinha permissão para sediar jogos como recebia uma avaliação semestral da Defesa Civil. Isso, por si só, não seria suficiente para isentar qualquer um que não da própria Defesa Civil de uma responsabilidade? E se o único "culpado" pode ter sido alguém da Defesa Civil, órgão do governo, que eles se entendam entre si e deixem de atormentar os responsáveis pelo ginásio e suas famílias com ameaças de prisão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acidentes acontecem. Tanto foi com Robson como poderia acontecer com qualquer um. E poderia não ser fatal, até. E poderia nunca acontecer. Essas coisas se dão por combinações de fatores jamais imagináveis - daí ser chamado de &lt;i&gt;acidente&lt;/i&gt;. Robson Rocha Costa estava no lugar errado, na hora errada. Era um jogo festivo e ele poderia nem sequer ter sido chamado. Acontece, como poderia acontecer comigo ou com você ou com seu tio com sobrepeso, que tanto jogamos em quadras sem qualquer avaliação de Defesa alguma, que dirá a Civil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acidentes são apenas formas aleatórias de Deus fazer sua seleção natural.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6336494603391269754?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6336494603391269754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6336494603391269754&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6336494603391269754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6336494603391269754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/03/acidentes-acontecem.html' title='Acidentes acontecem'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-2355331572592012876</id><published>2010-03-05T09:40:00.005-03:00</published><updated>2010-03-05T10:06:34.588-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moralidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neymar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corinthians'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris Hilton'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devassa'/><title type='text'>Imoral é que é legal</title><content type='html'>&lt;div&gt;O moralismo faz de tudo para ser odiado. Não é mais preciso ser liberal paz-e-amor-bicho para odiar algumas atitudes dos chamados moralistas. Pegue a tão comentada propaganda da cerveja Devassa, por exemplo. Se ainda não a viu, procure no You Tube: não tem absolutamente nada demais. A Dona Carminha, famosa alguns anos atrás, era muito - mas muito! - mais ousada e sexy do que a atual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, verdade seja dita, isso não é só porque a Paris Hilton é completamente insossa enquanto Dona Carminha era um avião. A propaganda não tem nada de extraordinário e ponto. Ela simplesmente não é capaz de fazer um garotão em seus férteis 14 anos deixar de lado Malhação ID correr para o banheiro. Se ele o fizer, aliás, será mais por causa da novelinha do que pelas imagens da Dona Hilton se refrescando com uma lata de cerveja.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O comercial foi proibido por conta das "poses sensuais, consideradas exageradas por consumidores". Fala sério? No país do Carnaval? Não sei de que consumidores eles estão falando. Quem tem Big Brother na TV aberta não se indigna com mais nada. Quer mais apelação do que Big Brother e a tal da Fazenda? Ver mulheres ensaboando umas às outras é moral enquanto uma loira aguada insinuando algo pateticamente sexy não? O Conar que me conte quem foram o consumidores que consideraram as "poses sensuais exageradas" que vou mandar-lhes o endereço do seminário mais próximo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro assunto muito em voga ultimamente é o chapéu dado por Neymar no zagueiro Chicão, do Corinthians. Num lance já parado pelo juiz, a sensação do Santos puxou a bola por cima de um desesperado Chicão, que repreendeu o rapaz com palavras que seriam proibidas pelo Conar sem dó nem piedade. Aí vem aquela velha pergunta: e daí?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Qualquer um que joga pelada aqui sabe que futebol teria bem menos graça se não fosse o sarro que se tira dos adversários depois do jogo. O legal é se reunir em volta da mesa e ficar lembrando os lances da partida. "E aquela caneta que eu dei no Fulano? Humilhei". Querem tirar isso do futebol profissional. Querem dar amarelo se o cara inventa de dar um drible da vaca na lateral de campo, alegando que foi sem objetividade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Objetividade, seu juiz? O objetivo é ter motivo para risadas depois, no bar. Porque não sei se o senhor sabe, mas jogador de futebol é tudo amigo. Acabou o jogo, bora pro bar tomar uma e comentar os lances de efeito. Se eles brigam durante alguma partida é porque isso é algo absolutamente normal. Pais ficam meses sem falar com os filhos depois de uma pelada na praia. Coisas do futebol. Ninguém quer perder, porém todos querem humilhar. Os humilhados nem sempre levam na esportiva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parem de falar que o cara faz firula e vejam futebol com os olhos de uma criança. Não há que julgar pela objetividade, e sim pela beleza do espetáculo. A moralização - do futebol, da televisão, do que quer que seja - só serve para banalizar. Se tudo for feito com a moralidade do Conar nada mais terá a menor graça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-2355331572592012876?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/2355331572592012876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=2355331572592012876&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2355331572592012876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2355331572592012876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/03/imoral-e-que-e-legal.html' title='Imoral é que é legal'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-3837543447387102883</id><published>2010-03-04T19:35:00.002-03:00</published><updated>2010-03-04T20:31:16.492-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tio Joel'/><title type='text'>Tio Joel e o amor</title><content type='html'>Quem já ouviu falar do Tio Joel sabe que sabedoria popular é seu sobrenome. São deles todos aqueles conselhos úteis e precisos sobre como tirar a mancha do carpete ou  se livrar do chulé usando apenas casca de laranja e azeite de oliva (desde que, claro, o azeite seja extra-virgem). Dele nada escapa: a tosse contida de uma criança é suficiente para o doutor Tio Joel dizer que tipo de doença ela tem.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando diz respeito a relações inter-pessoais, porém, Tio Joel ataca em outra frente. Os conhecimentos continuam lá, porque um homem sábio é sempre um homem sábio, mas ele prefere fugir das dicas úteis e precisas da &lt;i&gt;sabedoria &lt;/i&gt;popular para fazer o pupilo refletir usando a boa e velha &lt;i&gt;filosofia&lt;/i&gt; popular.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi assim quando alguém resolveu perguntar-lhe o que era o amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Filho, o amor é uma coisa complicada. Eu poderia te enrolar aqui dizendo aquelas bobeiras de que amor é quando um olhar encontra o outro e as mãos começam a suar e o coração bate mais rápido e os pés formigam e o estômago entra em parafuso e você, naquele momento, sabe que é ela. Não tem nada disso. Ou tem, mas não acontece tudo de uma vez e não tão de repente assim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Quando o amor acontece, você olha para ela e &lt;i&gt;acha &lt;/i&gt;que é, mas não tem certeza alguma. Você dá aquela olhada meio de lado, uma giradinha na cabeça meio que pensando 'mas que...?' e vai fazer outra coisa. Quando você menos espera, pode ser no ônibus, arrumando o sifão da pia ou no meio daquele copo de whisky (Tio Joel adora referências pop), ela aparece na sua mente. Puf! E mais uma vez você pensa 'mas que...?', dá uma chacoalhada para ver se bota as idéias em ordem novamente e segue a vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Depois de um tempo, meu filho, essas aparições ficam mais constantes. Você faz menos a pergunta 'mas que...?' e quer estar com ela. Você quer ligar, mas não sabe o que falaria; você liga e desliga antes de ela atender; você manda recados esperando aquela resposta para a qual a tréplica já está até escrita. Se ela responde, ela te ama e o futuro é radioso, tenham vocês 14, 22 ou 40 anos. Se ela não responde, você está sozinho nessa - e esse é o problema com o amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O amor não te deixa. Nunca. Por isso acho que a palavra amor é tão banalizada: amor de verdade só existe um, e você nunca sabe onde e como irá encontrá-lo. Se você já achou o seu, ele vai lhe acompanhar pelo resto da vida, quer ela queria, quer não. Uns viram psicopatas por isso, mas a maioria segue a vida. Ficam tentando achar outro. Tentando e tentando, até que se contentam com menos e acabam se casando - como eu e sua tia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Eu tive um amor, mas ela não correspondeu. Por isso sei de tudo isso".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-3837543447387102883?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/3837543447387102883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=3837543447387102883&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3837543447387102883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3837543447387102883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2010/03/tio-joel-e-o-amor.html' title='Tio Joel e o amor'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-3535709309265598702</id><published>2009-12-16T00:01:00.000-02:00</published><updated>2009-12-16T00:01:00.614-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andrade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Magnética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flamengo'/><title type='text'>Novela Andrade</title><content type='html'>É duro ser torcedor do Flamengo e ter algum senso crítico. São coisas completamente antagônicas. A gente sai uma inexplicável fila de 17 anos em um campeonato no qual deveríamos incondicionalmente comandar e onde se afunda o clube? Num lindo e cheiroso mar de rosas? Não. Afunda-se na mais profunda e demoníaca crise.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, crise. Chamem do que quiserem, mas para mim essa novela da renovação do Andrade é mais crise do que ameaça de rebaixamento em Campeonato Carioca. Veja só: o cara é ídolo eterno dentro e fora das quatro linhas; amado e adorado por jovens e idosos, diretoria e jogadores, torcedores e imprensa; levou o Mengão ao hexa da injusta e já supracitada fila; e, além de tudo, foi escolhido o melhor treinador daquele que foi considerado o melhor Campeonato Brasileiro dos últimos tempos. Precisa de mais? Estão esperando o quê? Dêem 250 mil de uma vez para o nosso Tromba. Dêem 300, se precisar! Só não deixem essa oportunidade escapar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aí caímos em outra discussão: merece um treinador de futebol receber tanto dinheiro por mês? Não, definitivamente não. Resposta curta e grossa. É óbvio a todos que os salários no futebol são superultrafaturados. É revoltante um cara que teve a sorte de ter um bom empresário (e não estou me referindo sarcasticamente ao Belleti, do Chelsea) receber milhões de libras por ano enquanto nós, reles mortais, pagamos em média oito reais mais o dinheiro da cerveja para jogar uma partida de futebol society com amigos pernas-de-pau numa quinta-feira às onze da noite.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas essa é a realidade e temos de aceitá-la. É nisso que infelizmente o futebol se tornou, nesse negócio sujo e inescrupuloso. Não há mais romantismo, não há jogador vestindo a camisa de um clube porque realmente o ama. Fazem-no porque são pagos. E não é o Flamengo que vai mudar isso. Não é o Flamengo que vai convencer o mundo de que um técnico que ganha 50 mil reais por mês pode ser multicampeão e durar décadas à frente de um time à la Sir Alex Fergunson.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, talvez até seja o Flamengo que venha a fazer isso um dia, já que ele é o doutrinador-master do futebol mundial. Mas esse dia não precisa ser hoje. Esta não é a hora certa de mostrar esse tipo de serviço, diretoria! Não é hora de fazer "política pé-no-chão", visando balanço favorável no final do ano. Balanço favorável para clube de futebol é título na estante e torcida ao seu lado. Balanço favorável para clube de futebol é time forte nas mãos do treinador. Vocês têm isso agora -- acordem! Ficar nos assustando com a possibilidade de perder o nosso interino é jogar contra o próprio patrimônio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquem tranquilos que qualquer salário dado ao Andrade será pago rapidinho com o apoio da Magnética rumo ao bi da Libertadores. Agradar a torcida é o maior investimento que o Flamengo pode fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-3535709309265598702?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/3535709309265598702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=3535709309265598702&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3535709309265598702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3535709309265598702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2009/12/novela-andrade.html' title='Novela Andrade'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-4812610616309088865</id><published>2009-12-15T00:51:00.002-02:00</published><updated>2009-12-15T01:33:40.582-02:00</updated><title type='text'>Reestréia</title><content type='html'>Voltar a escrever não é fácil. Essa coisa de juntar palavras, coisa que outrora parecia tão simples, tornou-se aquilo que os simplistas chamam de "bicho de sete cabeças" (agora sem os hífens). A malfadada página branca, que até para um treinado é assustadora, agora me botou em desespero. Tomou-me duas semanas para ter a coragem de começar a digitar alguma coisa. Só nessas primeiras linhas, para citar um exemplo esdrúxulo, já apaguei e enxertei uma centena de idéias diferentes e ainda não consegui me dar por satisfeito. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tá achando ridículo isso de "conversar" com o leitor? Nem queira saber o que estava escrito antes então. Quem me conhece sabe que este é meu último recurso, coisa que só faço uso quando apelar para a escrita em primeira pessoa já não está mais dando conta da falta de inspiração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para quem não sabe da novidade, eu estava viajando. Foram oito meses bem vividos na terra dos leprechauns, vulgarmente conhecida como Irlanda. Não vou comentar sobre a viagem porque certamente não interessa a ninguém. Além do mais, já estou envergonhado o suficiente com o uso e abuso desses "eu's", "mim's" e afins. Só o que precisam saber é que foi uma viagem como qualquer outra, com toda a diversão e perrengue que elas têm. Com o agravante de ter como personagem principal eu, Maycon Dimas, o que torna tudo consideravelmente mais chato que o normal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fato é que ter viajado me afastou da escrita. Sorte de vocês, porém essa é uma das pouquíssimas coisas que eu gostaria de fazer para ganhar dinheiro na minha vida. Lá eu deixei de escrever primeiro porque não tinha computador, e um escritor moderno não se dá mui bem com canetas em geral; e segundo porque fiquei sem ler livros em português por um bom tempo, o que praticamente eliminou qualquer traço de inspiração que ainda me restava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Quê? Vai dizer que alguém achava que aquilo tudo vinha da minha cabeça? Era tudo cópia, irmão. Tudo cópia.)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora estou de volta. De volta para os meus livros, de volta para o meu computador. Agora tenho jornais para ler todos os dias (porque apesar de moderno eu não troco um bom jornal de papel sujo por tela nenhuma nesse mundo). Agora tenho o vizinho sonhador para me dizer sobre o que escrever na semana que vem. Foi uma ótima experiência e admito que gostaria de ainda estar por lá, mas também é bom estar de volta. Azar de vocês que terão novamente que me aturar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao menos o "vocês" a que me refiro diz respeito a menos de 10 afortunadas pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-4812610616309088865?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/4812610616309088865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=4812610616309088865&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4812610616309088865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4812610616309088865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2009/12/reestreia.html' title='Reestréia'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-8939836203469350546</id><published>2009-04-13T17:03:00.004-03:00</published><updated>2009-05-12T15:57:04.723-03:00</updated><title type='text'>A curiosidade matou o gato</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando ia passando em frente ao restaurante que sempre almoço vi um pequeno burburinho, fiquei pensando se parava ou não e resolvi seguir o meu caminho. Não gosto de aglomeração, só em estádios de futebol. Todo estádio lotado é um sucesso, ainda mais se for com a torcida do Mengão. Agora voltando ao que eu vi na rua, tudo bem que não era uma aglomeração muito grande. Mas passou de cinco pessoas já é aglomero.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ao todo eram oito pessoas duas velhas, um casal, uma criança, uma moça e dois caras. As velhas estavam vestidas com roupas parecidas, saia comprida e casaco de lã. As duas com guarda-chuva aberto para protegê-las do sol, bem coisa de senhorinhas mesmo. A que usava chapéu tinha uma bolsa de couro preta e calçava sapatos vermelhos bem chamativos. Enquanto a outra segurava uma revista, dessas revistas que falam de celebridades, bbb’s e quem está pegando quem no mundo televisivo. Digo isso porque vi que tinha uma foto do Pedro Bial (Bial para os íntimos, eu to fora) na capa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O casal estava voltando da academia, certeza que estavam. Ainda mais, com aquelas roupas só podiam estar voltando da academia ou de algo parecido. Cooper talvez. Ela devia ter uns trinta anos e ele um pouco mais novo, vinte e cinco talvez . Ela de calça de ginástica e com uma blusa amarrada na cintura e tênis. Ele também calçava tênis de corrida, bermuda e camiseta. Ela fazia cara de assustada, ele segurava a mão dela tentando acalmá-la.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Achei aquela movimentação muito estranha. As outras pessoas passavam sem dar muita atenção ao que estava acontecendo ali. A criança com uniforme de escola se esforçava para ver o corpo caído no chão. A moça devia ter acabado de buscá-lo na escola, pois estava segurando uma mochila do Ben 10. Ao mesmo tempo em que tentava fazer a criança não olhar, se esticava para ver o que estava acontecendo naquele zum-zum-zum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os dois caras aparentavam uns dezoito anos, no máximo. O careca usava alargador na orelha esquerda, tinha um furo na parte de trás da bermuda e tinha uma daquelas correntes que prendem a carteira. O outro usava boné, que tinha uma caveira bordada. Estava com uma camiseta engraçada, que tinha a frase ‘não fui eu’ estampada. O careca estava fumando, o de boné se espichava para ver o que tinha acontecido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Confesso que fiquei com vontade de ver o que eles estavam olhando. Mas como não sou curioso, fui embora sem ver o que tinha acontecido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-8939836203469350546?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/8939836203469350546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=8939836203469350546&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8939836203469350546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8939836203469350546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2009/04/curiosidade-matou-o-gato.html' title='A curiosidade matou o gato'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-4639096072128780006</id><published>2009-02-11T09:00:00.002-02:00</published><updated>2009-02-11T09:00:01.083-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='confiança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='turma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gíria'/><title type='text'>As Suas Gírias São Idiotas</title><content type='html'>Quando estou com a minha turma de amigos a gente costuma dizer que “não confia” em certos tipos de pessoas. “Não confio em quem não bebe” foi a primeira das máximas, mas já houve adendos como “não confio em quem torce para dois times” e até “não confio em maestros” – esta, aliás, vai até virar uma comunidade no Orkut porque um camarada aposta a própria honra que muitos além dele não acreditam no “homem da batuta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse não é o ponto onde quero chegar. &lt;del datetime="2009-02-04T02:02:28+00:00"&gt;Quero chegar ao seu ponto G, gata&lt;/del&gt;. O negócio é que outro dia eu disse numa roda “não confio em quem não bebe” e uma gaja fez o que ninguém tinha ousado fazer até então: perguntou solenemente o porquê da minha não-confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caríssimos e pouquíssimos leitores, não sei se isto já aconteceu com vocês, mas ser perguntado do motivo pelo qual você fala uma coisa que já diz há tanto tempo é desesperador! Você fica imaginando quantos outros já não devem ter achado aquilo completamente idiota e só não tiveram coragem ou interesse em confrontar. O pior é que, passada esta fase, você se põe a pensar em todas as outras coisas que costuma dizer e achar normal e que na verdade não fazem o menor sentido para aqueles que não falam as mesmas coisas que você e têm o desprazer de ouvi-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma coisa eu lhes digo: toda galera tem suas frases e/ou gírias que não parecem idiotas para o grupo (porque “tem um contexto”), mas que na verdade são ridículas e ordinárias mesmo para aqueles do próprio grupo que um dia se põem a pensar ao menos um pouco nelas. É que quem ta de fora ouve e não discute, até porque nunca tem argumentos necessários para isso – “ele está fora do contexto” elimina qualquer possibilidade de o intruso convencer a turma de quão imbecis eles estão sendo –, e quem ta na turma aprende a imbecilidade sem fazer muitos questionamentos porque... bem, porque está na turma, oras, e essas coisas começam sem muitas explicações lógicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que alguns xiitas entre vocês venham me xingar por estar “falando mal” da sua turma usando gírias ridículas, devo dizer que a minha é a pior de todas. Nós, os caras da minha galera, é que falamos mais coisas bestas por cada frase com sentido no Brasil. A gente pode falar e rir de todas pessoas num ônibus sem que ninguém saiba que está sendo alvo de chacotas. Então, meu caro, eu não estou te criticando – e muito menos a nós mesmos. Estou apenas constatando um fato. Isso foi fruto de muita observação empírica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. A muita raiva que passei indo em churrascos de galeras alheias às minhas e escutando aquele bando de asneiras que não tinham a menor graça (para mim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a pergunta citada no começo do texto, ela só serviu mesmo de mote para pensar em tudo isso. Eu consegui responder prontamente e convencer a menina de que não se deve mesmo confiar nas pessoas que não bebem – o que prova que pelo menos esta nossa frase-gíria não é tão sem sentido assim. Explico o lance todo para vocês na próxima semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-4639096072128780006?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/4639096072128780006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=4639096072128780006&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4639096072128780006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4639096072128780006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2009/02/as-suas-girias-sao-idiotas.html' title='As Suas Gírias São Idiotas'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-2097940230189345694</id><published>2009-02-04T09:00:00.000-02:00</published><updated>2009-02-04T09:00:01.943-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>O Amor Era Lindo</title><content type='html'>Então, do nada, o telefone tocou. Era Suzanna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suzanna é uma ex-namoradinha de infância que resolveu voltar de repente. Não sei, parece que se apaixonou de novo. Maldito Orkut, que permite estes reencontros – digamos – macabros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que hoje Suzanna não é mais a mesma. Quando crianças éramos daqueles “namorados” que planejavam até o nome dos filhos. Trocávamos cartas de amor, Suzanna e eu, que chegavam a ter mais de dez páginas! Para meras criancinhas isso era muito, muito mesmo. Ela era maravilhosa; o amor da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempo passa, minha gente. E como passou para meu ex-amor-eterno: fora os vários quilos a mais que ela resolveu ganhar nesses últimos 9 anos (coisa que, dependendo, a gente pode sempre relevar), seu cabelo virou algo parecido com uma folhagem de milho, seco, duro e muito arrepiado. Além disso, ela deve ter literalmente apanhado bastante na vida, pois pude notar, durante o nosso fatídico reencontro há pouco mais de um mês, pelo menos três buracos na dentição da moça – sem contar os dentes do fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É… o amor era lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O celular vibrava no bolso da calça. Relutei, relutei, mas atendi. “Oi; não desliga”, disse ela antes que eu pudesse falar alô. “Preciso mesmo falar com você”. Aquela voz parecia a de alguém que chorou compulsivamente por mais de dez horas. Tremia, gaguejava, pigarreava. Senti uma ponta de preocupação – mas nenhum pingo de compaixão. Disse-lhe “precisa mesmo ser agora? Estou ensinando umas coisas de adulto para o meu irmão. Sabe como é, o piá tá crescendo”. Jogávamos Winning Eleven.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim, precisa”, ela gritou, e nessa hora até pausei o jogo. Olhei para o meu irmão e fiz sinal que esperasse. Meu coração estava apertado; o que aquela criatura estranha queria comigo, àquela hora? Certamente iria dizer que me amava, que sempre me amou e que não podia viver mais um minuto sequer sem mim. Nada mais óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E diria mais, pensei. Diria que, se eu não fosse até ela naquele exato momento, saltaria do 15º andar direto para o meio da linha do trem, para não dar chance de o suicídio falhar. Temi pelo que seria pior: se ela se matasse eu certamente seria indiciado e preso por não evitar a morte de uma jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim, precisa!” Depois daquela frase o telefone ficou mudo por longos segundos. Pareceu que aquele grito assustara aos dois. Se de um lado se escutava a respiração ofegante de uma moça em vias de colapso, de outro só se ouvia o som vibrante de uma torcida em tela de pause. É, definitivamente eu não estava nem aí. Talvez um pouco preocupado com o fato de ela querer se matar, mas só um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, depois de outros cinco longos segundos, ela continuou: “sabe que gosto muito de você, né?” Pronto; bastou isso para confirmar todos os meus medos. Ela realmente me amava e certamente já estava sentada no parapeito da janela com uma perna para fora. Senti minhas mãos suarem. Essas coisas sempre começam com um “te adoro” e acabam na hollywoodiana frase “não consigo mais viver sem você”, além de um corpo estirado na calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechei os olhos e quase me pus a chorar; tudo o que eu não precisava naquele instante da vida era de uma feia suicida apaixonada por mim. Essas são o tipo mais difícil de se livrar sem que haja qualquer conseqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então lhe disse “fala, mas cuidado com o que você vai falar”, e logo me arrependi. Tinha acabado de dar uma brecha para ela dizer tudo o que se passava naquela cabeça tola. Fiz-me de interessado, o que pode ser muito perigoso se sua interlocutora já sonhou com aquele momento centenas de vezes na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti a respiração ofegante cessando do outro lado. Ela falou “sabia que você iria me escutar”, e até pareceu mais animada. Pensei comigo que deveria ir até o fim, já que falei besteira. Tinha que agüentar. Suzanna então respirou fundo, como quem se prepara para mergulhar numa piscina gelada, e disparou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe, Carlos, já faz dez horas que eu to chorando. Não agüento mais! Terminei com meu namorado hoje cedo mas ainda gosto dele. Muito. Terminei por pena, sabe? É que eu o traí o Marcelo com aquele ator da novela que estava aí na cidade, sabe? E fiquei com muito peso na consciência. Você me entende, não entende? Eu não agüentaria vê-lo como um corno. Eu o amo, e só o traí porque era o galã da novela e ele deu em cima de mim. Não foi a primeira vez, admito, mas foi a única em que me bateu o remorso. O quê que eu faço? Me ajuda, Carlos!. Me ajuda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-2097940230189345694?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/2097940230189345694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=2097940230189345694&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2097940230189345694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2097940230189345694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2009/02/o-amor-era-lindo.html' title='O Amor Era Lindo'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-8370491371261434378</id><published>2009-01-30T09:00:00.000-02:00</published><updated>2009-01-30T09:00:08.844-02:00</updated><title type='text'>Enrolar-te-ei</title><content type='html'>&lt;p&gt;O que fazer quando já se tentou começar a escrever cerca de dez vezes um texto – e com assuntos diferentes – mas nada deu certo? Suicídio seria uma boa opção; quebrar o computador também. Desistir? Nunca. É por isso que vou lhes mostrar aqui uma arte milenar subliminarmente ensinada nos cursos de jornalismo: a enrolação.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span id="more-14850"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sim, porque na faculdade eu precisava fazer provas. E muitas provas, aliás; não dava tempo de estudar para todas. E as provas de jornalismo, meus caros, nada têm a ver com essas de engenharia que se vê por aí, não. Quando a questão envolve números é psicologicamente mais fácil: é ou não é, ou você sabe ou você não sabe. Não existe meio certo, quase certo; simplesmente existe ou não existe, ou você acerta ou vai pra lama. No jornalismo, e imagino que nas cadeiras humanas em geral, a sua nota depende de muito mais fatores do que a sua incrível capacidade de reter 200 fórmulas diferentes na cabeça.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vamos a um exemplo prático. Certo dia estava eu todo serelepe respondendo as questões de uma prova aparentemente fácil de uma matéria qualquer. Escrevi as sete primeiras respostas com certeza absoluta de que tinha acertado tudo. A última era uma questão do livro. Pensei com meus botões: “que livro maldito será esse, meu deus do céu?” Eu não tinha idéia alguma de qual era o livro em questão. E olha que às vezes só o título já serviria de embasamento para uma resposta-enrolação, mas desta vez nem o nome do autor eu tinha idéia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Enfim, parei de cagar nas calças e me pus a ler a maldita pergunta. Era algo como “o que fez Fulano de Tal naquele fatídico ano de 1930?” Olhei para os céus e disse alto o suficiente para que todos na sala pudessem me ouvir: “obrigado, Dionísio!” Foi o meu momento de fé, mas na mesma hora o professor se levantou, correu endiabrado em minha direção, puxou minha prova e disse: “suma da minha classe, seu coladorzinho dos diabos. Você e esse seu amigo Dionísio”.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ok, este último parágrafo foi quase todo mentira. Enrolei vocês. Continuando.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A questão era mesmo aquela: “que fez fulano naquele conturbado ano de 1930?” Consultei meus parcos arquivos cerebrais e vi que tinha 50% de chance de acertar: ou fulano apoiou o golpe do tio GG ou ele viu que a barra ia pesar e meteu o rabo entre as pernas. Escolhi que ele não só apoiou Getúlio (até porque ninguém escreveria um livro sobre a vida de um covarde) como foi por ele dada a primeira notícia de que a movimentação pela deposição do presidente Washington Luis estava sendo deflagrada (afinal era uma prova do curso de jornalismo). Arrisquei, admito, mas, já que eu não sabia nada mesmo, era melhor enrolar com detalhes que isso pelo menos deixaria a resposta mais bonita, e as pessoas gostam mais das coisas bonitas – até mesmo os avaliadores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No fim das contas, ao receber a nota da prova, vi que das sete questões que eu tinha respondido com certeza estavam mais da metade delas erradas. E a do livro, a &lt;em&gt;big-enrolation&lt;/em&gt;, surpreendentemente foi a única completa dentre todas as provas da turma. A única que recebeu nota integral. Certamente os outros se limitaram a dizer que o Fulano apoiou a revolução e só. Ou então consideraram o protagonista do livro maricas. Tolos. Maricas não deixam história para contar – sobretudo em um ano conturbado como o de 1930.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Só pra constar: Fulano de Tal era Osvaldo Aranha, a primeira pessoa que telegrafou para o Rio de Janeiro, então capital federal, a notícia de que a Revolução havia sido iniciada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se você chegou até aqui, bravo!, mas imagino que deva estar se corroendo por dentro com a pergunta de um milhão de dólares: “onde estará o maldito desfecho da proposta original, que era mostrar esta tal arte jornalística, explicando como ela é ensinada apenas subliminarmente”. Bem, te digo que não há explicação – é tudo muito subliminar, dã. Você terá que entender por si mesmo. E não se esqueça de uma coisa super importante: você foi enrolado até aqui, então… ponto para os homens!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-8370491371261434378?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/8370491371261434378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=8370491371261434378&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8370491371261434378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8370491371261434378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2009/01/enrolar-te-ei.html' title='Enrolar-te-ei'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-5249839407917838093</id><published>2009-01-28T09:00:00.000-02:00</published><updated>2009-01-28T09:00:05.442-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Celular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mp3'/><title type='text'>Seu Celular e o Mp3</title><content type='html'>&lt;p&gt;Para os apaixonados por músicas como eu, estes celulares com mp3 são o topo da cadeia alimentar. Não porque eles têm players ultra-modernos ou fones de ouvido que anulam ruídos externos e o escambau; isso é um mero atrativo a mais, apenas mais texto para as propagandas. Bons eles são simplesmente pelo fato de &lt;em&gt;rodar&lt;/em&gt; o bom e velho mp3. Explico.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span id="more-14542"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O player pode até ser útil, numa viagem ou quando seu vizinho de mesa insiste em botar o rádio-relógio do departamento naquela rádio evangélica, mas ele não substitui de jeito nenhum um &lt;em&gt;tocador &lt;/em&gt;de mp3 propriamente dito. Os mp3 players já são feitos para isso – e muito mais bem-feitos, diga-se, até porque não precisam se preocupar com agenda de endereços, calculadora e jogo da cobrinha (ou pelo menos, penso eu, não deveriam).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Fato é que o grande atrativo dos celulares que rodam o mp3 é que se pode usar suas músicas preferidas nas funções do aparelho. Botar aquele seu funk predileto como toque quando uma amiga liga, de alerta de mensagem ou até mesmo despertador é uma maravilha – mas é bem aí que mora o perigo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Colocar sua música preferida como despertador pode ser um grande tiro no pé. Sim, acordar é a pior hora do dia! Ou você acha que odiava aquele &lt;em&gt;pipipi &lt;/em&gt;dos rádio-relógios antigos só porque era um barulho irritante? Poderia ser um cântico dos anjos que mesmo assim você odiaria. Há quem odeie até a própria mãe quando ela por ventura inventa de acordá-lo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Eu, por exemplo, pus outro dia a música La Cumparsita, do Gerardo Matos Rodriguez, numa das suas tantas versões, como toque de despertador. Essa empre foi uma canção top 10 do meu iTunes. O que aconteceu então? Agora eu mais que odeio a dita-cuja. Não posso sequer ouvir o primeiro ré da partitura que tenho calafrios.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Moral da história: voltei para o ruim e sempre odiado &lt;em&gt;pipipi &lt;/em&gt;dos velhos rádios-relógios. Sim, é melhor acordar com aquele barulho irritante – e que sempre foi irritante – do que passar a odiar os grandes clássicos. Mp3 no celular, agora, só para toques personalizados e alertas de mensagem. E olhe lá.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-5249839407917838093?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/5249839407917838093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=5249839407917838093&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5249839407917838093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5249839407917838093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2009/01/seu-celular-e-o-mp3.html' title='Seu Celular e o Mp3'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-7903894905709511150</id><published>2009-01-27T11:13:00.000-02:00</published><updated>2009-01-27T11:14:24.322-02:00</updated><title type='text'>Rei do Pendura</title><content type='html'>Já tinha visto aquele cara aqui no restaurante, só não lembrava de onde. E por algum motivo acho que ele vai arrumar confusão. Ah sim, esse foi o miserável, que arrumou uma confusão fenomenal aqui e todo mundo saiu sem pagar. Em 88 ou 89 eu acho. Dureza é que não tenho como provar que foi esse puto quem armou aquela balbúrdia toda. Bom, vamos deixar isso para trás, vida que segue. Ainda mais que ele parece estar bem tranqüilo com o filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde, já escolheram?&lt;br /&gt;- Não chefe, ainda não. O que você está querendo comer filho?&lt;br /&gt;- Batata frita, que batatinha frita pai.&lt;br /&gt;- Perfeito! Por favor, uma alcatra no ponto para nós dois, batata frita, uma cerveja e um guaraná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anotei o pedido e fui buscar umas torradas e manteiga, um agrado que a minha mãe serve aos clientes. Achei que foi um acidente mesmo o que ocorreu no dia da briga, ele não parecia que estava aprontando alguma. Pelo modo como tratava o garoto, parecia ser um bom pai. De onde eu estava, podia ouvir ele contando a história de alguma vitória do Flamengo. Fui até a mesa levar as bebidas e as torradas, quando ele dizia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...um time chileno. Não lembro o nome, o jogo decisivo foi no Uruguai. – dizia ele com as mãos na cabeça.&lt;br /&gt;- Cobreloa – eu falei – Cobreloa do Chile.&lt;br /&gt;- Isso, isso mesmo. Eu estava contando pro garotão aqui, como o Mengão foi fantástico naquele jogo, contra aqueles chilenos briguentos.&lt;br /&gt;- Verdade, bons tempos.&lt;br /&gt;- Bons tempos mesmo e a gente ganhava tudo.&lt;br /&gt;- Pois é, naquele tempo a gente dizia que o Nunes era ruim de bola, mas ele fazia uma penca de gols e tinha uma raça de dar inveja. O nosso time agora...&lt;br /&gt;- Hahaha... mas vai melhorar. Acredite.&lt;br /&gt;- Eu acredito, estou na torcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Servi as torradas e as bebidas e voltei para o balcão. Comentei com o Marcel, que trabalhava comigo, que nem parecia aquele maluco da briga. Nem ele acreditou que o sujeito que arremessava cadeiras, poderia voltar para o nosso restaurante e ainda acompanhado do filho. Em pouco tempo a alcatra estava pronta, quando servi o garoto ficou impressionado com o tamanho do prato. Mesmo assim comeram toda a carne, e ainda pediram sorvete de sobremesa. O garoto repetiu o sorvete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu voltava com a segunda taça de sorvete o sujeito me perguntou se celular funcionava normalmente dentro do restaurante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, nunca tivemos problemas com isso. – respondi.&lt;br /&gt;- Não sei, é que meu telefone está sem sinal aqui dentro.&lt;br /&gt;- Não quer ir ali fora tentar, vai que funciona.&lt;br /&gt;- Será?&lt;br /&gt;- Sim, ou quer usar o telefone do restaurante.&lt;br /&gt;- Não precisa, vou ali fora mesmo. Volto num instante, com licença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O camarada disse ao garoto que já voltava. Saiu segurando o celular na mão e com um semblante preocupado. O garoto comia o sorvete pacientemente e eu fui atender outra mesa. Dez minutos se passaram e o sujeito não voltava. Mas como o garoto estava ali, fiquei tranqüilo. Acreditei se tratar de uma ligação importante. O tempo foi passando e o sujeito não voltava. O menino com ar de assustado, veio perguntar pelo, suposto, pai. Respondi que não sabia e perguntei se ele não tinha dito onde ia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que me ocorreu que o sujeito que julguei ser bom pai, estava dando um calote. Confirmei isso quando perguntei ao garoto se o sujeito era o pai dele. O garoto me contou que não conhecia o viado caloteiro e que ele tinha dado as roupas e ofereceu para pagar um almoço. O garoto até se ofereceu para lavar a louça, mas me senti enganado deixei que ele fosse embora. E claro, o sujeito nunca mais voltou aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-7903894905709511150?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/7903894905709511150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=7903894905709511150&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7903894905709511150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7903894905709511150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2009/01/rei-do-pendura.html' title='Rei do Pendura'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-4046570863701116274</id><published>2008-12-19T14:55:00.001-02:00</published><updated>2008-12-19T14:57:04.645-02:00</updated><title type='text'>Segunda-Feira</title><content type='html'>Nunca pensei que iria querer isso, mas eu quis e ainda quero. Faz um tempo já que não consigo acordar disposto. Isso é só um problema a mais, pois até uns meses atrás eu não conseguia dormir. Agora acho que não acordar direito é só uma herança deixada pela minha insônia. Mas hoje cedo, seis e quarenta e três, quando meu celular toca a música do Rock Balboa (pan pararan pararan pararan...) eu acordei. Parecia que tinha tomado um porre na noite anterior, o que não foi o caso, puxei a cortina para olhar o tempo e pensei: - porra, ainda não é sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de não ser sábado, me senti meio quebrado. Parecia que tinha jogado futebol a pouco tempo ou sido espancado por uma torcida organizada. Entrei no banheiro e o espelho me mostrou uma imagem que seria engraçada se não fosse eu quem ele refletia. Uma figura com o rosto inchado, olhos semi-abertos e com semblante de um filhote recém-nascido incomodado com a luz. O banho resolve parte do problema, o rosto ficou apresentável. Mas os olhos ainda não estavam bem abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei uma música para melhorar o ambiente, enquanto tomava café. É bom, porque acho o dia melhora com música. Deve ser psicológico, mas comigo funciona. Ainda no café as idéias começam a tomar forma e penso no que tenho que fazer no dia. De repente, me ocorre que é sexta-feira. Não disse que o dia melhora com música. Me visto e saio trabalhar com um certeza, uma estranha certeza. A certeza de que eu quero uma segunda-feira, porque hoje eu saio de férias. Agora não vejo a hora de chegar segunda-feira, só para eu acordar e voltar a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-4046570863701116274?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/4046570863701116274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=4046570863701116274&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4046570863701116274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4046570863701116274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/12/segunda-feira.html' title='Segunda-Feira'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-2965226340459933877</id><published>2008-12-10T09:18:00.001-02:00</published><updated>2008-12-10T09:18:30.856-02:00</updated><title type='text'>Verde-limão</title><content type='html'>O verde-limão é a cor mais burra que existe. A cor não, porque cor não pode ser burra; o nome que deram a ela é que é burro. Aquela camisa do Palmeiras, a terceira, que parece uma caneta marca-texto, todo mundo diz que é verde-limão. Não é. Não tem nada a ver. Verde-limão de verdade é a camisa número um do Palmeiras, a principal. Explico.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Quando se diz que uma coisa é a coisa MAIS outra coisa, significa que é a coisa com certas doses da outra coisa. Parece complicado, mas não é. Veja, por exemplo, a arraia negra. Ela é chamada assim pelo mero fato de ser negra, assim como a aranha marrom é aranha marrom por ser... marrom. Simples.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Mas a outra coisa não fica só na cor, não. Tem o esquilo-voador, por exemplo. Ele é chamado assim porque voa, óbvio. E o verme-da-mongólia o é porque vive no deserto de Gobi, que todo mundo aqui sabe que fica no sul da Mongólia. Aliás, supostamente vive, porque sua existência nunca foi provada, mas isso é discussão para outra hora.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Mas e o verde-limão? O limão, aquela ótima fruta com que se faz a melhor-ainda caipirinha, já é verde por natureza (ou amarelo, mas aí ele é honestamente chamado de limão amarelo), e não tem nada a ver com o que se costuma chamar por aí de verde-limão. O verde-limão deveria ser da família do rosa-choque, que é outro nome de cor meio burro mas que tem algum sentido, já que é verde-limão é o verde acrescido de um... choque?&lt;br&gt; &lt;br&gt;Enfim, essa é uma conversa muitíssimo séria e que ainda pode dar muito pano para a manga – a da camisa, e não a manga espada, de comer, que tem esse nome porque seu corpo é alongado e achatado nas pontas.&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-2965226340459933877?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/2965226340459933877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=2965226340459933877&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2965226340459933877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2965226340459933877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/12/verde-limo.html' title='Verde-limão'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6681623189703757728</id><published>2008-11-20T12:05:00.001-02:00</published><updated>2008-11-20T12:05:56.005-02:00</updated><title type='text'>Brasil goleou. E é verdade</title><content type='html'>Até eu comemorei. Eu, que já tinha largado os betes, apesar de ainda ser um dos poucos torcedores remanescentes dessa descaracterizada Seleção Internacional Brasileira. Estava tratando-a como faz aquele simpatizante do time prestes a cair para a Série D do campeonato brasileiro: com total indiferença. Sim, já não adiantava mais içar banderias ou entoar gritos de incentivo. Não merecia um minuto sequer do meu precioso tempo.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Mas eu sou chato, teimoso. Apesar da desconfiança, preparei o terreno: cobertorzinho, pipoca e um copão de Coca-Cola. Todo o meu aparato para dias de jogo de seleção durante a semana fora do período de férias. Sim, porque se fosse no fim de semana ou no meio de dezembro eu teria pegado uma dúzia de cervejas e assado uma bela duma picanha no lugar da dupla Coca-Pipoca. Enfim, tudo pronto, Pelé dá início aos trabalhos e, dois minutos depois, gol de Porugal.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Perfeito. Tudo o que eu precisava para abandonar de vez o barco verde-e-amarelo. Um lance bobo, de escanteio, que um segundo a mais de atenção poderia ter evitado. Nem o time atual do Coritiba, com sua zaga em forma de peneira de esgoto (aquela que só serve mesmo para evitar que defundos caiam no rio),teria sofrido com tamanha inoperância. Mas parece que foi justo este gol que acendeu a chama da seleção. Acho que se não fosse esse chacoalhão logo no começo, teríamos mais uma apresentação sofrível de nossos estrangeiros tupiniquins.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Aí Robinho resolveu mostrar serviço. Sabe-se lá por quê o neguinho tava com fome de bola. Roubou-a no meio campo (com uma grande ajuda do luso-brasileiro Pepe, claro) e tocou no meio para Luís Fabiano só empurrar. Para falar dele, aliás, merece ser criado um grande parênteses. Ei-lo:&lt;br&gt; &lt;br&gt;(Luis Fabiano foi magistral. Eu disse para o meu irmão, há uns dois jogos, que o Fabuloso era um dos melhores atacantes do mundo na atualidade. Ele respondeu "que nada; não dá nem para comparar ele com Ibrahimovic ou Nistelrooy". Walace, leia bem o que eu vou escrever: Luis Fabiano é talvez o melhor atacante do mundo hoje. Sim! Ele é aquele cara que faz gol, a expressão máxima do futebol, não se importando como. Chuta de bico, caindo, de costas, com o pé esquerdo, com o pé quebrado, de nuca, com a pélvis... Para ele só o que importa é que a bola entre. Para ele e para todos os que gostam de vencer. A essência do futebol. Como se isso não bastasse, ontem ele também mostrou habilidade: no seu segundo gol, Luis Fabiano cortou, girou e bateu com o pé-ruim. Gol, e isso é o que importa. Melhor que ele, nem o Obina.)&lt;br&gt; &lt;br&gt;Futebol é isso aí. Vibração, raça, disposição. Foi lindo ver todos os jogadores correndo, buscando jogo, tocando a bola. Elano foi dez; Robinho, 11; Kaka, mesmo sem gol, chegou perto de 12. Mas Luis Fabiano foi 100. Foi a primeira vez que não senti saudades do Romário na seleção. Não precisou: bola na área, Luis Fabiano resolve.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Aliás, ganhamos &lt;i&gt;apesar &lt;/i&gt;do Dunga. Basta ver que foi ele quem insistiu em escalar Kléber e Gilberto Silva, apesar do mundo inteiro rir do futebol deles. Como se não bastasse, depois do intervalo nosso técnico sacou Anderson para pôr Josué.&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6681623189703757728?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6681623189703757728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6681623189703757728&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6681623189703757728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6681623189703757728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/11/brasil-goleou-e-verdade.html' title='Brasil goleou. E é verdade'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-5315235252001815664</id><published>2008-11-12T09:23:00.003-02:00</published><updated>2008-11-12T09:25:56.040-02:00</updated><title type='text'>Filho da mãe ou mãe do filho</title><content type='html'>Não se fala em outro assunto, é dia de decisão do campeonato. A cidade inteira está apreensiva. A favor ou contra estão todos os torcedores ligados na decisão. As crianças jogam bola na calçada, ao mesmo tempo em que jogam bola narram o jogo como se eles fossem o narrador e os jogadores que em instantes decidirão o campeonato. Fogos de artifício estouram no ar, dando um clima de festa na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As senhoritas já escolheram o goleiro como o mais belo jogador. Os homens apenas levam muita fé na atuação do goleiro e no artilheiro do time, o mexicano Gonzales. O camisa nove tem raízes na cidade, pois seu bisavô foi um dos fundadores e hoje tem até uma praça com o seu nome. Nos botequins todos aguardam ansiosos pelo começo do jogo. Várias apostas e até um bolão valendo uma Brasília ano 85, para quem acertasse o placar e quem faria os gols.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltando pouco minutos para o começo do jogo, apenas um tevê sintoniza um canal qualquer que não o do jogo. É a casa da Dona Amélia, que não vai assistir a decisão. Mesmo sendo um momento que pode entrar para a história do futebol e da cidade, ela não quer saber do jogo. Não desse jogo em especial. Dona Amélia ficará assistindo qualquer coisa menos futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela resolve ler uma revista e ouvir música, nisso o telefone toca. É a vizinha, que a convida para assistir o jogo, com mais outras vizinhas. Mas Dona Amélia agradece, mas recusa o convite. A amiga insiste, porém ela é irredutível e dispensa o encontro. Algum tempo depois, a amiga insiste em chamá-la novamente. Então ela explica que não gosta de assistir futebol, porque ela é a mãe do juiz e não suportaria ser xingada sem ter feito nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-5315235252001815664?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/5315235252001815664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=5315235252001815664&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5315235252001815664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5315235252001815664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/11/no-se-fala-em-outro-assunto-dia-de.html' title='Filho da mãe ou mãe do filho'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-537303283895006527</id><published>2008-11-07T11:49:00.001-02:00</published><updated>2008-11-07T11:49:16.070-02:00</updated><title type='text'>Espera sentado</title><content type='html'>Já estava sentado ali há pelo menos 40 minutos. As pernas formigavam, o pescoço coçava e as meias esquentavam-lhe os pés a ponto de fazer qualquer deserto parecer um bom e velho oásis. Costumava dizer que aquilo era coisa que só acontecia com os outros. Mas desta vez não; era ele, ali, sentado, com as pernas ora arqueadas, ora cruzadas. Já decorara quantos azulejos tinha em cada parede, de ponta a ponta, inclusive quantos estavam quebrados e onde. Até a bateria do seu mp3 já havia acabado.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Olhava em volta e não via ninguém. Ou melhor, havia um; mas era ele próprio, refletido no espelho. Um espelho grande, que ocupava quase uma parede inteira e fazia o recinto parecer maior do que realmente era. Uma imensidão azul que lhe pareceu infinita, inatingível. Lembrava a morte, pensou. Sim, o infinito estava além daquelas paredes. Perto, porém fora do alcance das suas enrugadas mãos. Precisava de alguém; alguém que lhe chamasse, gritasse seu nome. Que lhe ajudasse enfim a encontrar uma saída.&lt;br&gt; &lt;br&gt;O tempo na solidão parece seguir à conta-gotas. Ele sentia no pulso o ritmo do relógio marcando cada segundo, cada minuto. A cada batida dos ponteiros, o coração parecia responder, afoito e agoniado. Então o equipamento completou seu ciclo: uma hora. Uma hora ali, sentado, sem poder sair do lugar ou conversar com outro ser. Nem uma revista sequer disponível para lhe ajudar naquela difícil espera. Nenhuma.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Finalmente, quando já estava prestes a desistir e assassinar a si próprio, ele ouviu um barulho. Algo como uma batida seca, um ruído leve, praticamente imperceptível. Quase não acreditou. Ajeitou-se onde estava, botando reta a coluna que já parecia uma banana. Queria mais – mais barulho, mais movimentação. Precisava sair daquele marasmo que havia tomado conta de sua vida. A imensidão azul diminuiu, já não lhe parecia mais tão infinita assim; a liberdade lhe pareceu cada vez mais próxima.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Fechou os olhos em concentração total. Precisava captar no ar qualquer ruído, qualquer movimentação. Tudo era questão de concentração, pensou. Pensamento positivo. Entrar em sintonia com os astros para que eles mexam os pauzinhos em seu favor. Suava. Suava frio, física e psicologicamente. Fez um esforço tremendo até que mais um pequeno barulho foi ouvido. Ou deuses estavam do seu lado. E de repente mais um. E outro. E mais outro. Foi a maior sensação de liberdade que ele já sentira na vida.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Finalmente o purgante fez efeito.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-537303283895006527?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/537303283895006527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=537303283895006527&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/537303283895006527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/537303283895006527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/11/espera-sentado.html' title='Espera sentado'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6359498080362687063</id><published>2008-11-06T10:39:00.001-02:00</published><updated>2008-11-06T10:39:30.556-02:00</updated><title type='text'>O Ford Ka</title><content type='html'>Eu sou, na verdade e ao mesmo tempo, duas pessoas. Na verdade várias, dependendo da ocasião, mas o importa agora são apenas estas duas: dentro e fora do carro. Isso mesmo. No dia-a-dia, fora do carro, nas conversas à beira do balcão ou no trato com a atendente de telemarketing, comporto-me como um nobre, um lorde inglês, suave e compreensivo tal qual um manso filhote de labrador (desde que isso me seja favorável). No trânsito, porém, a coisa muda de figura: vivo estressado, a 200 por hora, xingando até a mãe da prima da vizinha da coitada que atravessa a rua empurrando seu carrinho de feira lotado de abóboras chinesas. Da porta para fora, um; com as mãos no volante, outro.&lt;br&gt; &lt;br&gt;O culpado disso tudo, acredite, é o fato de eu dirigir um Ford Ka. Tivesse eu um Opala 78 ou um Omega Suprema, as coisas seriam diferentes. O Ford Ka, por si só, independente do motorista, não é respeitado nas ruas, e ser desrespeitado é o que faz qualquer homem perder a cabeça. Explico. Ninguém quer parar atrás de um Ford Ka no sinaleiro. As pessoas preferem trocar de pista a ter um Ford Ka como "puxador" da fila. O que os outros motoristas não imaginam é que atrás daquele volante minúsculo pode ter um apressado motorista pós-moderno ou o próprio Juan Manuel Fangio. Ford Ka será sempre Ford Ka, aqui ou na Rússia, e ele, talvez pelo seu tamanho, parece não merecer qualquer respeito alheio.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Quem o dirige, sabe: não há moto, por mais pequena que seja, que se digne a deixar a frente do Ford Ka livre num sinaleiro. Elas sempre têm a certeza – mesmo que seja a ridícula Jog ou uma potente Biz 100cc – de que sairão antes do Ford Ka quando a luz vermelha do poste se apagar. Não sei, mas não me parece que o Ford Ka seja tão ruim assim. Já dirigi outro carros 1.0 e eles me pareceram a léguas de distância da potência do Ford Ka. O Fox e o Palio, por exemplo, são infinitamente mais fracos e, digamos, feios que o Ford Ka. Fosse meu carro um fusca, ao menos eu poderia me impor por sua história. Mas não. O Ford Ka é desrespeitado, subjugado e admoestado pelos outros automóveis e motoristas.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Fica aqui meu apelo: não julguem um motorista só por causa do seu carro. Não é porque ele está num Ford Ka vermelho com um adesivo da Hello Kitty ocupando toda a janela traseira (não é meu caso) que ele não conseguirá te ultrapassar na curva. Aquele motor Zetec Rocam é muito mais forte do que parece – e ele me da muitas alegrias diárias, sobretudo quando olho a cara de espanto daquele motorista no Golf GTi se apequenando no retrovisor. Antes de julgar um carro, olhe a cara do motorista: só mude pista se ele for mais baixo que o capô ou&amp;nbsp; mais antigo que a crise de 29.&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6359498080362687063?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6359498080362687063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6359498080362687063&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6359498080362687063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6359498080362687063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/11/o-ford-ka.html' title='O Ford Ka'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-1982612877320938298</id><published>2008-10-24T16:34:00.001-02:00</published><updated>2008-10-24T16:35:17.393-02:00</updated><title type='text'>Outra de Mário e Júlia</title><content type='html'>Júlia esta dormindo sentada no sofá da sala, a televisão está ligada e ouve-se um barulho de chaves do outro lado da porta. É Mário que tenta entrar de mansinho em casa, ele saiu dizendo que ia entregar uma furadeira na casa de um amigo, que mora no prédio do lado. Mas isso foi há quatro horas atrás, Mário até ligou dizendo que ficaria lá por uma meia hora. Pelo jeito a conversa estava boa na casa do amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele cuidadosamente abre a porta e antes de entrar tira o tênis. Na ponta dos pés vai entrando em casa. O único barulho na sala é o som baixinho da tv, Mário encosta a porta e verifica se Júlia ainda está dormindo. Ela parece estar cochilando pesado, mas ele acha prudente não fazer barulho e segue em direção ao corredor. Quando de repente, não mais que de repente, ouve-se um grito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu grandessíssimo filho de um quenga!&lt;br /&gt;- Júlia, espera.. eu..&lt;br /&gt;- Espera o quê, seu vagabundo?&lt;br /&gt;- Júlia...&lt;br /&gt;- Cale sua boca e me deixa falar.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Não nada de mas. Estou farta de suas “saídas rápidas” e mais ainda de suas desculpas esfarrapadas.&lt;br /&gt;- Calma Ju, eu só...&lt;br /&gt;- Calma? Calma é tudo que eu menos preciso agora. Seu calhorda, bandido, safado, cachorro, vadio. Como você me deixa nervosa.&lt;br /&gt;- Mas Ju...&lt;br /&gt;- Mas, mas, mas o quê? O quê você quer? Vamos me diga.&lt;br /&gt;- Eu quero...&lt;br /&gt;- Você não tem que querer nada. Você não está em condições de querer nada. E olha só para você. Te conheço, você estava tomando cerveja, não é?&lt;br /&gt;- Amor, eu só...&lt;br /&gt;- Não vem me agradando não, seu cachorro.&lt;br /&gt;- Não fala assim.&lt;br /&gt;- Ta bom, só me responde uma coisa. Isso é hora de chegar em casa?&lt;br /&gt;- Amor, eu não estou chegando, só vim buscar o violão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-1982612877320938298?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/1982612877320938298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=1982612877320938298&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1982612877320938298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1982612877320938298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/10/outra-de-mrio-e-jlia.html' title='Outra de Mário e Júlia'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-7024912823535694008</id><published>2008-10-22T13:34:00.001-02:00</published><updated>2008-10-22T13:37:15.220-02:00</updated><title type='text'>Invasão</title><content type='html'>“Eu vou até aí e te pego, seu desgraçado”, Júlio gritava de um lado da cerca. “Você não é páreo para um judoca faixa-cinza como eu. Acabo com você num segundo, com uma das mãos amarrada nas costas”. Do outro lado, protegido por quase dois metros de arame farpado e um casal de pastores alemães, Lauter não respondia. Coçava sua barriga flácida num quê de desprezo e ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão começou por causa de uma bola de futebol que caíra em seu quintal. Júlio jogava com a sua turma, os caras da rua de baixo, no campinho ao lado da praça. Lá, como se sabe, é área dos caras da rua de cima, e a interação entre as duas turmas há muito tempo era considerada impossível por ambas as partes. Os invasores chegaram de repente, antes da aula acabar (sabe-se lá como todos os caras da rua de baixo conseguiram sair da escola antes do sinal tocar), e dominaram o campinho na base da ocupação estilo sem-terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogaram por mais de uma hora antes do incidente. Os caras da rua de cima, os donos do campinho, apenas observaram, de longe, a movimentação. Não podiam reivindicar a posse, não naquele momento. Estavam em menor número porque a turma da quinta série da escola da vila estava numa excursão em Ponta Grossa, e mais da metade dos caras da rua de cima eram da quinta série. Além disso, todos ali eram mais novos. Só não haviam perdido definitivamente o “mando” de campo até então porque o pai de um deles, o Seu Pedro, era uma espécie de síndico do bairro. Todos na região o respeitavam. “Se o Seu Pedro falou, tá falado”, diziam. E ele falou, certa vez, que o campinho ao lado da praça era dos caras da rua cima – os outros disseram simplesmente amém. Só em casos esporádicos, quando aconteciam campeonatos ou invasões como esta, que os caras da rua de baixo jogavam no campinho ao lado da praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vocês não deveriam estar aqui”, Lauter sibilou calmamente para o nervoso Júlio. O outro respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É, mas agora nós já estamos, e quero ver alguém nos tirar daqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu posso falar com o Tio Pedro e ele tira vocês em dois segundos”, respondeu Lauter, agora sentado sobre um tronco, alisando a bola do adversário que jazia em seu quintal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlio estremeceu. Sabia que Seu Pedro podia tirar ele e seus amigos dali a qualquer momento. Se não o fizesse pela força, algo improvável em se considerando o Seu Pedro, o faria falando com seus respectivos pais. Júlio e seus amigos teriam o jogo interrompido, perderiam a bola que haviam acabado de comprar e ainda levariam uma bela bronca ao chegar em casa – a ordem para que eles jamais fossem jogar no campinho ao lado da praça era explícita. Pôs-se, então, na defensiva:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não precisa exagerar, Lauter. Devolve a bola que a gente vai embora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lauter coçou a cabeça, pensativo. Olhou para baixo e para os lados, como que procurando uma resposta. Nisso os outros caras da rua de baixo foram chegando, preocupados com a demora do pereba Júlio, que fazia quase dez minutos que tinha ido buscar a bola que chutara por cima do alambrado. Chegou um, chegou outro, e foram logo se postando ao lado e atrás de Júlio, numa formação quase que hierárquica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Devolve nossa bola, Lauter”, repetiu Júlio, meio resignado, com seu olhar de peixe morto. “Se você nos der ela agora a gente promete que vamos embora. Vamos jogar no nosso campinho, mesmo ele ficando a cinco quadras daqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno Lauter (era minúsculo comparado aos caras da rua de cima), que brincava de pegar com um dos cachorros enquanto ouvia o apelo, estacou. Sentiu um misto de compaixão e pena dos adversários da outra rua. “Cinco quadras é realmente muito longe”, pensou. Fez mentalmente a conta de quanto tinha que andar quando precisava comprar agulhas para a avó, lá na avenida. Quatro quadras e pouco, e já achava uma eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vocês têm mesmo que andar seis quadras até chegar no seu campinho?”, perguntou, sem olhar para os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles se entreolharam. Nunca tinham realmente contado, mas era praticamente consenso que andavam pelo menos cinco quadras até o seu campinho. O do lado da praça ficava a apenas uma rua da casa deles, e mesmo a ladeira que precisavam subir era menos desencorajadora que as cinco supostas quadras até o outro. Um deles, o mais tímido, que estava escondido atrás da galera, falou por detrás das lentes fundo de garrafa, numa voz quase inaudível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma vez eu contei... Dá oito quadras daqui até lá, mas aquela onde fica o armazém tem o dobro do tamanho das outras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lauter fechou os olhos e suspirou. Oito quadras. Era o que precisava andar para chegar até a casa da Tia Paula, irmã da sua mãe. Adorava ir até lá, mas quando o pai não estava em casa e tinham de ir à pé pensava em desistir. Só os bolinhos de chuva que a tia fazia conseguiam convencê-lo de sair de casa e camelar um sem-fim de ruas até aquilo que seu irmão Beto chamava de “casa dos doces”. Já os caras da rua de baixo tinham que andar essa distância todos os dias só para jogar bola. Nem uma bomba de chocolate sequer os esperava no destino. Refletiu por um tempo olhando fixamente para cada olhar sombrio que os inimigos lhe lançavam para então dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Querem saber do quê mais? Se o Seu Pedro falou, tá falado. Vão jogar no campo de vocês, fique ele onde ficar”. E então chutou a bola dos caras da rua de baixo o mais forte que pôde para o alto. Todos acompanhavam com os olhos enquanto ela subia. Um deixou escapar um grito, meio de raiva, meio de desespero. Parece ter calculado o trajeto da bola com ela ainda no ar: quando a viagem terminou, ela caprichosamente caiu sobre uma cerca viva abarrotada de espinhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-7024912823535694008?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/7024912823535694008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=7024912823535694008&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7024912823535694008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7024912823535694008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/10/invaso.html' title='Invasão'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-1912482161129649564</id><published>2008-10-17T11:54:00.001-03:00</published><updated>2008-10-17T11:54:18.281-03:00</updated><title type='text'>Perfil</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;Oi, meu nome é Enciso. Enciso de Almeida Prado. Dizem que é um nome meio indígena, daqueles paraguaios ou bolivianos, mas não. Foi meu pai quem escolheu, e definitivamente não foi por este motivo. É que o velho sempre foi daquele tipo faz-tudo, que ataca em todas as frentes, de construção civil à gerência de lanchonete, sem distinção. Ele topa qualquer parada. E olha que quando eu digo "qualquer parada" é qualquer parada mesmo! Além das profissões já citadas, ele foi jogador de futebol, assistente de palco, motorista de caminhão, barman, vendedor de cosméticos, pastor evangélico, torneiro mecânico, guia de turismo e dentista. Isso se eu não esqueci de alguma coisa.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Para nós, a família, essas mudanças sempre foram uma grande diversão. A cada profissão que papai tinha, ele assumia uma personalidade diferente. Já foi extremamente coletivista a ponto de dividir a renda da família em partes iguais e dar uma porção para cada um, na época da tornearia; malandro-agulha, daqueles que sai no sábado para comprar cigarro e só volta segunda-feira, quando foi jogador profissional; um metrossexual à la David Beckham na época que trabalhava na Avon; e barrigudo beberrão, quando dirigia sua carreta Brasil afora. Só foi ruim quando ele resolveu ser pastor: além de não levar nada de interessante para casa (os pais sempre levam sobras divertidas do trabalho para os filhos), ele falava mais alto que camelô de praia.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Fato é que papai tinha a estranha mania de dar nomes temáticos à prole. Dá para saber em que profissão ele estava quando do nascimento de cada filho só pelos nomes. Por exemplo: Pelé nasceu quando papai era o ponta-esquerda do União São João de Araras; Martini, a mais velha, é de quando o velho era barman na orla de Fortaleza; Senegal é da época de guia turístico, porque foi ele quem criou a rota Brasil-África para a PorecaTur; Dejair nasceu quando papá era caminhoneiro; e assim por diante.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Quanto mamãe teve a mim e a meus irmãos (somos quadrigêmeos), o velho estava dando uma de dentista. Foi esse o nosso azar. Quer dizer, azar de meus irmãos, pois eu sou chamado pelo comum e banal nome de Enciso. Sim, além de mim temos o Preciso, o Conciso e o Canino. A este, coitado, papai sempre se desculpa dizendo "perdão, meu filho, por ter me esquecido do histórico Narciso naquele dia".&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-1912482161129649564?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/1912482161129649564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=1912482161129649564&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1912482161129649564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1912482161129649564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/10/perfil.html' title='Perfil'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-1028654475025882940</id><published>2008-10-16T15:28:00.001-03:00</published><updated>2008-10-16T15:28:14.878-03:00</updated><title type='text'>Festa no Paulo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;Suzana entrou na sala escura e foi logo se abancando. Puxou para si um bloquinho e pôs-se a anotar. Era seu maior defeito, o de escrever compulsivamente. Não podia ficar um instante sequer sentada sem que estivesse rabiscando alguma coisa. Coisas sem sentido, palavras apenas, às vezes desenhos; só pelo prazer de rabiscar. Tinha uma coleção de canetas vazias em casa (especula-se que seja esse o seu vício, e não o de escrever por escrever).&lt;br&gt; &lt;br&gt;Num palco improvisado mais à frente um palestrante falava. "Devemos cuidar da nossa mata ciliar! Sem ela nossos rios irão secar, faltará alimentos e...", bradava ele ao microfone. Era um homem alto, pesado, e suava muito enquanto percorria de um lado a outro da sala. Tudo o que falava, Suzana ia anotando. Não perdia uma palavra. Tal era seu costume que conseguia conversar enquanto transcrevia as falas do orador:&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Você vai hoje na festa do Paulo? – Perguntou à amiga que estava sentada na fileira da frente.&lt;br&gt;- O quê? – A outra respondeu, aturdida, parando de anotar o que ouvia.&lt;br&gt;- Eu perguntei se você vai na festa do Paulo, hoje à noite.&lt;br&gt; - Eu sei que você perguntou isso, Suzana. Só que saber se isso lá é coisa que se deva perguntar...&lt;br&gt;&lt;br&gt;Suzana ficou sem entender. Até parou de escrever. "O que será que eu falei de errado", pensava. Tentou se lembrar se a amiga por acaso tinha tido um caso com Paulo e não queria mais vê-lo, mas nada lhe ocorreu. Suzana imaginou que a amiga devia estar ofendida e se arrependeu de ter perguntado, só não sabia ainda por que motivo. Meio constrangida, perguntou:&lt;br&gt; &lt;br&gt;- O que é que tem eu perguntar se você vai na festa do Paulo?&lt;br&gt;&lt;br&gt;A outra se virou irada e, antes de levantar e sair correndo sem pedir licenças, praticamente gritou:&lt;br&gt;&lt;br&gt;- Você é uma besta. Uma besta!&lt;br&gt;&lt;br&gt;A sala inteira se virou para ver o que tinha acontecido. Suzana apenas observou a amiga sair e se encolheu na cadeira. Todos a observavam, e ela não sabia o que fazer. Apertou contra si o bloquinho, envergonhada. Juntou suas coisas e levantou lentamente, como se aquilo a fizesse desaparecer. Tirou o cabelo de trás das orelhas de modo que lhe cobrissem o rosto e saiu. Do palco, o palestrante, que tinha se calado como todos na sala, seguiu com o seu falatório.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Já no claro do corredor, Suzana correu os olhos em volta procurando a amiga. Dizia, num sibilo quase inaudível, "Rô! Roberta! Rô, cadê você, Rô?", mas ninguém respondeu. Seguiu resignada até o toalete – tinha um princípio de lágrima saindo dos olhos e imaginou ter borrado a maquiagem. Pensava, de si para si, enquanto empurrava a porta do banheiro: "mas o que foi que eu fiz de errado? Eu nem sabia que ela e o Paulo se conheciam". Então entrou.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Quando ouviu a porta bater atrás de si e o sensor da luz finalmente captar sua movimentação, Suzana percebeu um vulto correndo em sua direção. Pensava ser Roberta, a amiga ofendida, deixando transparecer um acesso de fúria. Ia arrancar-lhe os cabelos. Cairiam no chão, emaranhadas, uma arranhando a outra onde desse. Gritou o mais alto que pôde:&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Socorro! Alguém me ajude, tem uma louca no banheiro.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Então ela caiu no chão. A outra tapou-lhe a boca e olhou fixo em seus olhos. Suzana viu o ódio impregnado naquele rosto febril. Imaginou-se morta, com a cabeça rachada de pancadas que a outra lhe daria – ou que pelo menos sairia dali com uma unha quebrada e uma saia rasgada. Roberta finalmente falou:&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Que bom que você chegou lá, amiga! Já não agüentava mais aquele palestrante chato. Queria sair daquela sala a todo custa. Não podia sair de fininho, porque ele tira sarro de quem faz isso. Uma outra moça saiu e ele a chamou lá na frente, no palco.&lt;br&gt; &lt;br&gt;As duas então se abraçaram, chorando. Uma de nervoso, a outra de felicidade. Acharam graça daquilo tudo e de noite foram à casa do Paulo, juntas.&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-1028654475025882940?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/1028654475025882940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=1028654475025882940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1028654475025882940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1028654475025882940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/10/festa-no-paulo.html' title='Festa no Paulo'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-1029095582605398332</id><published>2008-10-15T11:34:00.002-03:00</published><updated>2008-10-15T11:36:09.451-03:00</updated><title type='text'>E isso ainda foi pouco (bônus track)</title><content type='html'>E mais uma vez fui dormir no sofá. Júlia ainda gritava como uma maluca no quarto, talvez ela não tenha idéia que os vizinhas costumem dormir às três da manhã. Era questão de tempo, até o Seu Almeida, o porteiro, subir e nos chamar atenção pelo barulho. Por sorte ele apenas pediu silêncio pelo interfone. Júlia, com seu vasto arsenal de palavrões e uma vontade incrível de querer me irritar foram implacáveis comigo. Mas hoje ela quis ir além, ela queria que eu concordasse com mais uma de suas idéias absurdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usei a boa e velha tática de deixar ela brigando sozinha, só que a ingrata além de não deixar eu argumentar, ainda queria que eu ficasse olhando para ela. Eu estava cansado da semana toda no trabalho e agora com as aporrinhações de Júlia. Não sei o que passa na cabeça oca dela. Adotar uma criança é muito nobre, mas não estou disposto a travar uma batalha, digna de Hércules, para adotar uma criança. E ainda não acho que a criança vá se desenvolver, de maneira saudável com uma maluca dessas na mesma casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela já não berrava mais, não que tivesse parado de brigar comigo. Pelo contrário, só estava falando mais baixo. O discurso dela era meu velho conhecido, bateu um soninho maroto e eu, displicentemente virei o rosto, dando as costas para ela. Júlia explodiu em fúria, veio com tudo para cima de mim. Quando ela menos esperava, deu um chute na quina do sofá e esmagou o dedinho do pé. Nessa hora senti pena dela, qualquer um se rende quando bate o dedinho na quina do sofá. Por incrível que pareça, ela esqueceu da briga imediatamente. Claro que me aproveitei, para tentar recuperar meu lado da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peguei no colo, deitei na cama, passei gelol, no dedo dela e tentei acalma-la. Ela nem parecia mais aquela doida que queria me desossar vivo. Cuidei dela até que pegasse no sono, o que não demorou muito. Assim que percebi que ela dormia fui me aconchegando na cama. Puxei o edredon e finalmente iria dormir. Quando eu estava quase pegando no sono, sinto uma joelhada com força nas costas e ouço a voz raivosa da Júlia: - não é porque cuidou de mim que esqueci que você virou as costas para mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puto da cara. Peguei me travesseiro e fui para o sofá. Como se não bastasse, fico sem sono, com dor nas costas e a lembrança da minha mãe me dizendo: - Essa Júlia não é mulher pra você não meu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá do quarto ouço a voz ela falar mais alguma coisa que não entendo direito.&lt;br /&gt;- Está doendo as costas?&lt;br /&gt;- Está sim – repondo.&lt;br /&gt;- E isso ainda foi pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-1029095582605398332?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/1029095582605398332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=1029095582605398332&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1029095582605398332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1029095582605398332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/10/e-isso-ainda-foi-pouco-bnus-track.html' title='E isso ainda foi pouco (bônus track)'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-1602268374327558388</id><published>2008-10-08T12:24:00.001-03:00</published><updated>2008-10-08T12:24:24.822-03:00</updated><title type='text'>Brigas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;Quem olhava de fora via um trabalhador concentrado no serviço, mas a verdade é que ele passara a manhã inteira olhando para a tela de seu computador pensando nela. Via naquela profusão de cores e formas (sua proteção de tela chamava-se "psicodelia") o próprio vulto da mulher amada. Os cabelos esvoaçantes , os olhos cor de mel; dir-se-ia até que escutava sua voz delicada falando-lhe asneiras no ouvido. Ela, só ela.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Tinham brigado na noite anterior. Não uma briga qualquer, mas uma daquelas que culminam no fim de um relacionamento. Daquelas em que verdades que são ditas sem pensar, que machucam profundamente e causam uma ira incontrolável. Durante uma briga dessas, o amor, por mais antigo e sólido que pareça ser, simplesmente desaparece. Só o que fica é ódio e rancor. No dia seguinte tudo volta, claro, e para ambos, principalmente se é um amor verdadeiro – não se deixa de amar uma pessoa de um minuto para o outro. Esquece-se, sim, do amor por alguns instantes durante a briga, mas jamais para toda a vida. Aliás, quando se ama de verdade, ama-se para todo o sempre, mesmo que estejam cada qual do seu lado do globo e com seus respectivos (e novos) cônjuges. O amor é o mais puro e irracional dos sentimentos.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Ele foi expulso da casa dela sob os gritos de "vá; vá e não volte nunca mais, seu grande canalha", e nem teve tempo de se defender. Ou melhor: teve, mas não o fez. Arrependia-se, agora, de não ter respondido a ela no mesmo tom. Fora humilhado, escorraçado, botado para escanteio – e nada conseguiu fazer para evitar. Nem um grito, nem uma batida de porta. Deveria ter-lhe dito ao menos que a ama e que nada para ele é mais importante do que ela. "Mas um homem é extremamente vulnerável", completava em pensamento. "O instinto é mais forte do que qualquer caráter. O ser humano é, acima de tudo, um animal. Sua racionalidade está justamente em conseguir controlar alguns instintos". Alguns.&lt;br&gt; &lt;br&gt;"Vou ligar para ela", disse de si para si. Mas ligar a essa hora, conjeturou, era rebaixar-se á mais ultrajante humildade a que um homem pode chegar. Ela tinha razão de fazer o que fez, apesar de tudo. Ele errou e, por mais que não fosse totalmente culpado, deveria manter-se firme para não dar a razão de mão beijada a uma fêmea. A um homem que deseja ter uma mulher jamais é concedido o direto da humildade. Ele precisa ser convicto, durão, senão elas tomam conta. Não que isso seja totalmente ruim, mas uma mulher que tem o controle da situação logo perde o interesse. Balzac disse que a duração da paixão de um homem é proporcional à resistência oferecida pela mulher, então o contrário também deveria valer.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Voltou para casa confuso. Queria lhe telefonar, mas a conhecia muito bem para saber que certamente ainda estaria de cabeça quente. Seria novamente humilhado, ao gritos, e mais uma vez sequer conseguiria se fazer ouvir. Pensou, acendendo um charuto, que é preciso saber a hora certa de interpelar uma mulher ofendida. "Há um momento exato entre a ira quase nuclear e a resignação, que bem pode durar milésimos de segundo como décadas – só depende apenas do amor que um sente pelo outro", concluiu. Sentou-se, anda fumando, e decidiu esperar. Esperaria o tempo que fosse preciso. Tinha tempo.&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-1602268374327558388?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/1602268374327558388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=1602268374327558388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1602268374327558388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1602268374327558388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/10/brigas.html' title='Brigas'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-7215009014308655231</id><published>2008-10-02T12:12:00.001-03:00</published><updated>2008-10-02T12:12:51.098-03:00</updated><title type='text'>Suicidio</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;Outro dia tomei a decisão mais radical da minha vida: me matar.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Tudo começou num domingo qualquer. Acordei e não conseguia nem abrir os olhos; a cabeça doía tanto que parecia ter uma bateria do Olodum alojada dentro do meu cérebro. As batucadas eram desordenadas e intensas feito ensaio no Pelourinho, e atingiam principalmente os lados e a frente do crânio. Seguiam no ritmo do coração, que por sua vez já começava a dar sinais de que não suportaria um dia inteiro trabalhando naquela pressão. Eu sentia os dedos das mão tremerem com a força da pulsação. O sangue parecia estar grosso e pesado como calda de chocolate. A essa hora, 20 segundos depois de acordar, eu já tinha entrado em pânico.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Tentei articular algumas palavras para reclamar da vida; não deu. A língua estava grudada no céu da boca, os dentes amarrados como se eu mordesse uma bala de caramelo. Senti como se tivesse passado a noite comendo um novelo de lã. Quando a língua finalmente se desprendeu, senti literalmente o gosto amargo da derrota. Parece que aquela mistura ar com boca e com ressaca provoca reações químicas únicas que criam o pior aroma possível de ser produzido por um ser humano. Senti nojo, asco de mim próprio.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Levantei, com muito custo, e fui até o banheiro. Ainda tinha os olhos fechados quando abri a torneira, lavei as mãos e joguei água no rosto. Foi como se Deus, o Pai todo-poderoso, tivesse me dado um tapa e dito "toma!", tal qual um Capo da máfia italiana faz no filho quando este vai preso. Senti meu mundo girar, e definitivamente não era o efeito da bebida. Sentei-me na privada de frente para o espelho e, encarando meus próprios olhos, pus-me a pensar. Eu olhava em volta absorto, perdido, aturdido. Nunca tinha me ocorrido uma crise existencial como aquela. Minhas perguntas iam além da clássica "qual o sentido da vida". Eu queria saber mais. Queria saber o porquê das coisas. Queria saber como tudo tinha chegado àquele ponto.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Foi tudo culpa do gin, concluí. Sabe-se que a bebida que o cara toma molda-lhe o caráter, e o gin é a pior delas. O da cerveja é sempre o falastrão; o que toma whisky, o das tiradas inteligentes; vinho, romântico; conhaque, introspectivo. Mas com o gin não se tem uma definição precisa. Quem bebe gin se sente seguro sempre, em qualquer situação, porém não sai por aí se gabando. O bebedor de gin é aquele cara que está sempre quieto, mas quando é exigido tem a resposta na ponta da língua. Não faz piadas e não ri das piadas, só que nem por isso é esquecido pela turma. O bebedor de gin é importante nos momentos de filosofia. Ele é o sábio, o "professor". E eu era o bebedor de gin da minha turma.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Certamente naquela manhã eu ainda estava sob os efeitos do gin. Tive um momento de reflexão que talvez jamais tivesse numa situação normal. Pensei "puxa, sou um cara de quase 50 anos, solteirão, com um bom emprego, uma boa casa, o carro do ano... Mas e daí?" Eu queria descobrir para quê tudo aquilo estava na minha vida. Quando eu morresse, oras, tudo iria para o lixo. Todos os meus anos de faculdade, pós-graduação, mestrado e tudo mais iam parar a sete palmos abaixo do chão, como se nunca tivessem existido. Todos os meus romances, minhas viagens, meus gols pelo campeonato do clube: pó, tudo pó. Abri a gaveta e peguei minha pistola.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Ah, a boa e velha Taurus. Nunca me decepcionou. Sempre esteve a postos quando precisei dela. Cabo cromado, semi-automática; a melhor da categoria. Bastava uma bala entre os olhos para resolver ali mesmo, no banheiro, aquela dúvida que me atormentava. Tudo ia acabar como começou: no escuro. Apagar-se-iam luzes, sol, estrelas, pessoas, carros, prédio, contas, TV, minhas garrafas de gin. Tudo. Eu ia para sempre viver no breu, sem precisar pensar em mais nada. Serviria apenas de comida para os vermes subterrâneos, e esta era minha eternidade. Um tiro e puf! Acabou, it's over, fine! Recuperaria, finalmente, a minha inexistência de volta.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Pus a arma na frente dos olhos; queria ter como última visão a bala saindo do cano, por mais que nunca mais fosse me lembrar daquilo. Não preparei nada, não avisei ninguém, não troquei de roupa, nada. Nem carta de despedida fiz. Aliás, sequer saí do banheiro naquela manhã. Apenas me certifiquei de que a bala atingiria bem no meio do hipotálamo e me causaria uma indolor e instantânea morte cerebral. Respirei fundo e percebi que estava menos nervoso do que imaginei que ficaria. Talvez a consciência de que estaria livrando o mundo de um fardo me acalmou. Então puxei o gatilho. Não, não vi a bala sair. Não deu tempo. Num instante ela estava na arma, no outro, devidamente alojada bem no centro do meu crânio. O rosto devia estar esfacelado e o sangue jorrando pelo banheiro inteiro, mas não tive tempo de conferir. Ao contrário do que imaginei, tudo ficou branco como sala de hospital. E eu definitivamente não estava no hospital.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Morri, sim, mas, apesar da minha torcido, não acabou. Esta é a maior frustração de um suicida: morrer e continuar naquela existência castigante. Quando tive coragem de reabrir os olhos vi dezenas, centenas de outras pessoas ao meu redor e pensei "meu deus, onde será que eu estou?". Ele mesmo me respondeu: "no céu, meu filho. No céu". Uau! No céu, e logo eu... Ó tamanha desgraça. Queria ser desligado, apagar, off; e não estar no céu, ouvindo harpas e observando anjos sem sexo. Só que foi isso o que aconteceu. Agora estou aqui, numa imensidão branca, cercado de pessoas exatamente iguais àquelas que eu já tinha conhecido. E, como se não bastasse, divulgando esta minha história através de um escritorzinho barato.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Bem, foi o único cérebro que consegui penetrar – o do João Ubaldo já estava devidamente ocupado.&lt;br&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-7215009014308655231?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/7215009014308655231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=7215009014308655231&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7215009014308655231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7215009014308655231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/10/suicidio.html' title='Suicidio'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6729357738873438899</id><published>2008-09-26T12:00:00.000-03:00</published><updated>2008-09-26T12:01:14.831-03:00</updated><title type='text'>Ligação</title><content type='html'>Já se passava das dez quando ela ligou. Ele viu o nome no visor e nem acreditou. Atendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alo? – disse ela vivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fez silêncio. Não sabia o que responder. Era só dizer alo, pensou, mas nem isso foi capaz. Finalmente, com a voz um tanto quanto trêmula, respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O-oi. Como vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns instantes a conversa ficou suspensa no ar. Ele olhava as árvores, depois os carros, depois os prédios. Sorria. Lembrou-se de quantas vezes já tinham se falado ao telefone: até aquele dia, apenas uma, e só porque ele atendera o celular de um amigo numa tarde qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, ‘tudinho? – ela perguntou. Ele se sentiu ignorado, mas desta vez relevou. Era muito importante se manter concentrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo, e com você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papo não prosseguiu. Talvez ela estivesse esperando que ele perguntasse alguma coisa, pensou. Mas o quê? Quase não se encontravam; não tinham assuntos em comum. Ele pensou em perguntar da família, mas julgou um pouco intrometido demais. Pensou em falar do Paulinho, o ex-namorado dela, mas isso seria um afronte aos seus planos de conquistá-la. Decidiu por algo mais protocolar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que vai fazer no fim de semana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que burro! Burro! Burro! Ele se penitenciava por dentro. Que burro! Certamente ela pensaria que seria convidada para sair. Não podia ser assim tão direto; ela se sentiria dona da situação. Mas e já não era?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio era aterrorizante. Ela fazia isso de propósito? Fazê-lo esperar, assim, sem saber o que acontecia do outro lado. Isto o deixava com o coração em frangalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, desculpe. Eu me distraí aqui. O que foi mesmo que você disse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um misto de indignação e alívio o atingiu por dentro. Por sorte ela não escutara a pergunta anterior, mas por outro lado também não lhe dedicava atenção exclusiva. Quer dizer, ela é que tinha ligado; deveria prestar atenção. Aliás, foi por que mesmo que ela ligou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escuta: o que você vai fazer no fim de semana? – ela perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela perguntou. O que você vai fazer no fim de semana? Ela perguntou. Ela. Para ele. O coração disparou. O que ele iria fazer no fim de semana? Será que ela queria ir ao cinema? Ou então passear no parque... O que você via fazer no fim de semana? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, está me escutando? – insistiu ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim! Quer dizer... O que eu vou fazer no fim de semana? Não sei. Não sei! [...] Você tem alguma coisa para me &lt;br /&gt;oferecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vez ele se penitenciou por escolher as palavras erradas. “Você tem alguma coisa para me oferecer”. Isso lá é coisa que se fale para uma menina? Ainda mais uma menina que lhe povoava os sonhos todas as noites? Desta vez, pensou ele, ela desliga o telefone na minha cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim! – ela falou – Tem uma festa assim assim lá na casa da Pati Vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não acreditou no que ouvira. Estava sendo convidado pelo grande amor da sua vida para ir numa festa na casa da Pati. Era muito para seu coração. Sentou ali mesmo, na calçada, e respirou fundo. Tomou fôlego e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe com quem está falando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é Fulano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! É Sicrano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então ela desligou. Nem se prezou a dizer “tchau”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6729357738873438899?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6729357738873438899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6729357738873438899&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6729357738873438899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6729357738873438899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/09/ligao.html' title='Ligação'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6152448053214703597</id><published>2008-09-18T11:11:00.000-03:00</published><updated>2008-09-18T11:12:59.906-03:00</updated><title type='text'>Ídolos</title><content type='html'>Outro dia me perguntaram se já assisti o programa Ídolos. Já assisti algumas vezes, mas na primeira temporada. Comentar sobre os casos engraçados que acontecem no programa. Como o sujeito que depois que terminou de cantar, respondeu a um dos jurados que quem o incentivou a cantar foi o pessoal do prédio onde ele era porteiro. O jurado esculachou o sujeito, aconselhou-o a parar de cantar antes que perdesse o emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro caso que merece atenção, foi o de um outro participante, jardineiro, que estava lá porque a sua patroa disse que ele cantava muito bem. Um dos jurados disse que aprovaria o candidato para a próxima fase do programa, desde que ele prometesse cantar no trabalho da hora que ele chegasse até a hora de ir embora a mesma música que cantou no programa. Sem falar nos candidatos que cantam errado, cantam com sotaque e os que não cantam nada e só estão lá por farra mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ídolos não é um primor de programa, mas eles dizem que estão procurando um ídolo da música. Um ídolo pop. Estranho não? A proposta deles é de encontrar um pessoa normal (não-famoso ainda) e vão impor-lhe a pecha de ídolo. É igual quando você resolve fazer seu perfil no orkut, quando termina de colocar suas descrições e preferências, vê que tem zero amigos, mas já tem orkut. No caso do sortudo vencedor do Ídolos, começa com zero fãs, mas é ídolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo um pouquinho além, fico pensando como seria se músicos que fazem sucesso tivessem que passar pelo teste do programa. E seria como um exame da OAB, quem fosse aprovado no Ídolos poderia seguir na carreira, caso contrário teria que fazer outra coisa. Imaginem o ex-vocalista do Los Hermanos Marcelo Camelo, agora pensem nele entrando para o teste. Um sujeito com aquela barba esquisitona, camisa xadrez e All Star velho. Quando começasse a cantar, com seu jeito acanhado e pouco a vontade por estar sendo julgado como num vestibular. Ficaria sem jeito, e ouviria aquele jurado barbudo dizendo: - Você não canta não velho. Meu voto é não. – E assim Marcelo camelo daria adeus a sua carreira na música brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensem agora, mas com um pouquinho de boa vontade, em Chico Buarque. Ele que entende da alma feminina, um cara politizado, pegador e tudo mais. Ele todo a vontade para seu teste. O jurados esperando ele se apresentar e ele manda ver um de seus sucessos, quando de repente um dos jurados diz: - olha seu Chico, você é muito boa pinta, sua letra é muito boa e fica a vontade no palco. Mas com essa sua voz não vai dar não. Eu voto não. – Pronto agora nem que voltasse disfarçado e com o pseudônimo de Julinho de Adelaide, não cantaria mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então chega a vez de um rapaz, que é a cara do programa. Um cara descolado, moderno, que dança, canta e escreve as próprias letras. Latino, sim ele mesmo o autor de Renata Ingrata e Festa no AP. Chegaria no seu teste falando alto, sorridente e bem a vontade.&lt;br /&gt;- Vai cantar o quê pra gente, Latino? - pergunta o jurado.&lt;br /&gt;- Vou de Amigo fura olho. – de pronto responde o cantor.&lt;br /&gt;- Então canta pra gente ver.&lt;br /&gt;E ele canta, dança, faz umas coisas engraçadas e outras estranhas (tipo a bombadinha no chão) e é aprovado. Outros grandes ícones da música brasileira seriam Cláudia Leite, P. O. Box (diz que vai me ensinar/ então diga como é), Tati Quebra Barraco e outros talentos que cantam dançam e representam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6152448053214703597?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6152448053214703597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6152448053214703597&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6152448053214703597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6152448053214703597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/09/dolos.html' title='Ídolos'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-2336359166755314041</id><published>2008-09-10T09:10:00.003-03:00</published><updated>2008-09-10T09:54:51.910-03:00</updated><title type='text'>Futebol arte</title><content type='html'>Hoje tem jogo do Brasil, quero mandar um alô para os que falam que o futebol argentino é o melhor do mundo. Se é melhor que o brasileiro é discutível, mas que eles proporcionaram o maior mico do ano não resta dúvidas. Que diga o argentino Fabián Espíndola, o craque, o ícone, o gênio ou simplismente o sujeito que marcou um gol, correu para comemorar, deu uma pirueta, caiu e quebrou a perna. Mas como nem tudo é perfeito nesse mundo, juizão anulou o tento do gaudério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns campeão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-2336359166755314041?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/2336359166755314041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=2336359166755314041&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2336359166755314041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2336359166755314041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/09/futebol-arte.html' title='Futebol arte'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-9010110310521927778</id><published>2008-08-29T12:16:00.001-03:00</published><updated>2008-08-29T12:16:43.621-03:00</updated><title type='text'>Guerra insípida</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;Era uma quinta-feira, mas isso não é importante. Tanto faz o dia ou a hora.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Estávamos em dois, Neide e eu. Neide era a garota com quem eu tinha viajado para um congresso na Bolívia. Namorávamos. Não era muito bonita, a Neide, mas nos dávamos bem. Muito divertida, ela.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Enfim, estávamos nós andando pelo centro da cidade. Tudo estava escuro, exceto pelos faróis dos automóveis que cruzavam a avenida logo em frente. Estávamos no Centro Histórico, e desde 1984 era proibido o tráfego de carros e motocicletas por ali. Somente carroças à boi e bicicletas eram permitidas.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Quando nos preparávamos, eu e Neide, para entrar num boteco de esquina, deu-se a explosão. Não uma explosão qualquer: fora um estrondo que certamente ecoaria por muitos quilômetros antes de se dissipar. Olhamos em volta à procura de uma origem para aquele barulho, mas não havia nada. Nem um clarão, nem um fumacê. Fora um barulhão e pronto.&lt;br&gt; &lt;br&gt;As pessoas saíram rapidamente às janelas, preocupadas. Muitas luzes se acendiam e o murmurinho só aumentava. Alguns moradores dos pequenos edifícios da região saíam às ruas de pantufas e pijamas, procurando em vão a origem daquele som ensurdecedor. Um respeitado comerciante tomou para si as rédeas da situação: "precisamos descobrir de onde veio este som – isso certamente é uma bomba, e das grandes; pode vir a ser perigoso para nós, minha gente". E completou dizendo "pode até ser uma guerra".&lt;br&gt; &lt;br&gt;Aquela palavra ecoou pelas estreitas vielas do Centro Histórico como um foguete. Guerra – ouvia-se aqui e ali as pessoas comentando que os venezuelanos ou os americanos finalmente atacaram. Uma senhora entrou em pânico ao saber da situação. Lamuriava, com desespero, que seu filho há pouco havia voltado do exército e que uma guerra certamente o tiraria dos seus braços para todo o sempre. Eu e Neide nos olhamos sem saber bem o que pensar, estupefatos com a dimensão que aquele caso tinha atingido em tão pouco tempo. Nem a notícia da morte do Ayrton Senna tinha se espalhado com tanta rapidez.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Antes que pudéssemos ter qualquer reação, o povo já se amontoava ao nosso redor. Todos queriam ver de perto o respeitável comerciante, que agora parlamentava com alguns colegas de cima de um muro. Pedia a eles caixas de som e microfone, além de que avisassem sua esposa para que lhe mandasse o terno. Passado um tepo, virou-se para a platéia, que agora já era multidão e se amontoava sobre as bancas de jornal, e disse: "povo da minha terra, vocês querem sair derrotados deste combate?" E a galera respondia, uníssono e vibrante: "não!" A guerra estava declarada, sem nem antes se saber contra quem.&lt;br&gt; &lt;br&gt;As caixas de som chegaram. A estrutura fora montada ali mesmo, às pressas, puxando a luz da peixaria e acomodando o microfone sobre umas caixas de madeira que jaziam num canto qualquer da rua de baixo. Dois capangas seguravam as caixas de som na mão porque o fio não era comprido o suficiente. Quando o comerciante apareceu, já de terno, a platéia silenciou. Ele se postou diante do microfone, ajeitou a gravata e disse: "antes de tudo, minha gente, precisamos definir batalhões. Você vai para lá; você vem para cá..."&lt;br&gt; &lt;br&gt;Ficamos separados, eu e Neide. Ela foi designada para o Pelotão da Casa Rosa, comandado pelo experiente Mário do açougue. Eles tinham a dura missão de vistoriar a Rua da Piedade, longínquas três quadras dali. A mim restou seguir a comandante Joana Cruz, autodenominada Cacique Jaci, na varredura pela região norte do Centro Histórico. Seguiríamos esgueirados sob os toldos, seguindo as ordens da Cacique Jaci.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Estávamos cruzando a rua Baraçal quando se deu a surpresa: num canto, próximo do lixo, três crianças agachadas riam e mexiam em alguma coisa. Todo pelotão parou para ver o que aconteceria. Então os três garotos correram, recostaram à parede e taparam os ouvidos. Bum! Uma bomba acabava de explodir um lata.&lt;br&gt; &lt;br&gt;O eco produzido ali, com aqueles pequenos prédios muito colados um ao outro, tornou o barulho completamente ensurdecedor. O mesmo barulho ouvido havia pouco menos de quinze minutos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;O exército se dissipou e todos voltaram às suas casas, cabisbaixos. Eu e Neide inclusive.&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-9010110310521927778?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/9010110310521927778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=9010110310521927778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/9010110310521927778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/9010110310521927778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/08/guerra-inspida.html' title='Guerra insípida'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6373970985079795644</id><published>2008-08-27T11:30:00.001-03:00</published><updated>2008-08-27T11:30:07.859-03:00</updated><title type='text'>O campeão</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;Foi do interior de Minas Gerais – Alfenas, para ser mais específico – que trouxeram o grande campeão. Ninguém duvidara, desde seu nascimento, da sua pinta de vencedor. Já nasceu alto e forte, com uns braços afilados, porém torneados, e peitoral desenvolvido. Tinha desde cedo como marca registrada a grande facilidade com que criava e mantinha músculos e, apesar disso, também apresentava surpreendente agilidade.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Antes que completasse três anos, já tinha um completo programa de treinos: corrida pela manhã e natação ao final de cada tarde. E os melhores treinadores, aliás. Nada muito intenso; mais para criar-lhe uma rotina e acostumá-lo ao cotidiano de campeão desde pequeno. Sua alimentação também era especial, com alguns dos mais bem tratados cereais do país servidos logo ao amanhecer. Mimavam-no, por certo, mas com o único objetivo de fazer dele o maior vencedor de todos os tempos.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Quando seu porte se tornou condizente, deram-lhe o carinhoso apelido de Tyson, uma visível "homenagem" ao histórico lutador. Sim, o campeão cresceu e se tornou tão agressivo quanto o boxeador americano – e isso, ao mesmo tempo que animava, preocupava os treinadores. Tyson, o brasileiro, não seria um papa-títulos se continuasse nervoso daquele jeito, apesar de aquilo lhe dar uma competitividade nunca antes vista. Foi preciso enviá-lo para um tratamento específico contra essa agressividade.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Foram cinco longos meses de psicologia. Uma eternidade, considerando que Tyson já estava em tempos de competir. Fizeram-no uma lavagem cerebral completa. Enviaram-no para os mais floridos e silenciosos campos de recuperação do país, a fim de que finalmente encontrasse a paz de espírito. Para ajudar, mandaram-no junto as mais belas e pacíficas fêmeas que se tinha notícia – tudo para livrar-lhe da mente quaisquer preocupações. Ao fim do tratamento, Tyson se tornou um ser mais calmo de que qualquer monge tibetano.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Tempos depois, enfim, chegou o grande dia: uma final Olímpica. Tyson já havia vencido toda competição que entrara até então, mas uma final olímpica é a consagração para qualquer um. Perante as 93 mil presentes no estádio e outros tantos bilhões de telespectadores, Tyson não se abalou. Não piscava nem demonstrava qualquer nervosismo – dir-se-ia relaxando, não fosse as dancinhas que fazia para chamar a atenção do público. Tinha certeza de que venceria. Os outros competidores, todos consagrados e quase tão excelentes quanto, olhavam-no como um grande ídolo, o imperador bizantino a ser batido, aquele que já havia faturado tudo nos últimos três anos e que certamente levaria aquela também. Os outros se limitavam a lutar pelo segundo lugar, policiando-se para não se distraírem durante a prova com a presença do multicampeão.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Antes da prova, Tyson curtia sua glória. Sorria, coisa que nenhum outro concorrente ousava fazer. A vitória e a consagração completa eram questão de tempo. Então ouviu-se o tiro. Da largada ao fim, tudo como tinha de ser: Tyson dominou a prova do começo à linha de chegada, e terminou em primeiro lugar muito a frente dos outros competidores, num tempo jamais imaginado por qualquer profissional do esporte. Seus treinadores finalmente caíram em lágrimas, satisfeitos com o trabalho que fizeram; o estádio inteiro se tomou em aplausos, em pé; as câmeras do mundo inteiro não lhe tiravam o foco. Tyson, aos sete anos de idade e no auge da forma física, tornou-se o maior campeão da história olímpica na prova de Eventing individual. Um verdadeiro fenômeno.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Tyson, agora o maior cavalo da história. O maior vencedor da provas de salto, dressage e eventing de todos os tempos. Não havia prêmio eqüestre que ele não levasse.&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6373970985079795644?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6373970985079795644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6373970985079795644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6373970985079795644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6373970985079795644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/08/o-campeo.html' title='O campeão'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6728036822811848141</id><published>2008-08-26T11:50:00.000-03:00</published><updated>2008-08-26T11:51:38.911-03:00</updated><title type='text'>Sobre duelos e camaradagem</title><content type='html'>João era o sarrista da turma, tudo era motivo para suas piadas de duplo sentido. Raramente alguém ficava do seu lado sem dar risada com suas histórias e situações engraçadas em que se metia. Era querido por todos. Seu companheiro Roberto era tão ou mais fanfarrão que João. Este sim o capeta em forma de guri, ia além das piadas. Tinha em João seu fiel companheiro para pregar suas peças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um da turma era um alvo em potencial, desde piadinhas sobre a falta de cabelo do Marcos, das bochechas salientes do Regis ou dos porres que a galera tomava nas festas e churrascos. Os dois tinham uma competição engraçada entre eles, que rendia risadas aos amigos. Quando saiam juntos, quem desse um beijo na garota mais feia, ganhava um lanche (geralmente um cachorro quente na volta da festa) do “perdedor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando João se mudou para um bairro do outro lado da cidade, era comum ele visitar a galera. Vez ou outra dormia na casa de alguém, mas nunca perdeu o contato. A amizade entre João e Roberto era forte e fazia bem para os demais. Sempre se ajudavam com os problemas de faculdade, amores, angustias e essas coisas. Porém essa amizade um dia foi colocada a prova. Roberto começou a namorar. Jéssica a ruivinha que morava no mesmo bairro, mas nunca se “misturou” com a galera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jéssica era de longe a mais bonita do bairro, ruiva, cabelo curto, rostinho bonito, sorriso cativante e um jeito de andar que parecia flutuar. Ninguém sabia como e nem Roberto também não disse como começaram a namorar. Mas o fato é que o fanfarrão da turma estava ficando ausente dos encontros da galera. Na churrasco de aniversário de João, o casal estava lá, mas Roberto agia como se estivesse recém conhecendo a galera, com quem ele cresceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A galera toda sabia que era coisa da ruiva malvada. Não demorou muito Roberto se afastara da turma, só se via ele com a namorada. Nem no futebol de quinta ele ia mais. Ele até foi umas duas vezes, a ruiva maligna conseguiu privar ele do esporte bretão. Todos diziam que Roberto tinha virado um mané. E de fato ele mudou muito. Mas para a tristeza de Roberto e alívio da galera, depois de quatro meses de afastamento, o namoro acabou. Roberto voltou a fazer parte da turma, era tudo como antes. Mas João não aceitava o fato de o amigo ter mudado tanto quando estava namorando a ruiva destruidora de amizades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, numa festa estavam lá a turma toda e a ruiva Jéssica com suas amigas. Não houve clima de hostilidades, mas Roberto e a turma não se sentiam a vontade quando se aproximavam de Jéssica. A festa foi rolando e quando ninguém esperava, a ruiva foi até João e deu um beijo, sem que ele conseguisse reagir ou evitar. Roberto e a turma viram aquilo e ficaram bolados, ainda mais quando Jéssica disse: - Me liga a noite.- era um blefe, mas Roberto não engoliu aquilo. Era o fim da amizade deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos se passaram e o orgulho de João, que não aceitava culpa daquilo e ainda mais por seu amigo Roberto não acreditar nele. E a raiva que Roberto sentiu do seu amigo, em não evitar a bitoca da ruiva. A verdade é que João já tinha dado uns tchuplec-tchuplins na Jéssica, mas antes do namoro dela com Roberto. E esse segredo corroia Roberto por dentro. Os anos se passaram e os dois nunca mais se falaram, a turma teve que se acostumar a sair com um ou com outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito tempo depois, o tempo curou as feridas e quis o destino que eles se encontrassem num balcão de bar. Roberto fez questão de mostrar que tinha superado o segredo do amigo com a ruiva e disse alto, para que todos no bar ouvissem:&lt;br /&gt;- João seu viado! Escolha as armas.&lt;br /&gt;- Conhaque!- respondeu o velho amigo.&lt;br /&gt;E beberam até cair e João levou Roberto arrastado para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6728036822811848141?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6728036822811848141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6728036822811848141&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6728036822811848141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6728036822811848141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/08/sobre-duelos-e-camaradagem.html' title='Sobre duelos e camaradagem'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-3067944156014653657</id><published>2008-08-25T14:46:00.001-03:00</published><updated>2008-08-25T14:46:48.392-03:00</updated><title type='text'>Carta aos poucos leitores</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;Caríssimos,&lt;br&gt;&lt;br&gt;Venho, por meio desta, avisá-los do meu afastamento deste famigerado blog por tempo indeterminado. Só não garanto minha ausência por inteiro porque nada na minha vida é muito concreto; o que mais gosto de fazer é contrariar minhas próprias convicções. Volto em breve, provavelmente mais consciente da minha condição de quase-formado.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Parto para uma dura missão: terminar o maldito TCC. Preciso fazer crônicas e mais crônica para meu livro, e é fundamental que elas sejam completamente inéditas – fato que me impede de postá-las no blog. Sei que é uma decisão duríssima, cruel até, mas é só assim que eu funciono. Sem pressão não consigo ir em frente. Tive o ano inteiro para fazer isso, mas só agora, faltando pouco menos de três semanas para o fim do prazo, que decidi levar a sério esta empreitada.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Ok, nem tão a sério assim, mas juro que farei um esforço para tirar pelo menos 7 pontos e passar por média.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Quem é leitor assíduo, que não são muitos mas são fiéis, pode continuar a freqüentar o Dois Copos: além do Kibe (quem sabe ele volte a escrever em breve), pode ser que eu bote um conto ou outro para distrair o pessoal. Aos visitantes rotativos só peço que voltem depois do dia 12 de outubro que já estarei na ativa novamente.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Um beijo, um abraço e um aperto de mão. E me desejem sorte. &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-3067944156014653657?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/3067944156014653657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=3067944156014653657&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3067944156014653657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3067944156014653657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/08/carta-aos-poucos-leitores.html' title='Carta aos poucos leitores'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-3968064076897497528</id><published>2008-08-18T16:56:00.001-03:00</published><updated>2008-08-18T16:56:52.832-03:00</updated><title type='text'>A inutilidade das placas de aviso</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;Existem algumas coisas em ambiente públicos que são tão inúteis que servem mais como objeto de decoração do que como informação propriamente dita. E por essa decoração entenda não como aquela coisa feita para deixar um espaço mais bonito – até porque isso seria de extremo mal gosto –, mas sim um adorno criado para caracterizar determinado local. Algo até certo ponto desnecessários, mas por outro lado também indispensáveis.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Explico: imagine uma praça sem as indefectíveis placas de "não pise na grama"? Seria loucura, insensatez. Toda praça precisa de uma placa de avisando aos seus freqüentadores que eles não devem pisar na grama, senão ela não é uma praça. Pode ser considerado um jardim no meio da cidade, se for pequena, ou até um parque, se for maior, mas nunca uma praça. Uma praça precisa de placas dizendo para ninguém pisar na grama.&lt;br&gt; &lt;br&gt;E agora pense: que diferença faz aquela placa a não ser pelo fato de transformar um jardinete qualquer numa praça pública? Para aquelas pessoas que ainda mantém sentimentos cívicos, éticos e morais ela chega a ser constrangedora, já que eles jamais pisariam numa grama de praça – nem para buscar o frisbee que o labrador não pegou. Já para os que deixam os escrúpulos em casa na hora de passear a placa vira um simples encosto para praticar a siesta. Eles pisariam naquela grama mesmo se ela fosse propriedade do governo norte-americano.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Outra coisa absurda são aquelas placas de banheiro. "Não jogue papel no vaso", "puxe a descarga", "duas folhas são suficientes para deixar a mão seca". Desnecessário. Tudo retórica, palavreado solto que não atinge ninguém. Pessoas educadas não deixam de puxar a descarga nunca, de jeito nenhum E para os mal-educados isso tanto fez como tanto faz. Eles urinam onde querem, abaixam a tampa se bem entenderem e o escambau. Só que um banheiro público nunca será um banheiro público se não tiverem esses avisos.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Dizem que no Congresso Nacional também tem algumas placas, entre elas uma que diz "não roubarás". Mas sabe como é... Espaço público, retórica pura. Ninguém segue os mandamentos.&lt;br&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-3968064076897497528?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/3968064076897497528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=3968064076897497528&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3968064076897497528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3968064076897497528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/08/inutilidade-das-placas-de-aviso.html' title='A inutilidade das placas de aviso'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-5540889588859121558</id><published>2008-08-08T08:34:00.001-03:00</published><updated>2008-08-08T08:34:03.286-03:00</updated><title type='text'>Os donos da lua</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;Sou de uma geração que teve a sorte de crescer lendo os gibis da Turma da Mônica. Eles já existem desde os anos 70, é verdade, mas é inegável que o auge da turminha foi no começo da década de 90. Foi nessa época que todas as melhores histórias da trupe foram criadas, tanto que os almanaques de hoje em dia são meras reedições das revistas desse tempo. Quem com seus 20 anos que não se lembra daquela vez em que o Rolo virou &lt;i&gt;dark&lt;/i&gt;? Ou então quando a Mônica viajou para a casa dos avós com e o Cebolinha, depois de ter gozado os louros de assumir a "gerência" da rua, se viu inconsolável sem a presença da amiguinha (e maior inimiga)? Maurício de Souza e suas confusões psicanalíticas.&lt;br&gt; &lt;br&gt;O fato é que a Turma da Mônica é uma marcante influência para quem foi viu o tetra vestido de seleção da cabeça aos pés (os adultos fazem isso com as crianças). O sonho de todo guri curitibano naquela época era visitar a casa do Louco, no Parque da Mônica, e se perder nos labirintos daqueles brinquedos. Até criaram uma filial aqui, no saudoso &lt;i&gt;Estação Plaza Show&lt;/i&gt;, mas não era a mesma coisa. Nas revistinhas tinha aquele robô que até hoje tenho vontade de conhecer. Só que o maior exemplo da influência da Turma nos adultos de hoje está no trânsito. Sim, pasme!, no trânsito..&lt;br&gt; &lt;br&gt;Basta fazer as contas: todos os filhos dos anos 80 são os adultos de hoje. Aqueles mesmos, que cresceram lendo Cascão, Cebolinha, Magali e Chico Bento, estão todos em idade de dirigir e, portanto, infestando os logradouros públicos com seus malditos carros poluidores. Mas o que as bondosas e inofensivas revistinhas têm que ver com isso? É que tal como a Mônica, aquele baixinha, dentuça e &lt;b&gt;golducha&lt;/b&gt;, esses neo-motoristas se sentem os verdadeiros donos da rua – e ai de quem disser o contrário.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Explico. Imagine-se numa via rápida. Tudo flui normalmente – e normalmente, aqui, é os carros andando a 50 km/h. Eis que lá na frente um ônibus escolar dá sinais de que vai parar. E ônibus escolar já sabe: não importa se é BR, Marechal Floriano ou beco sem saída; eles param mesmo. Você, esperto que é, dá uma de pró-ativo e sai logo para a pista da esquerda. Centenas de metros antes, diga-se de passagem. Aí entra em ação o dono da rua. Ele, certamente entretido com sua tela de DVD, não percebe a sinalização do busão e precisa parar atrás. Aí, como quem não quer nada, ele simplesmente bate o dedo mínimo na manopla de seta e anuncia que vai entrar à esquerda, como se isso fosse fazer a via toda parar para apreciar sua magnífica ultrapassagem. O motorista que vem de trás na pista da esquerda – você, no caso, que foi pró-ativo – fica numa tensão danada sem saber o que o dono da rua vai fazer, até porque ele já embicou quase metade do seu carro rebaixado na pista em que você se encontra.&lt;br&gt; &lt;br&gt;E aí, de repente, o Escolar avança e ele, o dono da rua, desiste da ultrapassagem, faz uma cara de enfado e volta para sua pista original, como se nada tivesse acontecido.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Tem também o dono da rua saindo de casa. Você vê, de longe, o carro aparecendo num portão qualquer e pensa "será que esse maldito cara vai sair na minha frente?" Ainda não. Ele espera você chegar mais perto, a uns 30 metros mais ou menos, e sai. Contorna pela pista ao lado (porque dono da rua não precisa se preocupar com quem vem de lá) e fica exatamente na sua faixa, a no máximo 50% da velocidade que você está. Como se não bastasse, assim ele segue até o próximo sinaleiro, quando irá parar para finalmente pôr o cinto de segurança e escolher o CD que vai ouvir. E isso, claro, o faz atrasar em pelo menos 20 segundo a arrancada no sinal verde.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Teríamos muitos outros exemplos, como o dono da rua que pára sem mais nem menos para deixar a namorada (ou prostituta, vai saber) no tubo do Santa Quitéria, mas não é para isso que estou aqui. Só queria ilustrar como um fenômeno editorial pode afetar uma geração inteira. Essa de hoje em dia, por exemplo, irá ser plenamente atingida pelas ações do bruxo Harry Potter. Ainda não se sabe onde nem com o que, mas pode ter certeza de que será algo tão emblemático quanto os nossos donos da rua.&lt;br&gt; &lt;br&gt;E antes que alguém diga que eu também era leitor da Turma da Mônica na infância e que, portanto, devo cometer as mesmas atrocidades que os donos da rua, vou me defender. Toda vida fui meio bobo como hoje, então minhas influências eram outras, bem mais relaxadas (em todos os sentido): Seu Boneco e Patropi, No trânsito, a única coisa que faço é "ir pra galera" e dizer que os outros, para mim, são problema deles. Que loucura, meu.&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-5540889588859121558?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/5540889588859121558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=5540889588859121558&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5540889588859121558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5540889588859121558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/08/os-donos-da-lua.html' title='Os donos da lua'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-2261677035739123218</id><published>2008-08-07T17:54:00.001-03:00</published><updated>2008-08-07T17:59:55.146-03:00</updated><title type='text'>Alexandre em crise: Promessa</title><content type='html'>Já vi muita gente fazendo promessa, também já vi muita gente pagando e quebrando promessa. Fico pensando o que leva alguém a se privar de alguma coisa que gosta, para obter outra coisa que gosta. E o mais estranho é que muitas dessas promessas são feitas para o além ou o sobrenatural. Não conta aquelas que a criançada faz para os pais, de que se ganharem um joguinho novo, comerão salada e estudarão mais. Falo daquelas promessas mais elaboradas, aquelas que de gente grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pouco tempo a onda lá no meu trabalho, pelo menos entre as mulheres, era comer o tal bolo de Santo Antônio. Por quê? Explico, Santo Antônio é o santo casamenteiro. Diz a lenda que a moçoila que está a procura de um bem querer, deve comer um pedaço do tal bolo e encontrar nele uma imagem do santo. Ai é meio caminho andado rumo ao altar, a outra metade do caminho é um misto de seqüestro e promessa. A senhorita a procura da batida perfeita, deve colocar a imagem do santinho de ponta cabeça em algum lugar (algumas mais afobadas colocam o famigerado santinho de cabeça para baixo num copo d’água) e só soltar quando a solteira desencalhar. Eu hein!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um sujeito lá do trabalho, que sempre que joga na loteria num ato de nobreza e altruísmo, diz que se ganhar vai doar metade para uma instituição de caridade. Ou caso o prêmio estiver acumulado, promete uma grana para seus colegas de trabalho (ai é bonito). Suspeito que esse cara já tentou convencer a sorte, de que ele é um cara bom e que vai usar a grana da loteria para o bem da humanidade. Talvez isso de certo, talvez não. Fato é que se ele conseguir, convencer a sorte de alguma forma, terá descoberto a fórmula do sucesso total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As promessas surgem quando não tem mais saída. Quando se está na beira do abismo, sem pai nem mãe. É o último recurso, a última ficha, o último suspiro... Imagine uma final de campeonato na disputa de pênaltis. Se existisse um 0800 para receber as promessas dos torcedores nesse momento, as linhas ficariam congestionadas rapidamente. E as promessas devem aumentar conforme os pênaltis fossem batidos. No final, enquanto muita gente comemora com a graça alcançada, a outra galera que fez suas promessas em vão, fica com aquele sentimento de que ofereceu pouco. Como se fosse um leilão, onde o sacrifício e a privação são moeda corrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui muito de promessa, mas com a atual conjuntura dos acontecimentos, prometi que só vou tomar uma birita quando o Flamengo e vergonha na cara e ganhar um jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-2261677035739123218?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/2261677035739123218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=2261677035739123218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2261677035739123218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2261677035739123218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/08/alexandre-em-crise-promessa.html' title='Alexandre em crise: Promessa'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-1357680013855544719</id><published>2008-08-07T13:50:00.002-03:00</published><updated>2008-08-07T13:51:47.569-03:00</updated><title type='text'>Cantada</title><content type='html'>O diálogo a seguir foi descaradamente copiado da vida real.&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ei. Prometa que não vai deixar eu fazer isso quando a gente se casar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Como assim a gente se casar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ora, a gente pode vir a ser casar um dia, não?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim, mas a gente nem namora. A gente nunca nem se beijou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu sei. Só que somos dois jovens, com interessem em comum e que um dia podem vir a se casar, não é verdade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Claro, mas...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mas não é essa a questão. Só me diga que não vai mais me deixar fazer isso quando formos marido e mulher.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu prometo, mas me diga uma coisa: você já andou pensando nisso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Nisso o que?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Em a gente se casar e tal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah! Sim, claro. E quem não pensaria?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E porque nunca me falou nada?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ué!? Não posso pensar minhas coisas em segredo? Além do mais, nunca daria certo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Porque não daria certo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- A gente nem combina tanto assim... E se um dia a gente por acaso ficar juntos, esse dia vai ser lembrado como o dia da redenção do homem com “h” maiúsculo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Êh; por que isso agora?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O quê? A redenção?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É. E esse negócio de homem com “h” maiúsculo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É que se eu ficar com você, será uma negação de princípios. Se não os meus, ao menos os da lei universal do homem como gênero – bonito isso, né?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Seus princípios dizem para você não ficar comigo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não, não é isso. Jamais! É que os homens têm uma espécie de lei – pelo menos os homens que se consideram homens, os machos de verdade, os com “h” maiúsculo – que institui o orgulho como uma condição essencial para exercer o papel de macho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E o que o orgulho tem a ver com isso agora?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É que o orgulho nunca deixaria um homem de verdade fazer coisas vergonhosas para conquistar alguém, mesmo que esse alguém seja o amor da vida dele. Aliás, o orgulho nem deixaria o homem admitir que tem um “amor da vida”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você está dizendo que eu sou o amor da sua vida?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Bem... Não exatamente. Quer dizer... Ah, você entende né?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Acho que sim. Talvez. Não sei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Então. Aí é que está. Se você entender e a gente vier a ficar juntos, será a redenção do homem macho-sim-senhor. Talvez nem uma redenção, mas um contra-senso danado para com as mais antigas leis do universo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-... Você só falou tudo isso para dizer que gosta de mim, né?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Pss! Fala baixo!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-1357680013855544719?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/1357680013855544719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=1357680013855544719&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1357680013855544719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1357680013855544719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/08/cantada.html' title='Cantada'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-8471215906950186758</id><published>2008-08-05T22:18:00.001-03:00</published><updated>2008-08-05T22:18:49.226-03:00</updated><title type='text'>Deixa o homem relaxar</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;&lt;p&gt;Jon estava deitado no tapete da sala com os olhos semicerrados, como quem busca enxergar mais longe no horizonte. Não pensava em nada. Saindo do trabalho, elegera aquele momento para esvaziar a mente, para livrar seus pensamentos de toda maldade que havia lhe acompanhado a semana inteira. Estava tudo escuro, as cortinas fechadas, a luz apagada. De som, somente a televisão do vizinho de cima que assistia à novela das oito. Mas nem isso desconcentrava Jon.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estava cansado. Tinha sido uma semana duríssima aquela. Jon sofrera todo tipo de pressão no trabalho e tudo o que queria naquela hora era dormir. Dormir sossegado, de preferência sem sonhar. Planejou acordar somente dali a 13 ou 14 horas, sem mais nenhuma maldade na cabeça ou qualquer espécie de aflição. Chegara na sexta-feira com o sentimento de vingança lhe torturando a cabeça. Queria porque queria açoitar alguém, quem quer que fosse e com os piores instrumentos. Qualquer coisa de satânico, até.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De repente Jon ouve um barulho se aproximando pelo corredor do prédio. Era alguém que provavelmente subiu todos os 14 andares até sua porta de escada – e correndo. Ouvia-se uma respiração ofegante, ao mesmo tempo forte e ritmada. Dir-se-ia que era alguém que jamais havia praticado qualquer esporte antes, ou até um velho tendo uma espécie de ataque de asma. Do nada a pessoa toca a campainha. "Pééé!" E prontamente Jon pensou: "a esta hora, sem avisar nem ser anunciado pelo porteiro, só pode ser o Ted". Jon sabia que Ted não era pródigo em educação. Além disso o considerava sinônimo de confusão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Antes de se levantar, lembrou-se da última vez que estiveram juntos. Faria três meses no dia seguinte, e desde então os dois não se falavam. Era um sábado, e sabe-se lá como Jon foi convencido por Ted a sair e tomar cerveja por aí. Foram a um boteco próximo da catedral com uma turma da academia do Ted. Muitas cervejas depois, Ted falou em alto e bom tom:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Meu amigo aqui é campeão sul-brasileiro de queda de braço. Quero ver alguém derrotar ele.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Jon suou frio. Nunca havia disputado qualquer campeonato de queda de braço na vida, nem nos churrascos onde seus tios completamente bêbados o desafiavam a fim de comprovar sua masculinidade. De repente se viu frente a frente com quatro brutamontes sedentos por vencê-lo numa disputa provavelmente sangrenta. Sem pensar direito, olhou bem para seus dois braços raquíticos, deu um potente soco na mesa e gritou:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Aaai!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tinha acabado de quebrar seus dois dedos mínimos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Culpou Ted por aquela babaquice e foi embora. Como se não bastasse, ao voltar para o carro encontrou uma multa no pára-brisas: estacionamento em local proibido. Fora Ted quem o convenceu que não tinha perigo nenhum parar sobre a calçada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Até o ocorrido, Jon considerava Ted no máximo como um mero colega. Um colega folgado, diga-se de passagem. Depois de ter dois dedos quebrados e menos cinco pontos na carteira de motorista, rebaixou-o a quase-inimigo. E isso, na concepção de Jon, era motivo para ignorá-lo publicamente&amp;nbsp; num eventual encontro no shopping (Jon nunca foi violento). Lembrando-se de que era Ted batendo à porta, pensou: "quem esse desgraçado pensa que é para tocar minha campainha a essa hora sem nem avisar que vinha?" Não que Jon abriria se Ted o tivesse avisado, mas aquele foi o único pensamento que lhe ocorreu na hora.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Levantou-se em silêncio, imaginando o que falaria se decidisse abrir a porta. Lá fora o visitante já havia desistido da campainha e começado a bater na porta. Socar a porta, aliás. Isso irritou profundamente Jon. Aí ele parou e pensou: se abrisse a porta, seria capaz de falar algumas besteiras para Ted – ou até cometer uma atrocidade, afinal estava com a ira ainda presa no corpo. Não gostava mais de Ted, é verdade, porém não o queria vê-lo morto (e seria mesmo capaz de fazer isso se ele batesse mais uma vez na porta daquele jeito). Decidiu virar as costas e ir para o quarto. Com a porta fechada e o telefone fora do gancho dormiria como um anjo, conforme planejado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E foi o que fez. Jon se deitou como estava, sem nem tirar o sapato, e só acordou no dia seguinte com o sol a pino. Não pensava mais na semana que havia passado nem nos seus planos diabólicos de torturar o próprio chefe. Esquecera-se até do maldito Ted, que quase atrapalhou seu momento especial de meditação e busca pela paz. Teve pena do garoto, inclusive. Cogitou telefonar-lhe para saber o que queria, mas desistiu a tempo. Escovou os dentes, tomou um banho e resolveu, para comemorar, tomar café da manhã na panificadora da rua de baixo – a melhor da região.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao sair de casa, a surpresa: na frente da sua porta tinha um velho de joelhos, parecendo um muçulmano rezando na direção de Meca, com as duas mãos como que escorrendo pelo trinco. Morto.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-8471215906950186758?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/8471215906950186758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=8471215906950186758&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8471215906950186758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8471215906950186758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/08/deixa-o-homem-relaxar.html' title='Deixa o homem relaxar'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-4868576943929252179</id><published>2008-07-29T08:21:00.001-03:00</published><updated>2008-07-29T08:21:03.694-03:00</updated><title type='text'>Quanto mais idiota melhor</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;A televisão me deixou burro – muito burro – demais. Taí um refrão que pela primeira posso usar como uma verdade absoluta. A televisão está me deixando cada vez mais burro, e se continuar nessa toada não vai tardar para que ela me anule completamente.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Não sou de assistir televisão – não mesmo. Ou melhor: nunca fui de assistir televisão como agora. Começou com outro vício, os filmes, e foi se espalhando pela programação inteira. Tudo culpa destas férias extremamente ociosas. No intervalo entre uma película e outra eu zapeava os canais furiosamente em busca de um programa razoável de esportes (outro vício). No meio do caminho, via um pedaço de um enlatado qualquer ou um "documentário" sobre a vida das estrelas e ficava. E assim, paulatinamente, ia esfacelando toda carga pseudo-intelectual que tinha sido capaz de reter em todos esses anos de estudos e reflexões.&lt;br&gt; &lt;br&gt;É para isso que serve a TV, principalmente a TV a cabo. Te oferece um monte de porcarias e apenas um ou outro programa bom (normalmente um filme). Só que os programas bestas são muito mais fáceis de assistir; até porque não exigem qualquer reflexão e quando você se dá conta já os assistiu até o final – e ainda deu umas boas e ignorantes risadas. Como diz o Pensador (Gabriel, não Platão), "a programação só existe para manter você na frente/na frente da TV, que é para te entreter/que é para você não ver que o programado é você". Ou você aceita ser um saco de pancadas ou vai para o saco. &lt;i&gt;You will go to the cock, bitch&lt;/i&gt;!&lt;br&gt; &lt;br&gt;Juro que me achava imune a esse vício lazarento. Logo eu, com tanta coisa boa guardada na mente – algumas coisas ruins e sujas também, admito, mas todas extremamente úteis para se manter uma vida social minimamente aceitável. Ontem vi um programa no canal &lt;i&gt;E! Entertainment&lt;/i&gt; e percebi que havia chegado ao fundo do poço. Era um narrador do tipo gordinho-de-camisa-nova contando e comentando a vida dos atores de Hollywood – e quando eu digo a vida é a vida mesmo: Angelina Jolie foi ao mercado e comprou dois potes de Nutella, um saco de pão e um conjunto de pilhas alcalinas; Robert de Niro esteve na loja da Nike em busca de um sapato novo para jogar golfe, mas não achou; Renée Zellweger almoçou com a irmã e depois acompanhou-a numa ida ao parque de diversões; e outras excentricidades do gênero.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Alguém compreende o que eu quero dizer? Isso é um vício que se tornou incontrolável. Já nem filmes eu assisto mais porque eles têm legendas que não consigo acompanhar. Agora entendo porque os filmes que passam na Globo às 4h30 são tão dublados quanto aqueles que passam as 16h30. O telespectador não quer perder tempo lendo frases amarelas que passam como flechas no rodapé de uma tela de TV. Quanto mais idiota, melhor. Por isso que aqueles programas com Leão Lobo, Sônia Abrão e congêneres fazem tanto sucesso. São apenas mais um besteirol americano.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Eu tive sorte de identificar e aceitar o meu vício ainda no começo. O meu caso ainda tem cura, sem apelar para grandes intervenções. Usando uma analogia condizente, eu estava só na maconha e eventualmente um haxixe; logo na primeiro tragada em um cachimbo de crack (&lt;i&gt;E! Entertainment&lt;/i&gt;) já tomei consciência da minha situação. Sou um favorecido. Tenho pena é daqueles que já partiram para drogas mais pesadas, como as sintéticas anteriormente citadas Leão Lobo e Sônia Abrão, além da maldita Novela (barata, de fácil acesso e extremamente viciante, como a nicotina). Esses carecem de uma internação urgentemente.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Uma pena não haver alguma clínica gigante o suficiente para abrigar mais da metade da população brasileira (se não a grandiosíssima maioria, vai saber). &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-4868576943929252179?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/4868576943929252179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=4868576943929252179&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4868576943929252179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4868576943929252179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/07/quanto-mais-idiota-melhor.html' title='Quanto mais idiota melhor'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-8240076205794119140</id><published>2008-07-28T10:01:00.001-03:00</published><updated>2008-07-28T10:01:45.069-03:00</updated><title type='text'>Minhas férias: revolta às aulas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;Faltam apenas algumas horas para que minhas aulas recomecem e só tenho uma coisa a dizer: ainda que a contragosto, volto a estudar com o sentimento de dever cumprido. Se férias existe para esquecer os problemas, deixar de lado as preocupações e não fazer nada que envolva a faculdade, eu fui mais do que bem sucedido. Garanto que se existisse uma olimpíada de preguiça esta medalha com certeza já estaria no papo.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Nestas minhas míseras e rápidas duas semanas de férias não viajei e nem fiz nada de extravagante. Meu dia se resumia a esperar o relógio marcar 19h e pensar aliviado que "a esta hora eu deveria estar na sala ouvindo um professor mala tentando me ensinar alguma coisa", e então sair para jogar videogame. Eu era o mais puro retrato do ócio improdutivo. O que pudesse fazer para não fazer nada, fazia.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Li uma infinidade de livros durante minhas férias. Três, para ser mais exato. Em duas semanas, três livros é coisa para velocista. Se eu conseguisse manter esse ritmo em épocas escolares, seria a única pessoa do mundo&amp;nbsp; a conseguir ler todos os livros que os professores indicam. Claro que é uma coisa humanamente impossível, e pela primeira vez numa volta às aulas não irei prometer fazê-la. Também não prometo estudar e nem passar de ano no terceiro bimestre, diga-se de passagem. Vou ser realista ao menos uma vez.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Mas se posso recomeçar o ano com uma certeza, esta é a de que meu segundo semestre vai ser sinistro. As preocupações estão ainda maiores e nada do que eu tinha programado fazer nas férias para adiantar o serviço deu certo. Muito disso se deve ao fato de minhas opções de entretenimentos estarem sempre ali, à mão, só esperando um apertar de botão para serem usadas. É videogame, rádio, internet, microondas... Definitivamente esses aparelhos eletrônicos são um atraso no desenvolvimento humano.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Enfim, de qualquer forma estou descansado de corpo e alma. Pronto para outra, diria Pereira, meu ex-vizinho otimista. Minha cabeça está vazia vazia, de braços e neurônios abertos para o estresse, a preocupação e o cansaço. Agora é a hora de dormir cada vez menos, ler cada vez mais e me divertir exatamente o mesmo tanto porque ninguém é de ferro, nem o Ironman. E é bom que o Flamengo recomece a ganhar os jogos logo, porque senão esse será mais um motivo para que eu cometa o meu próprio homicídio. &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-8240076205794119140?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/8240076205794119140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=8240076205794119140&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8240076205794119140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8240076205794119140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/07/minhas-frias-revolta-s-aulas.html' title='Minhas férias: revolta às aulas'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6885179501210819456</id><published>2008-07-25T11:24:00.000-03:00</published><updated>2008-07-25T11:25:00.933-03:00</updated><title type='text'>Maycon em crise: Lei Seca</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;Alguém além de mim percebeu que sumiram das ruas os policiais militares que faziam as vezes de guardas de trânsito? Há poucas semanas se tornou mais do que comum ver dois postes amarelo-Palmeiras em cada esquina do centro de Curitiba munidos de seus bloquinhos e dando multas a deus-dará. Onde será que eles foram parar? Na minha opinião estão cansados de tanto fazer blitz nas noites etílicas da Cidade Sorriso.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Outro dia, numa dessas blitzes, um amigo meu caiu nas garras da lei. Sabe-se lá por que fui o escolhido para receber a ligação a que todo detido tem direito:&lt;br&gt;&lt;br&gt;- Maycon, meu camarada! Corre aqui na 21ª DP para me salvar.&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Mas o que é que aconteceu, ó desafortunado colega?&lt;br&gt;&lt;br&gt;- Parei numa blitz, me recusei a fazer o teste e eles me prenderam.&lt;br&gt;&lt;br&gt;- Você quer dizer que te levaram para a delegacia para fazer um teste sangüíneo, certo?&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Não, prenderam mesmo. Disseram que o fato de eu me negar a assoprar a maquininha caracterizava embriaguez. De nada adiantou eu reivindicar meus direitos de não produzir provas contra minha pessoa ou qualquer coisa do gênero.&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Mas você não estava bêbado, estava?&lt;br&gt;&lt;br&gt;- Não estava nem estou. Aliás, só um doente ficaria bêbado às nove da noite de uma segunda-feira.&lt;br&gt;&lt;br&gt;- De fato. Mas o que aconteceu?&lt;br&gt;&lt;br&gt;- Eu estava voltando da casa da Leila; tive um jantar lá com os pais dela e tudo mais. Cara, não vou ficar me explicando agora; venha para cá logo! Não posso ficar enfurnado aqui a noite toda aqui sem ter culpa de nada.&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Mas por que raios você não fez o tal teste, já que não tinha bebido nada?&lt;br&gt;&lt;br&gt;- Ora, me diz você porque eu teria que me rebaixar a isso? Minha palavra não é o suficiente para provar minha sobriedade? Digo... Porque eles dizerem que estou bêbado é válido e eu dizer que não estou não conta? Além do mais, eles falavam "estou vendo que você está bêbado, rapaz" e me impediam de qualquer defesa. Eu tinha que escutar e abaixar a cabeça. Se tentasse falar alguma coisa, era cacetada na barriga, nas pernas, nas costas. Me senti um marginal, um assaltante. Esses policiais são um bando de desgraçados. Mas e aí, vai vir ou não?&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Pois é, cara. Não posso agora! É que eu to completamente embriagado. Sabe como é, não tinha nada para fazer e estava passando uma comédia da boa na TV... Mas não se preocupe; pode deixar que eu aviso sua mãe que você está aí. Segura as pontas, guri.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Essa é a Lei Seca do Brasil. Parece a Santa Inquisição. Te acusam de bruxa: se você admitir será queimado; se não, vão te torturar até que admita.&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6885179501210819456?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6885179501210819456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6885179501210819456&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6885179501210819456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6885179501210819456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/07/maycon-em-crise-lei-seca.html' title='Maycon em crise: Lei Seca'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6727860671391912683</id><published>2008-07-23T14:29:00.003-03:00</published><updated>2008-07-23T14:42:11.970-03:00</updated><title type='text'>Alexandre em crise: Vôlei</title><content type='html'>Hoje de manhã Brasil despachou a Rússia na Liga Mundial de Vôlei (25/23, 25/18 e 25/15). Grandes merdas, deve pensar o torcedor mais novato. Mas gostaria de lembrar, que nem sempre foi assim. Houve um tempo que a seleção de vôlei do Brasil não ganhava de ninguém. Talvez ninguém, seja muito pouca gente (seleções). O Brasil só ganhava dos vizinhos da América Latina e olhe lá. Quem sabe o torcedor mais recente, nem imagine que o Brasil sentia temor em jogar contra o russos, italianos, americanos e outros tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscando nos arquivos do esporte (google e wikipédia), encontramos dados sobre a chamada Geração de Prata. Time de Wilian, Renan, Montanaro, Bernard e um tal de Bernardinho. Essa geração chegou a jogar com o Maracanã lotado, é mole? Os caras eram bons, mas os outros eram melhores. Isso foi no tempo que tamanho era documento no vôlei. Apesar do carisma que essa seleção tinha, o máximo que conseguiu foi a medalha de prata nos jogos de Los Angeles em 1984.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seqüência, o Brasil teve uma seleção com um pouco menos distância de técnica das demais. José Roberto Guimarães, comandou o time que nos traria o primeiro ouro olímpico em esportes coletivos (nem o nosso futebol fez isso até os dias atuais). Marcelo Negrão, Giovane, Tande, Maurício e cia. Fizeram o país do futebol vibrar nas Olimpíadas de Barcelona. O Brasil sapecou a Holanda por três sets a zero, o último ponto foi um ace do Marcelo Negrão (que nem era escurinho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa era uma época para se gostar de vôlei, o torcedor brasileiro tinha a esperança de que nossos meninos de ouro, triunfassem num confronto com qualquer adversário. Mas ainda não éramos uma potência do vôlei mundial. Isso só viria acontecer com o time de Bernardinho. Que fez do Brasil mais do que uma potência do vôlei, transformou o Brasil na única potência. Isso mesmo, o vôlei brasileiro não quis apenas fazer parte do grupo de grandes seleções. Agora as demais seleções entram nas competições pensando em fazer uma final com o Brasil e com muito trabalho, sorte e todo tipo de ajuda quem sabe ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que nunca fui muito fã do vôlei, porque o Brasil nunca ganhava, agora acho esse jogo mais chato ainda porque o Brasil não tem adversário. Não sei mas os chiliques do Bernardinho, atrapalham até o adversário. Esse time não perde, se perde é quando não vale muita coisa. Como nos jogos em que os titulares são poupados e tals. Vôlei é um jogo muito chato, só tem graça nas olimpíadas. Mas com esse time do Bernardinho e seus chiliques, alguém duvida que é ouro na certa para o Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6727860671391912683?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6727860671391912683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6727860671391912683&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6727860671391912683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6727860671391912683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/07/alexandre-em-crise-vlei.html' title='Alexandre em crise: Vôlei'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-5122569648646447178</id><published>2008-07-22T11:00:00.001-03:00</published><updated>2008-07-22T11:00:39.484-03:00</updated><title type='text'>Maldita multipolaridade</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;A verdade é que a tentação de escrever já não é mais a mesma. Falta inspiração, transpiração, sei lá. Ou pode ser porque não ando dormindo direito. Os fatores são muitos, mas é tudo desculpa – a conseqüência é que é uma só.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Tinha dias que eu acordava com uma idéia mirabolante na cabeça, louco para botá-la no papel. Nos meus pensamentos, era tudo perfeito, digno de premiação em Pulitzer, Prêmio Esso e o escambau. Na hora escrever, nada saía como o previsto, nada saía como planejado. As palavras sumiam no infinito da imaginação. Só conseguia expressar o básico, transmitir a idéia, mas sem muito brilho. Agora nem isso mais funciona.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Reclamo dos elogios, mas tenho que admitir que eles fazem falta. Como já disse anteriormente, o único pagamento para um artista é a sua própria vaidade. Por mais humilde que alguém possa ser, as carícias feitas no ego são o que mais atrai nessas profssões de escritor e músico. Sim, eu só faço isso para aparecer e ser bajulado.&lt;br&gt; &lt;br&gt;A inspiração vai e volta. Já atravessei fases mais negras do que essa, quando nem a vontade de reclamar da situação eu tinha. Agora, ao menos, cá estou castigando vossos olhos com lamúrias de um ex-futuro gênio incompreendido. Não me resta sequer o suicídio, porque até para isso não me sinto completamente apto. Sou muito jovem; não para morrer, mas para ao menos saber como fazer isso. Não deviam exigir tanto dessa nossa juventude – é por isso que o Brasil não vai para frente.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Sendo este um fluxo de (in)consciência, devo procurar no âmago do meu ser uma explicação para tanto desleixo com os próprios hobbies. O cara largar emprego, a namorada e a casa da família vá lá, mas deixar de lado aquilo que é talvez sua única diversão chega a ser burrice. E repare que não falo de explicações físicas e afins: noites mal dormidas são apenas um catalisador dos problemas mais profundos. Temo que seja uma mudança estrutural do meu eu como pessoa. Traduzindo em termos da linguagem corrente, uma mudança de personalidade.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Há algum tempo eu pensava que tinha duas personalidades. Hoje vejo que não, que na verdade são muitas mais. Sou uma eterna mentira, me comportando de acordo com o ambiente. O problema é quando uma gama de atitudes – ou, melhor, uma personalidade – confunde ou se sobressai a outra. Troca-se toda uma forma de se viver. Como se ajustar a isso, nem Freud explica. &lt;br&gt; &lt;br&gt;Sou e ajo como os perfis de celulares. No trabalho, por exemplo, mudo(-me) para a opção office: toque para chamadas Nokia Tune, bluetooth ativado e aviso de mensagens do tipo "alert 1". E ai por diante. Na escola uso um alerta vibratório, no futebol toques no volume sete e em casa a função home, com opção de receber as chamadas do número fixo. Quando os papéis se invertem, tudo se confunde. Não escuto as ligações no futebol se o alerta estiver em vibrar nem consigo atender as chamadas do número de casa enquanto estou no trabalho. Além disso, pareço um bobo na escola com meu toque Nokia Tune.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Agora meu cérebro disse que devo apagar tudo isso e mandar todos às favos. Vou contrariá-lo, só desta vez. Teremos um final totalmente sem nexo, mas que ao menos dá uma idéia do que estou passando. Passar bem.&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-5122569648646447178?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/5122569648646447178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=5122569648646447178&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5122569648646447178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5122569648646447178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/07/maldita-multipolaridade.html' title='Maldita multipolaridade'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-1718451564611178613</id><published>2008-07-16T01:27:00.000-03:00</published><updated>2008-07-16T01:28:59.661-03:00</updated><title type='text'>Viva Midas</title><content type='html'>&lt;p&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu era pré-adolescente numa época em que o cenário da música mundial era dominado por boy-bands e pelas Spice Girls. E ser pré-adolescente já sabe: gostar ou não de determinada coisa molda seu caráter definitivamente, tanto internamente – até porque a pessoa já é consciente dos seus atos – quanto externamente, influenciado pelos amigos (especialmente por suas chacotas). No meu caso, então, era abominar Five, Backstreet Boys, Westlife e companhia e ser amigo dos “caras” ou gostar das boy-bands e ser chamado de bichinha pelos corredores da escola. Preferi abominar, claro.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Só que sempre fui um visionário, e como tal tive já naquela época a certeza de que o grupo N’Sync se sobressairia perante os outros. Não que eu gostasse dos caras ou das suas músicas (apesar de achar aquele lance da dancinha com as tevês genial), mas era visível que eles eram diferentes. As músicas aparentemente não eram tão bestas quanto a dos concorrentes e as coreografias eram bem mais elaboradas do que a maioria, o que querendo ou não chama mais a atenção da garotada. Além do mais, o N’Sync tinha algo que os meninos da rua de baixo não tinham: Justin Timberlake.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Aliás, revendo o que escrevi até aqui acho melhor retificar um ponto de vista: onde se lê “era visível que eles eram diferentes” substitua por “era visível que &lt;i style=""&gt;Justin Timberlake&lt;/i&gt; era diferente”, porque não tenho a mínima idéia do que aconteceu com os outros integrantes do N’Sync depois do seu esfacelamento. Aposto que nem a grande maioria das ex-fãs sabem.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não dá para usar o velho clichê “tudo o que ele toca vira ouro” com Justin Timberlake, mas só porque eu ainda estou aqui para provar o contrário. É que outro dia o cumprimentei efusivamente no aeroporto de Dubai e continuo escrevendo humildemente em blogs de alcance meramente nacional. Só o que ninguém jamais poderá negar que o cabra é mesmo uma máquina de fazer dinheiro. Até no Super Bowl ele cantou! Quem sabe o quanto de dinheiro que essa bendita final do Futebol Americano movimenta entenderá o que significa Justin Timberlake ter cantado lá. O cara realmente é um fenômeno.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E quero deixar bem claro que não gosto e nem nunca gostei das músicas do N’Sync ou do Justin Timberlake. Não é nenhum preconceito nem nada, apenas não gosto porque não escuto muitas músicas &lt;st1:personname productid="em inglês. Pode" st="on"&gt;em inglês. Pode&lt;/st1:PersonName&gt; até ser que ele seja bom, mas no meu iPod só toca música brasileira e instrumental. Enfim, não é bem esse o caso agora. Só estou aqui para pagar um pau nervoso para Justin Timberlake e chamá-lo de extraordinário. Tenho inveja de você, cara. É isso.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;div style="border-style: none none dotted; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext; border-width: medium medium 3pt; padding: 0cm 0cm 1pt;"&gt;    &lt;/div&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;Atendendo a pedidos, vou explicar o porquê de ter feito uma ode a Justin Timberlake sem qualquer motivo aparente. É que acabei de ler – e não importa muito onde – que a avó do cara está mexendo seus pauzinho para que o casamento dele saia de uma vez. Com quem? Jéssica Biel. Sim, afortunados leitores, a gracinha da Jéssica Biel. Posso estar um pouco atrasado com essa informação – e Zeus queira que esteja, pois não me orgulharia muito de ser o &lt;i&gt;expert &lt;/i&gt;em vida de famosos aqui –, mas que fiquei impressionado, fiquei. Depois de Alissa Milano, Cameron Diaz e Britney Spears (no seu auge, diga-se de passagem), o nosso herói está de caso com Jéssica Biel. Realmente é pra acabar. Só podia ser do Tennessee, o miserável.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-1718451564611178613?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/1718451564611178613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=1718451564611178613&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1718451564611178613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1718451564611178613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/07/viva-midas.html' title='Viva Midas'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-4890501758044097812</id><published>2008-07-08T09:32:00.002-03:00</published><updated>2008-07-08T09:35:03.909-03:00</updated><title type='text'>A jornada</title><content type='html'>Na longínqua Catulé dos Montes no interior do sertão nordestino, Lúcio queria saber o resultado da rodada. O problema é que ele mora numa região sem muitos vizinhos e sem energia elétrica. Apesar da dificuldade ele acompanha o campeonato, e por isso uma angústia maltratava o seu coração. Resolveu que iria até a vila mais próxima para saber dos resultados. Pegou o Billy, o jegue da família, e saiu em disparada ruma o vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era quase noite, e Lúcio sabia que era perigoso voltar para casa muito tarde. Ouvia-se muito falar de assaltos e crimes na estrada de terra batida. Muitos dos crimes aconteciam por maldade do jagunços das terras dos coronéis, que costumavam se divertir atirando nos desafortunados que por descuido cruzam o seu caminho. Mas Lúcio, cabra macho barbaridade, não quis saber e foi em busca do que queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo momento na caminhada, parou para dar água ao Billy, e fumar um cigarrinho de palha. Foi então que uma mulher o chamou pelo nome. Surpreso tentou ver quem era, mas não reconheceu. O jegue ficou assustado, Lúcio tentava acalmar o bicho. Mas o bicho mesmo era a mulher, que não tinha rosto. Era a visão mais estranha que viu em toda a vida. Isso que não acreditava em assombração e coisas do tipo. Sem perder tempo montou no animal e saiu em disparada, sem dar nenhuma olhada para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correu até o Billy ficar exausto. Seu coração estava disparado, mas já estavam na vila. Foi até a mercearia do seu Emanuel, sujeito acolhedor e bom de prosa, que já estava fechada, onde pediu água para ele e para o seu jegue. O dono da mercearia trouxe o que Lúcio pedira e perguntou se poderia ajudar em mais alguma coisa. - Quanto foi o jogo do Flamengo hoje?- perguntou Lúcio. O comerciante, com um sorriso de deboche, respondeu - o Flamengo não ganhou hoje não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcio, era a cara da frustração em pessoa , pensou na caminhada que fizera e no susto que tomou para no fim receber esta notícia de que o seu não venceu. Educado, agradeceu pela água e quando foi saindo, Seu Emanuel ofereceu um café. Lúcio aceitou e contou sobre a mulher sem rosto. O comerciante contou que essa mulher costuma aparecer e rouba a visão de quem chega muito perto. Mas Lúcio não ficou tão chateado com a história da mulher sem rosto, quanto com o Mais Querido não ter ganho o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o café foi se despedindo de Emanuel, que o interrompeu para dizer: - O Flamengo não ganhou hoje, porque ganhou do Náutico ontem a tarde. Era o que Lúcio precisava para voltar feliz da vida para Catulé dos Montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ps: Essa mulher sem rosto não tem relevância nenhuma, só queria falar do Flamengo líder do campeonato.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-4890501758044097812?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/4890501758044097812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=4890501758044097812&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4890501758044097812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4890501758044097812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/07/jornada.html' title='A jornada'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-8562927130527605197</id><published>2008-07-03T15:13:00.001-03:00</published><updated>2008-07-03T15:13:46.887-03:00</updated><title type='text'>A casa caiu</title><content type='html'>Pois bem, o castelinho de areia caiu. Por uma semana inteira, ouvimos o falastrão Renigth Gaúcho falando que o Fluminense era campeão, que a Libertadores estava no papo entre outras sandices típicas do treinador. Olha que gosto de fanfarronices futebolísticas, incomoda quem não torce para o time dele. Mas convenhamos, é muito bacana quando algum jogador, técnico ou dirigente do seu time esculacha o adversário antes de um clássico ou de uma decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém (ahhh porém), isso é uma faca de dois gumes. Ao passo que você faz uma graça para a sua torcida, está dando asa pra cobra do lado adversário. Pois o lado adversário pode tomar duas atitudes; ou entram na provocação e rebatem também com ironia e provocações, ou ignoram (aparentemente) fazem aquele discurso do “respeitamos o adversário e blábláblá” e internamente usam isso como motivação, que é onde mora o perigo. Confesso que o legal mesmo, é esculachar o adversário e ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na decisão da Libertadores 2008, o fanfarrão Renigth passou da conta. E como vovó já dizia “de galinha não faz mal a ninguém” e o Fluminense foi com tudo pra cima da valente Liga Desportiva Universitária (parece o Galvão falando) antes do jogo começar. E quando começou... TCHARAN... LDU sapecou 1x0 neles. Tudo bem o time do Renigth marcou três gols, o Thiago Neves (outro fanfarrão) jogou o fino da bola e tudo caminhava para a festa tricolor. Estava construído o castelo de areia. E a base deste castelo começou na virada de mesa em 1996, ou será que todo mundo esqueceu? Eu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi feita justiça, Cevallos o goleiro que inspirou pouca confiança nos que simpatizaram pela valente LDU, foi o herói da conquista equatoriana. Defendeu três cobranças de pênalti, não teve nenhuma cobrança para fora ou na trave. Cevallos defendeu mesmo! E ainda demonstrou malandragem, na cobrança do Thiago Neves, logo ele que barbarizou o jogo todo, tirando totalmente a concentração do meia de ligação (hehehe...) tricolor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já eram quase uma da madrugada e fui dormir satisfeito, pensei em tripudiar como fizeram quando o Mais Querido fez aquele papelão diante do América do México, mas achei melhor ficar no sapatinho. Pois assim amanhã ainda vou acordar líder do campeonato, enquanto outros acordarão de um pesadelo na lanterna e com a cabeça inchada. É a casa caiu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-8562927130527605197?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/8562927130527605197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=8562927130527605197&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8562927130527605197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8562927130527605197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/07/casa-caiu.html' title='A casa caiu'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-7009475457329335837</id><published>2008-07-03T01:12:00.000-03:00</published><updated>2008-07-03T01:13:54.419-03:00</updated><title type='text'>Hoje LDU é Brasil</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não fiquei completamente feliz, admito, mas como bom flamenguista jamais poderia ter torcido pelo Fluminense. Já fiz isso, mas as circunstâncias eram outras, completamente diferentes. Se no jogo de hoje ao invés de LDU o adversário fosse o São Paulo, eu seria Fluminense de carteirinha. Deu Equador e não Brasil, mas pelo menos serviu para o Renato Gaúcho baixar a cabeça e ficar pianinho no seu canto (além de não dar motivos para a torcida pó-de-arroz sair por aí comemorando, como se fosse um time grande).&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Sobre o jogo, não há muito o que falar. Fluminense jogou como time que precisava e queria vencer, enquanto a outra equipe estava em campo apenas como sparring de boxeador decadente. Mais uma vez reitero que Dario Conca é um excelente jogador, digno de botar no banco da seleção argentina até o mala do Riquelme, e que o coração valente Washington não serve nem de pino segurador de porta. Já a LDU, por sua vez, tem um guerreiro neanderthal chamado Guerrón que poderia facilmente participar daqueles campeonatos de homem mais forte do mundo, e com grandes chances de sair campeão.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ao Fluminense – e principalmente ao mala (outro?) do Renato Gaúcho – só resta agora lutar contra o rebaixamento no brasileirão e chorar a venda de seus dois craques Thiagos para o mercado europeu. E isso se Conca, Arouca e Junior César não forem vendidos também. Depois do que jogaram hoje não seria nenhum absurdo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim, meus parabéns à LDU, a Liga Dos Urubus. E Flu: menas, rapaziada. Menas, que Libertadores foi feita só para times grandes.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-7009475457329335837?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/7009475457329335837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=7009475457329335837&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7009475457329335837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7009475457329335837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/07/hoje-ldu-brasil.html' title='Hoje LDU é Brasil'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-8138652132193649087</id><published>2008-06-26T11:49:00.001-03:00</published><updated>2008-06-26T11:49:52.172-03:00</updated><title type='text'>É tudo verdade</title><content type='html'>Trecho do depoimento (fictício) que o ex-baixista Tales de Mileto (fictício), da banda Sonoma (fictício) , deu para o documentário (fictício) sobre os irmão Polaco e Marcelinho (fictícios), líderes da banda, mortos durante o combate entre policiais e manifestante pró-aborto na capital da Mauritânia, em setembro de 1976 (fictício).&lt;br&gt; &lt;br&gt;"Tinha outras coisas que os dois faziam bem. O teatro deles, por exemplo, era divertidíssimo. Aquilo que eles faziam com as mãos... que coisa magnífica! Cada um pegava uma bola e faziam-nas parecer flutuar. Seguravam na mão, na altura do peito, e de lá ela não saía, independente do movimento do corpo. Tinha um truque onde eles seguravam uma mesma bola, um pouco maior do que as outras, suspensa no ar. Aí, como se fosse um treinamento de boxe, socavam-na, mas sem deixá-la sair do lugar. Um era o &lt;i&gt;sparring&lt;/i&gt;, o outro o pugilista. Dois artistas, com certeza.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Mas não era disso que falávamos, era? A música, certo. Pois é, um melhor do que o outro. Aquele baixinho, o Polaco, quando pegava na guitarra parecia se elevar ao Olimpo, ao lado de Hendrix e companhia limitada. Ficava ele e só ele na sala, mesmo que auditório estivesse lotado até os lustres. Seus dedos pareciam se mover sozinhos, como que controlados por máquinas. Não erravam uma nota, aquelas mãos. E o outro, o mais novo, não se igualava a ninguém no batuque. Qualquer coisa para ele dava som. Caixinha de fósforo, balde de lixo, pote de plástico... tanto faz, tudo virava uma imensa bateria. Lembro-me de uma vez, quando estávamos no sul (não me recordo exatamente a cidade), e ele pegou um chapéu de um velho que estava na platéia. A princípio ninguém entendeu nada, mas logo perceberam que só os gênios conseguiriam nos proporcionar aquela magia: o chapéu era de um material duro, provavelmente xepa prensada, e então Marcelinho percebeu que devido ao seu tamanho ressoaria como um velho surdo indiano. Não haverá percussionista igual a ele, definitivamente. Jamais.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Na verdade eles tinham um grande problema, que com certeza atingia mais a nós do que a eles: eram muito diferentes na personalidade. Tornava-se insuportável qualquer turnê país afora. As discussões começavam ainda no palco, durante o show, quando um ou outro entrava errado na música, e se seguiam noite afora, atingindo os garçons, as mesas vizinhas e o escambau. Se um não gostava de Martini, por exemplo, não admitia que o outro tomasse. Alguma coisa de ciúme, proteção, sei lá. Mas no fundo se davam bem, a gente percebia. Era como se precisassem das discussões para conviver, para funcionar. Quando ficavam muito tempo afastados – e consequentemente sem discutir – não conseguiam criar nada de novo. As brigas lhes faziam ferver alguma coisa, elas lhes acendiam algum canto criativo no cérebro.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Quando o Marcelinho começou com esse negócio de fumar e tal a gente alertava: 'para com isso menino, fumar não vai levar você a lugar nenhum'. Mas sabe como são os jovens, né? Ele dizia que se sentia o próprio John Bonhan quando ficava de cabeça feita. Não vou mentir: de fato ele alcançava novas percepções depois de fumar unzinho. Mas os chapados são foda. Eles precisam fumar o tempo todo pra não ficarem com sono. E o cara na bateria não poderia dormir, claro. No final das contas, a banda toda ficava chapadona com os cigarrinhos dele".&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-8138652132193649087?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/8138652132193649087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=8138652132193649087&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8138652132193649087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8138652132193649087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/06/tudo-verdade.html' title='É tudo verdade'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-4277936580015408225</id><published>2008-06-19T08:31:00.002-03:00</published><updated>2008-06-19T08:41:34.896-03:00</updated><title type='text'>Vou estar sonhando</title><content type='html'>Os sonhos são uma ótima fonte de inspiração para nós, pseudo-cronistas. Diria que se o cão é o melhor amigo do homem, o sonho é o melhor amigo do pseudo-cronista. Principalmente quando falta assunto polêmico para suscitar polêmicas no espaço (buraco) nosso de cada dia. O problema é quando os sonhos insistem em ser recorrentes. Eu, por exemplo, tenho uma forte queda por atendentes de telemarketing. Ontem, mais uma vez, &lt;i&gt;estive sonhando&lt;/i&gt; com essas incríveis criaturas.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Não sei o que acontece. Volta e meia essas criaturas me atormentam durante o sono. Acho que desta vez foi porque estou na iminência – só não o fiz ainda por preguiça – de ligar para a TIM para reclamar de uma cobrança indevida e, claro, absurda na minha conta desse mês. Não quero nem ver quantas vezes elas vão &lt;i&gt;estar transferindo&lt;/i&gt; a minha ligação. Tudo por causa de um disque-sexo, que é &lt;b&gt;óbvio &lt;/b&gt;que eu não liguei (juro).&lt;br&gt; &lt;br&gt;Aí acordei pensando "caramba, to sem assunto e não posso escrever &lt;u&gt;de novo&lt;/u&gt; sobre telemarketing". Caros leitores, um alerta: buscar uma solução para uma enrascada dessas às 6h45 da manhã, um dia depois de um jogo pífio da seleção brasileira (mas que, como era contra a Argentina, vira sinônimo de churrasco), não é para qualquer um. Pensei, pensei, pensei e tudo o que consegui foi ficar mais irritado ainda com essas moçoilas.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Tá certo, é mentira. Minha reflexão me levou a pelo menos uma dúvida, o que já é grande coisa se levar em conta o horário nada favorável. É sempre bom lembrar que todo questionamento leva a uma pesquisa, e que essa pesquisa, por sua vez, produz um conhecimento científico. Não é para tanto, mas vamos à ela: o gerúndio existe na língua portuguesa e é perfeitamente aceito nos meios eruditos, certo? É uma forma verbal como qualquer outra, inclusive essencial em construções do tipo "olhe, seu filho está espancando o meu". O problema dele, do gerúndio, é que normalmente é usado de forma incomum por pessoas irritantes num momento em que a ira é algo mais do que natural para pelo menos um dos interlocutores (quando não ambos). Já falei disso por aqui, é o tal de traduzir a expressão em inglês &lt;i&gt;I will be transferring&lt;/i&gt; ao pé da letra. Vira &lt;i&gt;eu vou estar transferindo&lt;/i&gt;, claro.&lt;br&gt; &lt;br&gt;A grande questão. Vamos à ela, finalmente: será que não existe momento certo na língua portuguesa para usar a famigerada construção "verbo no infinitivo + verbo no gerúndio"?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Tem que haver, gente. Não é uma construção totalmente errada do ponto de vista gramatical – pode perguntar para o professor Pasquale Cipro Neto. É uma expressão comumente execrada porque é normalmente usada por pessoas chatas, feias, bobas e burras na hora menos bem-vinda possível, e, como se não bastasse, só e tão somente no lugar da linguagem direta (&lt;i&gt;vou estar transferindo&lt;/i&gt; ao invés de &lt;i&gt;vou transferir&lt;/i&gt;). Pensei, pensei, pensei e tudo o que consegui foi ficar mais irritado ainda com essas moçoilas.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Ok, mentira de novo. Achei uma situação, mas não garanto nem um pouco que ela esteja correta. Aliás, quem puder me corrigir que por favor o faça; não conseguirei dormir a noite com esse barulho saindo de trás do armário. Imagine a situação: dois amigos conversam sobre suas respectivas amantes, que por acaso são irmãs e moram juntas num &lt;i&gt;loft &lt;/i&gt;ao lado da praça Rui Barbosa (isso não ecziste; é só um fruto da minha imaginação). Um deles pergunta "ei, cara, vamos na casa das meninas hoje, às 18h30?" E o outro responde: "Não posso, nobre colega. A essa hora eu preciso &lt;i&gt;estar dirigindo&lt;/i&gt; até em casa senão minha mulher me mata. Ela já está desconfiada, sempre me liga para conferir se estou mesmo no trânsito. Vamos fazer como sempre, às 20h00, na hora da nossa 'aula de boliche'".&lt;br&gt; &lt;br&gt;A história foi mera ilustração, mas diga: está certo, não está?&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-4277936580015408225?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/4277936580015408225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=4277936580015408225&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4277936580015408225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4277936580015408225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/06/vou-estar-sonhando.html' title='Vou estar sonhando'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-9141482789670148538</id><published>2008-06-13T17:59:00.001-03:00</published><updated>2008-06-13T17:59:45.227-03:00</updated><title type='text'>Laranja mecânica</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vou manda um e-mail para o setor de comunicação da UEFA e pedir um teipe do jogo de hoje entre Holanda e França, pela Eurocopa. Vou mostrá-lo, principalmente o segundo tempo, para todas as pessoas envolvidas com futebol no Brasil, do roupeiro ao ponta-esquerda, do empresário ao garoto da água, do torcedor ao gandula, mas, acima de tudo, aos técnicos. Aquilo foi uma demonstração perfeita do que é futebol. Com romantismo e muita categoria.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O primeiro tempo acabou em um a zero para os holandeses. Até aí, tudo bem. Na volta do intervalo, a França foi com tudo para cima e envolveu a defesa laranja como o Sport fez com o Corinthians na quarta-feira. O que fez, então, Van Basten, o técnico da Holanda? Sacou um meia que estava um pouco sumido e colocou... um atacante! Foi a maior mostra de inteligência e visão de jogo que vi nos últimos tempos, e seguindo a velha (e ótima) máxima de que o ataque é a melhor defesa. Resultado: dois minutos depois da substituição, &lt;st1:metricconverter productid="2 a" st="on"&gt;2 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 0 Holanda, gol de Van Persie, o cara que tinha acabado de entrar.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;É a consagração do futebol-arte, do futebol verdadeiro. Se fosse no Brasil, num jogo qualquer de 2ª rodada de campeonato regional, o &lt;i style=""&gt;scout&lt;/i&gt; tiraria o atacante para reforçar a defesa. Mais um zagueiro ou um volante, tanto faz. Lá não. Holanda e França, clássico do futebol mundial, pela Eurocopa (que, dizem, é uma Copa do Mundo sem Brasil e Argentina) e o técnico subjuga a zaga para atacar mais.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Depois do gol, o jogo ficou mais aberto. Mais França no ataque, outro lance genial do técnico Marco Van Basten: tirou mais um meia e colocou outro atacante. Parecia loucura, mas deu resultado. Os franceses até fizeram um, com Henry, mas um minuto depois veio o terceiro da Holanda. Futebol é isso, é raça, é ataque. Um jogo jamais está ganho – ou perdido. A França lutou até o fim, até os 47 do segundo tempo, quando um golaço do Robben credenciou a Holanda como favorita pelo título. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Foi o tipo de jogo em que o time que ganhou mereceu ganhar, mas o time que perdeu não mereceu perder. Simplesmente lindo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não sei como estão dispostas as chaves para a fase final da Euro, mas se tudo correr bem teremos uma final entre Portugal e Holanda. Justamente os dois times que priorizam o ataque, mesmo que degringolando a defesa.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;P.S.: Não entendo o termo “Holanda” em inglês. Às vezes é &lt;i style=""&gt;Holland&lt;/i&gt;, às vezes é &lt;i style=""&gt;Netherlands&lt;/i&gt;. Só que “holandês”, em inglês, é &lt;i style=""&gt;dutch&lt;/i&gt;. Vai saber o que se passa nessas cabeças imperialistas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-9141482789670148538?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/9141482789670148538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=9141482789670148538&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/9141482789670148538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/9141482789670148538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/06/laranja-mecnica.html' title='Laranja mecânica'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-1657817632674341610</id><published>2008-06-05T08:41:00.001-03:00</published><updated>2008-06-05T08:41:52.461-03:00</updated><title type='text'>Gravidez precoce</title><content type='html'>Aproveitou o fuzuê que estava acontecendo na sala para dar a notícia:&lt;br&gt;&lt;br&gt;- Pai, estou grávida!&lt;br&gt;&lt;br&gt;Imediatamente, como num passe de mágica, os pratos pararam de voar e os palavrões cessaram. No ar, somente as penas do travesseiro que ainda caíam. A menina estava parada à porta, com as mãos nos bolsos da blusa e olhar atento. A mãe, ainda enrubescida de raiva, soltou um gritinho de susto e deixou um vaso, que logo serviria como arma, cair. O pai – esse não se agüentou:&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Pense bem no que você está falando, Marina.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ela sabia o que aquilo queria dizer. Tinha no pai a figura de herói, o mocinho dos filmes de faroeste, mas sabia que deixá-lo bravo era a última coisa que alguém poderia desejar. Tinha imaginado como contar a gravidez à família durante os últimos dois meses, porém sempre desistia no último instante. Desta vez, não: pensou que, se os pais não estivessem com toda a atenção voltada a ela, o impacto da notícia seria menor. Ledo engano.&lt;br&gt; &lt;br&gt;- M-mas pai...&lt;br&gt;&lt;br&gt;- Não me venha com mas, menina. Isso que você está falando é muito sério. Tem certeza de que está grávida? – cortou ele, e Marina sabia que aquele tom manso no fundo escondia profunda irritação.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Ela estacou. Lembrou-se de quando falou ao pai que tinha reprovado de ano na escola. O velho ficou com tanta raiva que a castigou sistematicamente durante dois anos, até que Marina se tornou a melhor aluna da escola. O que viria agora? Tomaria-lhe o filho até que aprendesse que para ser mãe era preciso pelo menos experiência de vida, coisa que aos 17 anos quase ninguém tem? Marina fitava o pai com os olhos cheios de lágrimas.&amp;nbsp; Ele tremia, com os punhos cerrados e a testa enrugada, suando.&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Vamos lá, responda! – disse ele, sem piscar.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Marina, a essa hora, teve medo. A cara do pai era de psicopata. Imaginou-se prontamente sendo esquartejada no porão da casa, e o seu filho, retirado do útero com o tanto de vida que tivesse, descendo ao esgoto junto com a água da privada. Olhou para a mãe como que suplicando ajuda e viu a velha chorando. Depois disso não conseguiu mais se segurar e deixou uma lágrima escorrer-lhe o rosto.&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Pai, fica calmo, por favor! &lt;br&gt;&lt;br&gt;- Eu estou calmo, Marina. Só quero que você responda: tem certeza de que está grávida? – respondeu o velho, sem sair da posição que estava desde que Marina entrou em casa.&lt;br&gt;&lt;br&gt; Ela, então, desabou. Desmaiou por causa do desespero que o medo lhe causara. Ainda sentiu bater as costas no trinco da porta durante a queda, mas antes de chegar ao chão o mundo já lhe parecia escuro. Acordou horas depois, no hospital, e logo que abriu os olhos viu o rosto do pai suando a sua frente&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Você estava certa, Marina – disse-lhe ele. – Pedi para o médico fazer os exames e você está mesmo grávida.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Sem entender direito o que estava acontecendo e muito menos onde estava, a menina, aflita, respondeu:&lt;br&gt; &lt;br&gt;- O que você vai fazer, pai?&lt;br&gt;&lt;br&gt;- Como assim o que vou fazer? O que mais se há para fazer numa situação dessas?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Então o velho saiu a andar pelo consultório. Falava coisas do tipo "você não tem idéia do que isso significa" ou "quer que eu pense o que da minha filha ter um filho?", e a cada frase Marina se desesperava. Tentava se mexer para arrumar proteção, mas estava muito fraca por causa dos remédios e dos exames. Quando ameaçava desmaiar outra vez, o pai completou:&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Chamei toda a família. Vamos fazer uma festa de arromba hoje à noite, lá em casa. Precisamos comemorar! Meu primeiro neto... Quanta alegria, quanto orgulho!&lt;br&gt;&lt;br&gt;E beijou Marina como nunca fizera antes.Nas bochechas, na testa, no nariz. O amor irradiava dos seus olhos, das suas palavras. Reconciliou-se com a mulher e saiu pelo hospital , saltitante. E abraçava todo mundo:&lt;br&gt; &lt;br&gt;- Meu neto! Eu vou ter um neto! Sou o homem mais feliz do mundo...&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-1657817632674341610?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/1657817632674341610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=1657817632674341610&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1657817632674341610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1657817632674341610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/06/gravidez-precoce.html' title='Gravidez precoce'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-5148005717258611230</id><published>2008-06-05T00:35:00.001-03:00</published><updated>2008-06-05T00:35:54.550-03:00</updated><title type='text'>A torcida sempre decide</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Assisti ao jogo entre Boca Juniors e Fluminense por puro amor ao esporte. Gosto tanto de futebol que já vi até partida da segunda divisão do campeonato paulista de futebol society – imagina se perderia uma semifinal de Libertadores?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Fui um espectador decididamente técnico. Observei cada lance sem paixão alguma, apenas analisando os acontecimentos. Afinal de contas, para mim nem haveria para quem torcer sem cometer uma heresia: de um lado o Boca, que há 42 anos não era eliminado por um time brasileiro da Libertadores (além de ser da Argentina); do outro o Flu, que dispensa apresentações (sou Flamengo, mermão!). Mas esse jogo tinha algo especial. Uma coisa que me faz esquecer de tudo e de todos e apenas observar o espetáculo, mesmo que no campo esteja o meu rubro-negro: a torcida.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não há nada mais lindo no mundo do que um estádio lotado. Já devo ter escrito isso outras vezes, mas não me canso de repetir. Não me interessa se é o Maracanã com 84 mil espectadores ou a Arena da Baixada com seus 17. O que importa é que não haja espaço em branco e nem gente calada. Tem que ter o tempo todo gritos, fogos, bandeiras, fantasias... O futebol é tão mais lindo quando mais animada está a torcia. E ontem, convenhamos, a torcida do Fluminense deu show. A multidão foi quem levou o time nas costas.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Deu gosto de ver o Fernando Henrique fazendo milagres à &lt;st1:personname productid="la Brunão. Melhor" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="la Brunão." st="on"&gt;la Brunão.&lt;/st1:PersonName&gt; Melhor&lt;/st1:PersonName&gt; ainda admirar a habilidade do Conca e a classe do Tiago Neves. E o que falar da vontade daquele zagueiro, o tal Thiago? Eles não jogam assim. Quem vê futebol, quem acompanha e gosta, sabe que eles não são tudo isso. Ou melhor: poderiam até ser, mas estádio lotado é produto raro no Brasil. Foi a magia das arquibancadas que lhes deu forças. Experimente ver Fluminense e Palmeiras daqui a algumas semanas e tire suas próprias conclusões. Se a arquibancada estiver vazia, o Arouca não vai conseguir marcar nem o poste-matador Alex Mineiro, quanto mais o craque Valdívia. Ontem ele anulou nada mais nada menos que Juan Román Riquelme, o craque da camisa número 10.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O sono já bate à porta, mas não posso me deitar sem comentar sobre o personagem da noite. Todo mundo já vai saber quem é – se é que já não sabe – quando ler este texto. Ele será matéria de “boa tarde” do Globo Esporte, estará na capa de todos os jornais do Brasil e na Placar do mês, irá ao Bate-Bola, ao Bem Amigos e ao Rock Gol de Domingo e, se duvidar, consegue um contratinho milionário num clube qualquer das arábias (é, porque com 34 anos ninguém da Europa vai querer contratá-lo).&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não é para menos: Dodô foi magistral. Entrou para decidir o jogo. Na primeira bola que tocou, sofreu a falta que resultou no primeiro gol. Na segunda, puxou um contra-ataque onde saiu a virada. Na terceira, perdeu de marcar depois de ter roubado uma bola no meio de campo. A quarta... Ok, chega, chega. Agora só importa mesmo dizer que ele ainda fez mais duas boas jogadas e foi merecidamente premiado no fim da partida com um gol que levou o Maraca abaixo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Enfim, vendo o jogo como estudioso do esporte, foi mais uma daquelas partidas memoráveis, que dá vontade de mandar gravar &lt;st1:personname productid="em fita VHS" st="on"&gt;em fita VHS&lt;/st1:PersonName&gt; para mostrar para a criançada daqui a vinte anos. Já vendo com a paixão de torcedor que sou, só resta dormir com a dor de cabeça de quem tem certeza que estaria lá se não fosse um atacante gorduchito de um tal América do México.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Só que ruim mesmo vai ser agüentar o Renato Gaúcho dando entrevistas (de óculos escuros, claro) dizendo que é um dos melhores treinadores do Brasil. Ah, vá te catar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-5148005717258611230?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/5148005717258611230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=5148005717258611230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5148005717258611230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5148005717258611230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/06/torcida-sempre-decide.html' title='A torcida sempre decide'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-8017571280570114715</id><published>2008-06-03T14:26:00.001-03:00</published><updated>2008-06-03T14:28:05.495-03:00</updated><title type='text'>Malandro-agulha</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tinha um garoto lá na rua onde eu cresci que adorava se dar bem &lt;st1:personname productid="em tudo. Bem" st="on"&gt;em tudo. Bem&lt;/st1:PersonName&gt;, tá certo que todo mundo adora, mas ele era demais. Ele era capaz de fingir ser o melhor amigo do craque da rua só para ficar no time mais forte das peladas vespertinas. Para se ter uma idéia, quem jogava bulica contra ele não podia vacilar por um segundo que a bolinha sumia para jamais reaparecer. Anos depois ele contou que o seu kichute tinha um estratégico furo propositalmente feito na sola onde cabia apenas uma bolinha de gude, e nada além disso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Falando assim dá a impressão de que esse meu amigo era o verdadeiro malandro, mas não. Devo alertar que ele não era um malandro qualquer. Tinha um grau de malandragem em tal nível que o diferenciava dos outros malandros. Sim, porque ser malandro demais às vezes atrapalha. Ele era malandro o suficiente para ser chamado apenas de esperto, e não de malandro completo. Desde pequeno ele tinha a sapiência de usar sua malandragem apenas nos momentos em que aquilo lhe favoreceria e, principalmente, onde a malandragem não tinha como ser descoberta. E mesmo que fosse, que não pudesse ser usada contra ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Como todo mundo, malandro ou não, meu amigo cresceu. E foi na adolescência que criou uma técnica de malandragem infalível: não contar nada para ninguém. E olha que quando eu falo ninguém, é ninguém ninguém mesmo. Ele não tinha confidente, não se abria com o pai e não se confessava com o padre. Tudo o que fazia, guardava para si. Pegava todas as menininhas, comprometidas ou não, e não saía por aí se gabando. Aos 15 já ganhava seu próprio dinheiro – lícito – e ninguém sabia como. Só descobriram que ele aprendera a tocar violão quando teve um concurso de talentos na escola onde ele, como todo bom malandro, fez de tudo para ganhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E assim os anos foram se passando. A galera crescendo e ele lá, cada vez mais querido por todos mas com um monte de interrogações acerca da sua vida. Ninguém sabia, por exemplo, o que ele estava fazendo quando sumia ao entardecer de toda segunda-feira – nem a sua mãe. Então, como não poderia deixar de ser, iniciaram-se as especulações: "fulano está se drogando", "está se prostituindo", "vi fulano comprando crack no pé do morro outro dia". Da noite para o dia resolveram que era preciso interná-lo numa clínica de reabilitação. Não restava mais dúvidas. Alguém que some sistematicamente sem que ninguém saiba para onde ele vai, só pode estar usando drogas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O rapaz, claro, se revoltou. No dia em que os "doutores" da clínica foram buscá-lo, dava para ouvir seus gritos a pelo menos duas quadras de distância. Só que a birra durou pouco. Malandro que era, deixou-se levar manso como um leão sedado de morfina. Não devia nada a ninguém, não tinha matado nem cachorro a grito e, acima de tudo, não usava drogas. Ficaria na tal clínica só durante o tempo que precisariam para constatar que ele estava "limpo", fosse isso um dia ou um mês. Pegou alguns livros, uma trouxinha de roupa, seu violão e foi. Andou até o camburão sem precisar ser empurrado e, ao entrar, lançou um olhar à vila que misturava desapontamento e tristeza. Alguns ali nunca mais tornariam a vê-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O resto da história é meio obscuro. Depois daquele dia, ninguém mais na vila tinha notícias comprovadas sobre seu paradeiro. Uma de suas namoradinhas, a Aninha da rua de baixo, foi até a clínica após uns dias para tentar descobrir o que havia acontecido. Voltou dizendo que os médicos o liberaram dois dias depois de o terem levado por não constatarem qualquer resquício de droga no seu sangue. Reza a lenda que ele aproveitou que tinha umas mudas de roupa na mochila e se mudou para o Rio de Janeiro. Ele, o malandro, e seus únicos confidentes: uma dúzia de livros e um violão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Por que escrevi isso? Sei não, acho que ando vendo coisas. Alucinações, quem sabe. É que outro dia estava zapeando os canais da minha televisão – o que é muito raro porque odeio essa mídia burra – e tive a impressão de tê-lo visto. Sim, meu amigo, o malandro. Ele estava lá, firme e forte, talvez até bonito (não entendo da beleza masculina), sendo entrevistado por um apresentador qualquer. Não era o Gugu; meu amigo não estava querendo rever a família deixada para trás. Ele estava de fraque, sentado num piano, com uma foto de Viena ao fundo. Era a estrela da noite. Acabara de tocar 12 variações da Eroica, de Beethoven. Posso estar enganado, mas no fundo tenho certeza que era ele, o malandro, meu amigo internado por uso de drogas.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A única droga em que ele era viciado é a mesma que me tem tirado o sono: a música.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-8017571280570114715?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/8017571280570114715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=8017571280570114715&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8017571280570114715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8017571280570114715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/06/malandro-agulha.html' title='Malandro-agulha'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-1971834562067770772</id><published>2008-05-29T09:45:00.000-03:00</published><updated>2008-05-29T16:06:51.677-03:00</updated><title type='text'>Ilusão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;"Pessoal, vocês precisam parar com essa ilusão e abraçar a fé. Só ela traz a cura que vocês precisam."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do advogado Matheus Sathler, que se apresentou como representante da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional, durante a votação no STF sobre as pesquisas com células-tronco -- para ativistas cadeirantes, diga-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é tudo por hoje. Sinto-me extremamente iludido para escrever sobre qualquer outra coisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Update&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da &lt;b&gt;Gazeta do Povo&lt;/b&gt;, página 4:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Francisco Roques Martins e Ubiraci dos Santos dividiram R$ 15 de gasolina para percorrer os &lt;st1:metricconverter productid="25 quilômetros" st="on"&gt;25  quilômetros&lt;/st1:metricconverter&gt; do trajeto entre a cidade-satélite do Gama até a Praça dos Três Poderes. Os dois perderam a capacidade de andar após acidentes de carro e vêem as células-tronco como chance de resolver o problema. Os amigos conversam durante uma pausa na sessão, pela manhã, quando foram interrompidos pelo advogado Matheus Sathler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Pessoal, vocês precisam parar com essa ilusão e abraçar a fé. Só ela traz a cura que vocês precisam', disse Sathler, que se apresentou como representante da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional. Em seguida, &lt;u&gt;o advogado ofereceu dinheiro para que os dois conhecessem uma sede da Igreja Internacional da Graça de Deus&lt;/u&gt;. 'Só ofereci como maneira de ajuda, não queria comprar ninguém'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos recusaram. 'Não é uma questão de ser desta ou daquela religião. Não há argumento que possa me convencer de que um embrião descartado, da grossura de um fio de cabelo, vale mais do que nós, vivos e sofrendo em cadeiras-de-rodas', retrucou Carvalho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por módicos um milhão de reais (em barras de ouro, que valem mais do que dinheiro, ôi), eu não só conheceria uma sede da Igreja Internacional da Graça de Deus como viraria pastor e pregaria o fim dos estudos com células-tronco embrionárias.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-1971834562067770772?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/1971834562067770772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=1971834562067770772&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1971834562067770772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1971834562067770772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/05/iluso_3534.html' title='Ilusão'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-3038390211502189972</id><published>2008-05-20T08:26:00.001-03:00</published><updated>2008-05-20T08:26:57.810-03:00</updated><title type='text'>Zero a zero: o placar humilhante</title><content type='html'>Não falei de futebol essa semana ainda, né? Pois é, o problema é que não tem nem o que falar. O jogo que assisti no domingo foi Grêmio e Flamengo, cujo placar foi um humilhante zero a zero.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Um zero a zero é vergonhoso para os jogadores dos dois times, para suas respectivas comissões técnicas e – por que não? – até para a estrutura física dos clubes, incluídas, aí, suas sedes sociais e campestres. O zero a zero é um resultado imoral para a entidade Futebol e humilhante para quem paga ingresso mor de ir ao estádio e não pode tomar nem uma cervejinha. Noventa minutos de bola rolando, onze jogadores de cada lado, dois gols de 7,3m por 2,4m (quase 18m² de buraco para pôr a bola!) e ninguém consegue marcar? Zero a zero é um resultado para todos saírem do estádio de cabeça baixa, com vergonha de si próprio e pena do Blatter.&lt;br&gt; &lt;br&gt;No Globo Esporte de ontem o apresentador fez a chamada da reportagem sobre a partida com a pergunta "zero a zero no placar é sinônimo de jogo chato? Nem sempre". Coitadinho do Tino Marcos. Ele disse que o Grêmio e Flamengo não foi um jogo maçante porque as duas equipes buscaram o gol, fizeram uma partida movimentadíssima e o escambau, e que se não fosse nosso goleiro Bruno (que ninguém mais duvida que seja o melhor do Brasil) o Grêmio tinha massacrado por pelo menos três a zero. Não duvido, mas juro que acharia melhor perder de três do que assistir a uma partida sem gols. Perder de três pelo menos dá repercussão.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Antes do jogo começar, meu camarada Gaúcho (todo gaúcho que vive fora do Rio Grande do Sul tem o apelido de Gaúcho) me ligou para fazer aquela saudável provocação entre torcedores. Ele disse "bah, guri, hoje tu vai ver quem é que manda aqui. Da última vez que eu fui no Olímpico – não sei se tu te lembras – o Grêmio botou três a zero no Flamenguinho. Foi trilegal". Devolvi-o alguma outra constatação histórica favorável ao Mengão e então combinamos de nos falar ao fim da partida. Com um zero a zero no placar você acha que tivemos coragem de nos ligar? Ao apito do juiz, o Gaúcho deve ter ficado como eu, encostado num canto qualquer da casa, olhando para o infinito, resignado, com a aquele sorriso meio amarelo de quem está extremamente envergonhado por alguma coisa que aconteceu.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Após alguma horas, talvez curado de toda a timidez pós-zero-a-zero, ele me deixou um recado no Orkut (note que ainda assim não teve coragem de falar pelo telefone): "Só digo uma coisa... Que goleiro filho da p*** esse teu". &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-3038390211502189972?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/3038390211502189972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=3038390211502189972&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3038390211502189972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3038390211502189972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/05/zero-zero-o-placar-humilhante.html' title='Zero a zero: o placar humilhante'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-194765255143521075</id><published>2008-05-19T08:21:00.001-03:00</published><updated>2008-05-19T08:21:32.900-03:00</updated><title type='text'>Dama de vemelho</title><content type='html'>Estava num canto, encostado na parede e segurando um copo de whisky. Os ombros meio curvos e a cabeça ligeiramente inclinada para frente não eram nada animadores. Nem parecia que estava numa festa. Um amigo, o anfitrião, já havia desistido de chamá-lo para a pista de dança. Fora uma semana difícil, aquela, para ele, e ver os amigos rindo e se divertindo lhe parecia muito injusto. Só conseguia pensar nos problemas, nos compromissos, nas responsabilidades.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Subitamente, o salão lhe pareceu iluminado. Pela porta entrara uma moça de negros cabelos lisos, lábio finos e delicados, olhos fulminantes de quem sabe o que quer e um corpo que parecia ter sido esculpido dentro daquele vestido vermelho. E ela entrou olhando para ele. O rapaz logo se animou; tomou o whisky de um gole só e se dirigiu a uma cadeira vazia para pendurar seu paletó. Sem tirar os olhos da moça, pôs-se a dançar. Tão logo os amigos o viram requebrando no canto do salão, arrastaram-no para o meio da pista, longe dos olhares furtivos da dama de vermelho.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Bailaram até o amanhecer. Ele buscava a todo instante com os olhos a moça que lhe devolvera a alegria, sem sucesso. Ela parecia ter surgido na festa somente para recuperá-lo das trevas. De fato, conseguira: ele dançou a noite toda, todos os ritmos e com toda mulher que lhe cruzou a frente, como todos estavam acostumados. Só lamentou o fato de não poder rever sua musa. Ao final da festa, perguntava a todos se alguém tinha visto a garota. Ninguém vira.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Ficou arrasado. Aquela era a mulher da sua vida e jamais tornaria a vê-la. Na verdade, já nem tinha certeza se ela era de verdade. Podia ter sido apenas um fruto da sua imaginação. Voltou para casa, voltou à vida, aos problemas, às responsabilidades; e ela sempre lá, a iluminar seus pensamentos quando tudo parecia perdido. A dama de vermelho, um anjo que lhe surgiu num momento de fraqueza.&lt;br&gt; &lt;br&gt;(Reza a lenda que alguns dias depois, quando ele tornou a vestir aquele paletó, havia no bolso um papel com um nome de mulher escrito e um número de telefone. Mas isso são apenas boatos; jamais saberemos a verdade)&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-194765255143521075?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/194765255143521075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=194765255143521075&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/194765255143521075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/194765255143521075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/05/dama-de-vemelho.html' title='Dama de vemelho'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-5944779274765391076</id><published>2008-05-15T08:06:00.001-03:00</published><updated>2008-05-15T08:06:21.592-03:00</updated><title type='text'>Eu odeio o São Paulo</title><content type='html'>Ontem cheguei a uma conclusão que, se não for chocante, é pelo menos decisiva: eu odeio o time do São Paulo. Podem chamar de inveja, ciúme ou o que for; nem eu sei porque odeio o São Paulo Futebol Clube, portanto nada de que vocês me acusarem afetará meu ego. Sei lá... O São Paulo um time mesquinho, cheio de artimanhas e ganancioso no mal sentido (tipo vilão de novela, que é capaz de sabotar o carro do próprio pai para assumir o comando da empresa). Na verdade nem sei se existe ganancioso no bom sentido, mas que o SPFC é ganancioso no mal sentido, isso é.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Não cheguei a essa conclusão por acaso. Foi ontem, durante o jogo entre São Paulo e Fluminense. Mais exatamente aos 30 minutos do primeiro tempo. O SPFC ganhava por um a zero, gol do &lt;i&gt;nosso &lt;/i&gt;imperador, e o Flu estava no ataque, pressionando. Quando dei por mim, estava secretamente torcendo para que um chute do Arouca entrasse gloriosamente no ângulo esquerdo do goleiro adversário. Não por causa dele e muito menos pelo time das Laranjeiras, mas porque queria mesmo era que o São Paulo se estropiasse. &lt;br&gt; &lt;br&gt;Será que dá para perceber o dilema? Oras, sou Flamengo até debaixo d'água. Defendo o Fla como time mais lindo do mundo até mesmo no centro de São Januário, com milhares de vascaínos armados de pedras e tacapes ao meu redor. E o Flu também é nosso adversário; se não o mais constante e combativo, pelo menos o mais histórico. Com ele fazemos o Fla-Flu: precisa dizer mais?&lt;br&gt; &lt;br&gt;Enfim, ontem torci para um gol do Flu. Torci para uma vitória do Fluminense. Uma vitória daquelas de encher os olhos de quem assiste e de calar um estádio lotado. Uma virada esplêndida, com direito a gol de bicicleta do Dodô e um frango do Rogério Ceni. E por quê? Porque o São Paulo é ridículo. O São Paulo Futebol Clube é o time mais feio, bobo e burro do futebol mundial. Quero mais é que eles se explodam!&lt;br&gt; &lt;br&gt;Não me pergunte por quê: eu odeio o São Paulo.&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-5944779274765391076?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/5944779274765391076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=5944779274765391076&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5944779274765391076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5944779274765391076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/05/eu-odeio-o-so-paulo.html' title='Eu odeio o São Paulo'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-8576177034021395257</id><published>2008-05-14T11:19:00.001-03:00</published><updated>2008-05-14T11:19:28.311-03:00</updated><title type='text'>Se-pa-re</title><content type='html'>Existem coisas que acontecem diariamente e são tão absurdas que quando as presenciamos não sabemos exatamente como pensar. Os sentimentos normalmente duelam entre a vontade de rir e a de chorar, com algumas variações socialmente aceitas. Acontece assim: você está andando calmamente e de repente vê a cena; uma cena qualquer, normalmente absurda, mas que no fundo você sabe que acontece o tempo todo. Aí abaixa a cabeça e a balança e um lado para o outro, como quem faz "não", num gesto claro de indignação. Então, finalmente, percebe que a sua boca está se contraindo até formar aquele esboço de sorriso, onde só aparece um lado da arcada dentária, geralmente o mais amarelo. No íntimo do ser, no ID de Freud, a confusão está instalada: enquanto sua consciência "anjinho" quer se indignar, a consciência "capetinha" quer rolar no chão de tanto rir.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Um exemplo claro disso tudo aconteceu hoje comigo. Cheguei no trabalho bem cedo e, como de praxe, cumprimentando todo mundo. Bom dia para um, abraço no outro, conta uma piada daqui, fala do tempo dali... Aquela festa de sempre. Mas e aí fui jogar fora o papel da bala que ganhei da D. Gilda e aquilo que incomodaria até político corrupto aconteceu. Na hora eu ri e me indignei da mesma forma explicada anteriormente, mas ainda não havia captado a profundidade da coisa. Eis o fato: uma moça da limpeza (não sei o nome, me desculpem) estava esvaziando os latões de lixo e jogando tudo no mesmo saco. Não eram vários latões de lixo "geral" espalhados pelo pátio; era uma única estrutura com vários buracos para separar o lixo reciclável. Azul para papel, vermelho para plásticos, amarelo para latas, etc. Ela estava abrindo recipiente por recipiente e jogando tudo num mesmo saco preto – que certamente seria amarrado e colocado na calçada para o caminhão de lixo (aquele lixo, que inclui desde caixa de leite e casca de banana estragada até papel higiênico e pilhas alcalinas) levar para o já saturado aterro da Caximba.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Essa situação leva a duas conclusões, ambas revoltantes: ou a moça que fazia a limpeza não considera a reciclagem algo relevante (e isso me faz pensar "que equipe de limpeza é essa?"); ou ela parte da premissa que as pessoas não levam em consideração as cores das latas e que jogam qualquer coisa em qualquer lugar (o que seria muito mais periclitante devido a sua abrangência). De qualquer forma, nenhuma das duas conclusões exime a moça da limpeza de qualquer culpa. No primeiro caso, foi uma decisão dela e somente dela, mesmo que isso atinja de certa forma todo o mundo. No segundo caso, ela faz um juízo de valor de toda a sociedade, e juízo de valor é algo totalmente pessoal, portanto também decisão dela. Importante: consideremos, aqui, "ela" e "moça da limpeza" como a personificação de toda a equipe de limpeza, pois a moça que efetivamente retirava o lixo de seus latões podia simplesmente estar cumprindo ordens de uma chefe e não agindo segundo seus próprios ideais.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Particularmente acho importante a coleta seletiva do lixo, apesar de não saber o que acontece com ele depois os ponho para o caminhão pegar. É o que de mais simples podemos fazer para ajudar o meio ambiente e prevenir o tal aquecimento global. Não cansa, não dói e não te atrasa para o jogo de boliche. Basta pegar o que é papel e por no balde de tampa azul. Simples assim. E se é tão fácil, porque as pessoas não o fazem regularmente? Pior: aqueles que fazem, e são poucos, vêem seu parco esforço indo por água abaixo por causa de uma moça que não considera isso importante (não esquecer que ela é apenas uma personificação). Até duvido que a lata de tampa vermelha tivesse somente plásticos e a marrom baterias de celular – a grande parte das pessoas infelizmente não considera que seu lixo individual irá afetar o meio ambiente do planeta inteiro – mas o que é que custa acreditar que a sociedade é perfeita? O mundo é bom, até que me prove o contrário. Ele até que tenta, mas eu sou teimoso e custo a acreditar. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-8576177034021395257?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/8576177034021395257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=8576177034021395257&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8576177034021395257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8576177034021395257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/05/se-pa-re.html' title='Se-pa-re'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-9049314467290964315</id><published>2008-05-08T12:04:00.001-03:00</published><updated>2008-05-08T12:04:08.201-03:00</updated><title type='text'>Caráter</title><content type='html'>Entende-se por mau caráter o sujeito que se aproveita da bondade alheia para se dar bem. Mas aquele que atropela a passionalidade e a boa vontade dos outros e se dá MAL? Chamo isso de falta de caráter (e considero muito pior do que mau-caratismo).&lt;br&gt; &lt;br&gt;A pessoa sem caráter não consegue se impor, nem para o lado do bem e muito menos para o lado do mau. É completamente dominada por qualquer um que apresente um pouco mais de gana, um tiquinho só de vontade a mais de vencer e se dar bem. Durante um tornado, a pessoa sem caráter é a primeira a sair rodopiando pelos ares, junto com a vaca, a casa de madeira – que surpreendentemente voa inteira, sem quebrar – e o sedã vermelho.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Porém a falta de caráter, ao contrário do mau-caratismo, é mais um estado de espírito do que uma característica própria do indivíduo. Explico: não se é sem caráter o tempo todo. Perde-se o caráter de forma temporária, como se perde a alegria em épocas de depressão. O sujeito pode ser bom caráter o tempo todo, mas num dia, sabe-se lá por quê, o perde completamente e fica à mercê das vontades e insinuações alheias. Perde-se o caráter, por exemplo, durante um porre homérico (senão Ronaldo, bom caráter que é, nunca teria buscado os &lt;i&gt;serviços &lt;/i&gt;de um travesti).&lt;br&gt; &lt;br&gt;Falando no Fenômeno, ontem o time do Flamengo se mostrou totalmente sem caráter – além de apático, imprudente, fraco, submisso, prepotente e diminuto, claro. Os jogadores em campo pareciam ainda sofrer da ressaca do título de domingo. Trataram o América como time vencido, que veio ao Brasil apenas conhecer o Cristo e a Lagoa Rodrigo de Freitas. Fizeram uma partida apenas para cumprir tabela, deixando o &lt;i&gt;gorduchito &lt;/i&gt;jogar e perdendo gols como não se faz nem em dia de rachão. Gente, isso é futebol! Não é à toa que a velha máxima do futebol "o futebol é uma caixinha de surpresas" é chamada de velha máxima do futebol. É um jogo onde tudo pode acontecer. Tudo! E – quem diria? – o inesperado aconteceu.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Três a zero é um resultado que humilha o adversário e deixa seus torcedores sem sequer lembrar o rumo de casa. Incontestável, diria eu. Mas para o Flamengo não deve existir o incontestável. É o Flamengo que deveria criar exceções para as velhas máximas do futebol. Aliás, para o Flamengo as velhas máximas do futebol não deveriam nem existir. O Flamengo é muito maior do que isso, é uma instituição nacional, muito mais que uma religião. Nossos atuais jogadores deveriam sentar na escolinha da Gávea e estudar a história do Mengão, para aí então incorporar o espírito guerreiro e lutador de outrora. Não estou dizendo que ele sejam bundões e o escambau, basta olhar não muito atrás e ver que o título do carioca foi conquistado com muita força e disposição, mas a entrega durante a Copa Libertadores deve ser muito maior. O brio precisa ser muito mais exacerbado. Uma coisa é ganhar do Botafogo, outra coisa, completamente diferente em termos de modo e repercussão, é ganhar do Boca.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Ontem fui dormir definitivamente cabisbaixo, se é que isso é possível. Deitei-me como um ser que foi escorraçado do paraíso sem qualquer chance de se defender. Foi como se Deus chegasse até mim e dissesse "volte para o limbo, pecador, onde é o seu lugar". Logo agora que eu já estava acostumando com o meu cantinho no céu dos vencedores. E tenho certeza: todo flamenguista sentiu o mesmo. Estávamos todos lá, toda a nação flamenga ali representada pelos 50 mil guerreiros que não pararam um minuto sequer de cantar, pular e incentivar. Nossa torcida, como sempre, deu show. Cantou do começo ao fim, mesmo quando o time perdia por 3 a 0 e tinha um marrentinho a menos em capo. Só que desta vez, infelizmente, saiu do Maracanã humilhada. Pois é: humilhada, mas jamais rendida.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Não é o fim do mundo, claro. O Brasileirão está aí e certamente temos um time pronto e capaz de figurar nas cabeças da tabela. Mas a Libertadores era a nossa rendição, a confirmação de que finalmente temos um time ótimo depois de quase vinte anos. Agora – fazer o que... – é levantar a cabeça e recuperar nosso bom-caratismo. Vamos limpar a poeira, dar novamente a volta por cima e ser campeões. Mostrar para todos aqueles (poucos) que não torcem para a entidade máxima do futebol que para ser hexa não basta ter dinheiro e torcedores maquilados. É preciso ter magia – a magia que só Flamengo e sua torcida têm.&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-9049314467290964315?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/9049314467290964315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=9049314467290964315&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/9049314467290964315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/9049314467290964315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/05/carter.html' title='Caráter'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-4214676235448181677</id><published>2008-05-07T08:11:00.001-03:00</published><updated>2008-05-07T08:11:15.836-03:00</updated><title type='text'>Política, esta mer... cadoria</title><content type='html'>O que mais me assustou nos últimos dias foi ter sido chamado de sujeito político. Ah não, meu caro, me inclua fora dessa. Política é para caras mal-intencionados ou atores sociais. Fujo dela como um cachorro foge da cinta, por mais inacreditável que aparente ser.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Infelizmente entendo de política. Não gostaria, mas entendo. Faz parte da minha (futura) profissão, está por todos os lados e, além do mais, adoro dar pitacos naquelas desfundamentadas discussões barísticas. Meu voto é um direito que não exerço às escuras, mas adoraria fazê-lo. A democracia precisa de pessoas como eu, alheias a tudo e satisfeitas com qualquer coisa. Se todos fossem participativos, reclamadores e reivindicadores, não haveria tempo para a evolução. As coisas só andam após a discussão de alguns, a tomada de um consenso geral e a aplicação do resultado disso tudo na sociedade. Quanto menos gente para discutir, melhor e mais rapidamente as soluções serão tomadas.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Pode parecer infantil, ignorante e inocente da minha parte, mas confio plenamente naqueles que estão lá para discutir o meu, o seu e o nosso futuro. Não nos políticos, nunca nos políticos! Eles podem ser boas pessoas – e na grande maioria o são –, mas quando assumem seu personagem diante do palanque se transformam em faustos maquiavélicos e cruéis. São egoístas e não os culpo: é da natureza humana sê-lo, algo puramente instintivo. Eu confio é naqueles seres engajados que vão até Brasília queimar pneus na frente da Esplanadas dos Ministérios; naqueles idealistas que se candidatam vereadores por um partido minúsculo e tentam mudar a forma de governar durante seus cinco segundos de inserção no horário político; naqueles bebuns que seguram placas escrito "desisto" em meio a passeatas contra a emenda três. Pode parecer pouco, mas é muito mais do que eu sou capaz (e, sinceramente, tenho vontade) de fazer.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Engraçado é que só o fato de expressar minha opinião num espaço público já consiste em um ato político. Se alguém ler isso aqui e se convencer de precisamos de seres coadjuvantes politicamente, já terei mobilizado alguma massa e isso é, por definição, política. É o que já disse anteriormente: não há como escapar, ela está por todos os lados, te pressionando, te influenciando, te manipulando. É só olhar para os lados para se dar conta de que até você pode fazer, basta ter vontade. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-4214676235448181677?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/4214676235448181677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=4214676235448181677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4214676235448181677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4214676235448181677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/05/poltica-esta-mer-cadoria.html' title='Política, esta mer... cadoria'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-2002015619838404491</id><published>2008-05-06T08:31:00.001-03:00</published><updated>2008-05-06T08:31:50.733-03:00</updated><title type='text'>Fla campeão (eu já sabia)</title><content type='html'>O Flamengo ganhou o título do carioca por causa do gol do Botafogo. O jogo de domingo jamais seria 3 a 1 como foi se o Lucio Flavio não tivesse colocado a estrela solitária na frente logo no começo do jogo. O Flamengo é meu time, fazer o que, mas tenho que admitir que é um time extremamente acomodado. E não é que não parta para cima dos adversários e busque a vitória. Muito pelo contrário. Vai, ataca, chuta na trave... Mas nada disso é por vontade ou garra. O faz porque tem um ótimo time mesmo. Só que nossos representantes em campo têm a estranha mania de jogar pelo um a zero.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Domingo, quando a bola tocou a rede do goleiro Bruno e calou o Maracanã, secretamente sorri com canto da boca. Cuidei para que ninguém me visse, mas tinha certeza que aquele gol era a melhor coisa que poderia acontecer para o Mengão. Até quando o time tinha Jorginho organizando o meio-campo e a dupla de ataque formada por Lê e Roma, sair perdendo era um bom negócio para o Flamengo. Explico: nossa torcida é muito linda, é mais do que apenas um 12º jogador. A torcida do Flamengo tem uma força incalculável, fora dos padrões mundiais. É capaz de fazer um jogador como Jean fazer três gols numa final contra o Vasco e sair consagrado de campo. É capaz de fazer um cearense magrelo e franzino ser o segundo melhor zagueiro do Brasil, só perdendo para o Fabio Luciano.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Enfim, o Flamengo é a sua torcida. Graças aos deuses. E a torcida do Flamengo é a mais competente do mundo. Capaz de vencer obstáculos, de ganhar força com as adversidades. Assim como fazem no dia-a-dia, na vivência mundana do cotidiano, muitas vezes deixando de comer alguma coisa para poder pagar o ingresso do jogo, a torcida do Flamengo é tão melhor quando mais difícil parecem ser as coisas. O Flamengo só é raça, amor e paixão porque é a representação de sua torcida, e não o contrário. Força Mengão. Força porque é só por sua causa que milhões de pessoas ganham algum motivo para sorrir de tempos em tempos. &lt;br&gt; &lt;br&gt;E ainda temos Obina, nosso príncipe etíope de rancho. Sobre ele, nada a declarar. Os dois gols na final já falam por si.&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-2002015619838404491?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/2002015619838404491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=2002015619838404491&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2002015619838404491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2002015619838404491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/05/fla-campeo-eu-j-sabia.html' title='Fla campeão (eu já sabia)'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-3392729358340571840</id><published>2008-04-30T08:38:00.000-03:00</published><updated>2008-04-30T08:40:30.458-03:00</updated><title type='text'>Um chinelo e modernidade</title><content type='html'>Ontem comprei um chinelo novo. Sei que alguns dirão que isso não é um fato muito relevante para a sociedade e não tem nem porquê eu estar comentando, mas mesmo assim achei importante compartilhar. Não é nenhum absurdo comprar um chinelo novo, hora ou outra todo mundo acaba tendo que fazer isso; convenhamos, também, que, apesar de parecer um ato simples, não é algo que ocorra tantas vezes na vida de um homem.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Para mim, foi um marco. Voltei às legítimas Havaianas depois de muito tempo. Já fazia alguns anos que eu usava o chinelo antigo, um pesadão, daqueles que se ganhava de graça numa promoção do shopping. Não estava exatamente velho, a tira ainda nem tinha arrebentado e o solado aparentemente estava inteiro. Jamais me deixou na mão (ou, no caso, no pé), aquele chinelinho. Durante seus quatro anos de vida, dei-lhe o prazer de conhecer mais de dez cidades em cinco estados diferentes, sem que ele nunca tivesse tentado fugir a nado pelo mar ou de tiras dadas com uma azaléia qualquer.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Fui ao mercado calçando-o alegremente, como sempre fiz. Nunca me deu vergonha, o chinelo. Ao meu ver, era como se eu tivesse acabado de recebê-lo das mãos daquela modelo no balcão da loja. "Parabéns, você fez 300 reais em compra no nosso shopping e ganhou este lindo chinelo". Lembro-me como se fosse hoje. Tinha muito valor, aquele chinelo. Pelo menos 300 reais. Peguei as Havaianas na estante já com uma ponta de remorso corroendo o fígado. Branca de tiras azuis, a clássica. Tamanho 41/42, contrariando todas as teorias de que Havaianas precisam ter números maiores do que usamos nos tênis e sapatos. No caminho até o caixa, ainda peguei uma mortadela e um pote de requeijão, mas acho que isso não tem muito a ver com a história.&lt;br&gt; &lt;br&gt;O ponto culminante (e, para o meu coração, fulminante), foi a hora em que o código de barras das Havaianas passou na máquina registradora. Naquele instante senti meus pés pesados como chumbo. Era como se estivesse com eles enfiados numa poça de lama, todo sujo e sem nenhum movimento. Olhei para baixo e senti asco – aqueles pés envoltos numa tira de plástico tão velha quanto uma copa do mundo. No exato momento em que as Havaianas apareceram registradas no computador do mercado, meus chinelos antigos se tornaram sumariamente obsoletos.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Mas, ora, se até aquele momento eu não tinha nenhum problema com os velhos chinelos de promoção, por que eles ficaram assim, sujos, de repente?&amp;nbsp; É que comprei um produto substituto num momento em que eu ainda nem precisava, e isso tornou o chinelo velho, bem..., velho mesmo. Qualquer semelhança com um impulso consumista não é mera coincidência. Já sabia que essa praga existia e estava por aí, levitando no ar, mas não esperava – mesmo! – que ela fosse atingir um chinelo. Meu chinelo.&lt;br&gt; &lt;br&gt;A moda é o exemplo mais prático dessa obsolescência programada. Quando você finalmente termina de pagar aquela jaqueta verde-limão com bordados em amarelo da coleção outono/inverno 2007, vem um novo Crystal Fashion e as tendências das cores puxando para o cítrico se tornam ultrapassadas, demodê. Sua jaqueta se tornou &lt;i&gt;out &lt;/i&gt;depois de apenas uma mísera estação. E, pior: se você usa uma jaqueta verde-limão com bordados em amarelo enquanto todo mundo está de sobretudo azul-turquesa, você é ridículo. Ridículo e sem noção nenhuma de moda.&lt;br&gt; &lt;br&gt;As coisas já não são mais feitas para durar. Não só materialmente falando, mas também na idéia de conceito. A linha que separa o que é bom do que é ruim hoje em dia é muito tênue, completamente maleável. Basta ver os modelos de carros: não se passa três anos sem que uma reformulação seja feita, nem que seja para trocar um farol ou uma curva no pára-lamas. E digo mais: até os vidros de hoje são mais finos que antigamente, só para que em no máximo cinco anos seu carro esteja em frangalhos e seja preciso trocá-lo por um novo. É o mercado se alimentando de si próprio, os próprios produtos estimulando sua recompra.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Eu farei parte da resistência. Não vou deixar que essa sede por novidades tome conta de mim. Prezarei sempre pela qualidade enquanto ela ainda existir. Não quero nada efêmero, apenas produtos duradouros. Ao invés de ter um Ford Fusion 2008, comprarei um Monza 1981 porque ele ainda têm pára-choque de ferro e farol de vidro. E quanto aos meus chinelos, guardarei o novo no armário, dentro da caixa, e usarei o velho tanto quanto for possível, até que ele se desintegre completamente ou finalmente arrebente a tira. Nem que para isso acontecer eu tenha que usar uma tesoura com ponta. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-3392729358340571840?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/3392729358340571840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=3392729358340571840&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3392729358340571840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3392729358340571840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/04/um-chinelo-e-modernidade.html' title='Um chinelo e modernidade'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-4431584417651829520</id><published>2008-04-29T13:02:00.002-03:00</published><updated>2009-04-22T20:16:41.854-03:00</updated><title type='text'>Bem na hora H</title><content type='html'>Faz menos de uma semana, tive uma oportunidade de registrar algo muito raro. Tive a chance de fazer algo que teria um valor sentimental, documental entre outros valores, que me deixaria orgulhoso para o resto da vida. Mas do jeito que o fato acorreu, nem fiquei tão fustrado. Tenho certeza que na próxima, se é que vai haver, estarei mais atendo e hei de não vacilar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aquela história de aprender com erros. E não é que a gente aprende mesmo, talvez seja como diz aquele ditado:- macaco velho não põe a mão em cumbuca. Ou como falam aqueles caras, que andam aos bandos e vestem roupas largas em cores duvidosas (rosa claro e azul bebê):- agora tô ligado véio. Agora estou esperto e pronto para não perder outra chance daquelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom vamos ao fato. Semana passada, o Flamengo jogou pela Libertadores. E como o jogo era num horário alternativo (19:30), ao menos para os padrões televisivos novelísticos brasileiros, fui no Bar do João tomar uma e torcer pelo Mais Querido. Parecia que naquele começo de noite, o time estava disperso, preguiçoso e sem vontade. De fato o time atuava de uma maneira que ia contra as tradições flamengas, como diz o Sr. Arthur Muhlenberg. O jogo estava ruim, muito ruim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é nesses jogos, que um lance pode mudar tudo. O jogo seguia embolado no meio, cheio de chutões para o alto e os torcedores acompanhavam mais pela obrigação cívica e moral de todo flamenguista. Porém, no apagar das velas, quando tudo se encaminhava para um zero a zero dos mais safados. Eis o lance que poderia mudar o rumo da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta na entrada da área. Trinta e tantos do segundo tempo. Na hora me lembrei do Zico, com ele em campo dali era gol na certa. Mas logo caí na real e hoje em dia o Mengão não tem um bom aproveitamento nesse tipo de jogada. Esse ano foram dois gols dessa forma, até então. Os torcedores no estádio gritavam o nome de Bruno (A Muralha) como forma de protesto, já que a maioria do time parecia pouco afim de jogo naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vem a minha falta de experiência, essa era a hora H. Bruno (The Wall) foi para a cobrança atendendo o pedido da galera, que estava no estádio e para a surpresa dos que assistiam pela TV. No bar a rapaziada toda não acreditava muito, mas eu sim. Sabia que aquele poderia ser o momento. Nunca na vida, vi um goleiro do Mengão fazer gol de falta. No bar, tal como no estádio, todo mundo ficou em pé. Eu rapidamente, todo malandrão, me preparei para registrar o lance histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei meu celular, tinha certeza que o Bruno faria o gol. Não sei explicar, mas eu sabia. Sei lá, coisa de flamenguista. Tudo tem um motivo, aquele jogo estava ruim demais e terminar num zero a zero seria comum demais. Alguma coisa tinha que acontecer. E um gol do nosso goleiro transformaria aquele jogo, ninguém comentaria que o jogo fora ruim. Mas todos se lembrariam do dia que o goleiro do Flamengo fez um gol de falta. E lá foi o guarda-metas do Mengão para cobrança, eu acompanhava pelo visor do celular. Quando ouvi o trilar do apito, apertei o botão capturar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capturar! Capturar! CAPTURAR!?! No visor do telefone ficou a imagem congelada do goleiro indo para a bola. Ocorreu que o gênio aqui, em vez de gravar a cobrança de falta, acabou fotografando. Fiquei bolado, tanto que nem ouvi os gritos em comemoração do gol de goleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, o Bruno salvou o jogo de ser um fracasso total. O Obina fez um gol, provando por A mais B, que ele é melhor que o Eto’o. O Mais Querido terminou como o líder do grupo e eu... fiquei felizão. Afinal o Flamengo venceu mais uma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-4431584417651829520?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/4431584417651829520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=4431584417651829520&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4431584417651829520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4431584417651829520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/04/bem-na-hora-h.html' title='Bem na hora H'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6211129050909359169</id><published>2008-04-29T08:46:00.001-03:00</published><updated>2008-04-29T08:46:45.999-03:00</updated><title type='text'>Outono</title><content type='html'>Rubem Braga, o cronista-mentor de boa parte dos cronistas brasileiros, uma vez escreveu, sem deixar qualquer brecha para questionamentos: "o outono do ano de 1935 começou ontem, 15 de março, exatamente às 15h48". Não tenho muita certeza nem do ano e nem do dia, quem dirá da hora, mas foi mais ou menos assim. Quando vi isso, pensei com meus culhões: "como pode esse tom tão profético, tão intrépido?" Pois bem, acreditai; vos afirmo, sem sombra de dúvida, que o outono de 2008, pelo menos em Curitiba, começou ontem, 28 de abril, exatamente às 17h46.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Para quem tem memória fraca, permita-me a lembrança. Ontem fazia sol, muito sol. Aquele sol de verão que ainda insistia em queimar nossas cacholas. É certo que ele foi suplantado recentemente durante alguns dias por uma chuva ruim, uma chuva má, que inclusive foi muito comentada por aqui, mas ela durou pouco. Era apenas uma chuva de verão, tanto que o calor propriamente dito não passou. Só que ontem foi diferente, ontem foi o dia da mudança. Eu vi o equinócio de outono. O atraso em relação ao de 1935 é de mais de um mês, mas isso é culpa tão somente da poluição (que foi causada pelos seres humanos que são blá blá blá).&lt;br&gt; &lt;br&gt;Estava eu voltando para casa depois de um longo dia de intensos afazeres burocráticos segunda-feirais (que bonito isso). O sol já tocava a linha do horizonte, quase vermelho, e na rua em que eu estava ele dava sua graça exatamente na altura e direção dos olhos do motorista. Até aí tudo bem, um pôr do sol normal num dia de verão qualquer como quase todos os outros que estávamos tendo até agora. Porém ontem era dia de mudança, e nada seria completamente igual. Nada poderia ser como dos outros dias.&lt;br&gt; &lt;br&gt;No rádio tocava – e não me importo se isso é relevante ou não – &lt;i&gt;I've got to see you again&lt;/i&gt;, da Norah Jones, e o display acusava 17h46. A rua era uma alameda, cheia de árvores de todas as espécies, mas, principalmente, ipês. E aí bateu o vento. Voaram papéis de bala e outros tipos de lixo para todos os lados; as saias das moças levantaram, mostrando-lhes as pernocas envoltas nas mais belas cintas-liga; os chapéus do velhos, dos intelectuais e dos jornalistas caíram, indo parar quase do outro lado da rua; e, na minha direção, velozes e furiosas como os carros nos filmes, milhares de folhas e flores voaram. Quando eu falo muitas, caro leitor, são muitas mesmo. Tanto que, por puro reflexo, eu me abaixei e pus a cabeça entre as pernas, como ensinam as aeromoças. Sabe-se lá por que, mas foi esse meu primeiro instinto. Passado o susto, pensei "vai chover", e essa foi a senha para a chegada do outono austral.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Não deu outra. Menos de meia hora depois, o que parecia ter chegado era o fim dos tempos. Para dar uma idéia, meu irmão foi afobadamente correndo até mim e falou: "olha para fora, Maycon, está chovendo &lt;b&gt;granito&lt;/b&gt;". Definitivamente, pensei, aquele deveria ser mesmo o apocalipse. Raios, trovões, temporal destruidor e granizo: a combinação perfeita para colocar minha mãe encolhida debaixo do edredom, tremendo feito vara de pescar e prestes a começar a chorar.&lt;br&gt; &lt;br&gt;De repente, de um minuto para o outro, como se fosse mágica, a bonança se instalou novamente. Fez até calor, eu acho. Quando saí de casa para ir à aula, parecia que não havia chovido uma gota de água sequer. Pensei, e tenho certeza de não ter sido o único, que tínhamos visto apenas mais uma chuvinha de verão. Mas não. Fora de casa, a atmosfera era diferente. A forma de se respirar havia mudado, tinham mais plantas nas ruas e as pessoas já não sorriam tanto quanto algumas horas antes. O verão havia acabado, finalmente. O outono chegara àquele minuto em que a primeira rajada de vento levantou a saia da moça. Com ele vieram a melancolia, o frio, a solidão.&lt;br&gt; &lt;br&gt;O outono chegou. Entristecei, portanto. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6211129050909359169?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6211129050909359169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6211129050909359169&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6211129050909359169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6211129050909359169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/04/outono.html' title='Outono'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-3770004373777819414</id><published>2008-04-18T11:29:00.002-03:00</published><updated>2008-04-21T22:17:25.476-03:00</updated><title type='text'>Papiros, hieróglifos e penas</title><content type='html'>A forma mais interessante de se escrever é com a mão. Experimente! Cansa, mas é um exercício muito mais instintivo e performático do que com o mecânico teclado QWERTY. Cheguei a essa conclusão depois de tanto escrever no computador, até começar a odiá-lo. No PC tem essa tela entre você e o papel, e é como se ela te eximisse de muitas das culpas. Pelo menos inconscientemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois motivos me fizeram chegar a essa máxima. Explico-os: no computador é muito mais fácil errar e apagar. Só para ter uma idéia, já escrevi o primeiro parágrafo deste texto três vezes (e ainda não estou satisfeito). Acabou-se a aura, é a obra de arte na era da reprodutibilidade técnica. Hoje, para ser escritor, a virtude mais fundamental já não é mais a criatividade. É preciso ter paciência. Paciência para escrever, apagar, rescrever, apagar de novo, re-rescrever, e assim sucessivamente. Facilita aos perfeccionistas, porque para apagar tudo basta uma tecla. O computador te dá muito tempo para pensar e repensar no que escreve, e isso evita que o autor crie sentenças conclusivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra coisa juro que esqueci, e esse é um outro problema do computador que eu já nem considerava mais: há muita distração disponível num monitor só. Ainda mais para mim, que sei aproveitar como poucos as possibilidades de diversão e entretenimento que a internet oferece. Num textinho de meia hora qualquer (que é como mentalmente classifico essas crônicas sem conteúdo profundo e de estética desprezível), paro para jogar ou ler alguma coisa pelo menos umas três vezes. Sem falar na paradinha pro café, nos minutinho de conversa fiada, no tempo para pensar na morte da bezerra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora lembrei. O outro motivo que me levou à conclusão de que escrever com a mão é melhor não é um problema do computador, e sim um mérito da dupla papel e caneta. Não se pode enxertar parênteses ou floreios no meio de uma escrita à mão, o que te faz pensar muito mais. No papel, as palavras não vão correndo para a direita conforme você coloca alguma coisa a mais no meio da frase. Só o Word faz isso. São as facilidades do mundo moderno. E isso acarreta que para pôr as idéias no papel, elas já precisam estar inteiramente formuladas no ser cérebro. Pelo menos as frases. Aqui, você escreve-apaga-escreve; lá, meu irmão, se for já era.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-3770004373777819414?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/3770004373777819414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=3770004373777819414&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3770004373777819414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3770004373777819414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/04/papiros-hierglifos-e-penas.html' title='Papiros, hieróglifos e penas'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-1521196691653313093</id><published>2008-04-17T12:09:00.001-03:00</published><updated>2008-04-17T12:09:55.488-03:00</updated><title type='text'>Por favor chuva ruim, não molhe mais todos nós assim</title><content type='html'>Eu gosto de chuva. Minto: não gosto, mas é um mal necessário. Se tem que chover para ter água no reservatório Piraquara II, que chova. Mas só! Podia chover só lá, inclusive. Mas já que isso não é possível, dois ou três dias de chuva por mês é mais do que suficiente – e que pelo menos dois desses três dias sejam domingo, por favor! E bom chover quando eu to de férias, na praia, e posso sair cantando e dançando pelas ruas só de sunga. Em dia normal, em que se usa terno e gravata para ir ao trabalho, não. Mas o pior de tudo em dia de chuva é o que? Sim, o trânsito.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Não fico resignado no trânsito quando chove. Não penso que aquilo tá ruim daquele jeito por causa da chuva. Tá ruim porque as pessoas são burras. Burras! Basta cair um pingo d'água do céu para a média de velocidade nas ruas cair consideravelmente. De 50 km/h para 30 km/h, o que não é pouco. A maior parte da culpa, nesse caso, é dos velhos, coitados. Não os culpo: sem os reflexos de antigamente, eles não podem sair por aí á toda ("no máximo 60 km/h, meu filho") com os vidros embaçados e os retrovisores molhados. Mas, puxa vida, se você é velho e tem um carro, não saia de casa em dia de chuva!&lt;br&gt; &lt;br&gt;A outra parcela de culpa é das mulheres. Não me culpem, moças, mas é verdade. E, como sempre, não estou generalizando (só um pouco). Ser ruim no trânsito é conseqüência de algumas qualidades exclusivamente femininas: a calma, a prudência, o instinto maternal e o amor ao próximo. Mulher pensa muito mais no vizinho de pista do que o homem. No vizinho de um lado, do outro, no da frente, no de trás... Elas pensam até no carro que acabou de ligar os faróis para sair da garagem. E isso, mulheres, as deixa preocupadas em não atrapalhar, apesar da preocupação seguir uma ordem hierárquica. Explico: fui hoje, como sempre, levar meu irmão para o colégio de manhã. Chuva forte, buzinas, luzes acesas... Nem por isso eu teria que deixa-lo num lugar diferente do habitual, não é mesmo? Com chuva ou sem chuva, faço-o andar pelo menos duas quadras até a porta do colégio (e digo que seriam três, se ele fosse de ônibus).&lt;br&gt; &lt;br&gt;Mas nem todo mundo é assim e eis que vejo uma mãe parando em fila dupla. Isso, por si só, já é revoltante, mas vá lá; imagino que ela vá sair do carro com uma criancinha de colo e entregá-la aos inspetores. Aí ela sai do banco do motorista, toda pimpona, abre o guarda-chuva cor-de-rosa e dá a volta no carro. Enquanto isso, o sinal aberto e uma horda de carros buzinantes logo atrás. Ela abre a porta do passageiro e não é que de lá sai um gurizão que parecia um mano? Mais alto do que ela, com o boné virado para trás e uma mala virada do avesso e toda pichada. Não posso mentir que isso alegrou meu dia, apesar de tudo. Fiz um jóia para o garoto, ri da cara dele e segui alegre e contente o resto do percurso.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Moças: ter prudência e se preocupar com o bem-estar de todo mundo é ótimo. Faz parte das regras de boa convivência em sociedade. Mas reconsiderem! Preocupação demais, no trânsito, atrapalha. &lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-1521196691653313093?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/1521196691653313093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=1521196691653313093&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1521196691653313093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1521196691653313093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/04/por-favor-chuva-ruim-no-molhe-mais.html' title='Por favor chuva ruim, não molhe mais todos nós assim'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-4349452359908755316</id><published>2008-04-16T11:30:00.001-03:00</published><updated>2008-04-16T11:30:15.678-03:00</updated><title type='text'>Beijo roubado</title><content type='html'>Beijo é que nem celular: cada um tem o seu e tanto faz se é um iPhone ou um Pronto T, desde que cada dono se contente com o que tem. Eu, por exemplo, não preciso de um telefone que entre no MSN, rode Prince of Persia 3D e emita raios-laser nos inimigos da rua de baixo. Para mim, basta que ele faça e receba ligações, mande e receba mensagens de texto e tenha agenda de contatos e compromissos. Só. Mais do que isso, é supérfluo.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Há beijos que se "encaixam". É clichê dizer isso, mas é verdade. Há beijos que se "encaixam". E não pense que eles são iguais. Não são. Se fossem, ia ser uma tal de bateção de dentes, fortes mordidas despropositadas nos lábios e cãibras nas línguas que vou te contar. Os beijos que se "encaixam", na verdade, são totalmente opostos: enquanto uma língua vai, a outra volta; enquanto um mordisca, o outro simplesmente se deixa mordiscar. São uma espécie de contrato não-assinado e não-verbal, onde cada um sabe o que fazer sem que o outro precise falar. Como uma dança.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Aí o garotinho chega e fala "você é uma menina chata, feia, boba e burra, e eu nunca vou gostar de você". E a menina responde "você que é chato, e eu é que nunca vou gostar de você – você nem sabe jogar futebol". Ele pensa em socar-lhe a cara, mas a olha e acha-a tão linda... Então os dois se beijam, desajeitados, sem saber muito por quê e muito menos o que fazer. É assim no primeiro beijo, e continuará assim até o fim da vida. Só variarão (existe isso?) as mentiras que os homens contam.&lt;br&gt; &lt;br&gt;O beijo, quando desejado, é uma das coisas mais sinceras que existe. Não falo daquele beijo de piazão em balada, que só serve como estatística. Sincero é aquele beijo que normalmente demora para rolar; que você passa noites em claro imaginando como acontecerá, criando fórmulas e imaginando diálogos. Beijo de verdade, com os lábios e, principalmente, o coração.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Sabe que estou escrevendo isso para você. Sim, você mesma. Como diriam alguns pitboys que conheci, "eu te quero e vou te ter". Não há escapatória. E será em breve: no máximo, no máximo em dois anos. Quem viver verá. É assim o amor, fazer o que. Desde que me convenceram que ele existe, descobri que esta sempre foi minha insistente e misteriosa doença. Menos mal.&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-4349452359908755316?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/4349452359908755316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=4349452359908755316&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4349452359908755316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4349452359908755316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/04/beijo-roubado.html' title='Beijo roubado'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-7947557966200308703</id><published>2008-04-14T08:52:00.001-03:00</published><updated>2008-04-14T08:52:23.028-03:00</updated><title type='text'>Chove chuva</title><content type='html'>Finalmente chegou a chuva. Depois de semanas e mais semanas de secura e dos olhos ardidos por causa do pó, ela chegou. Não que eu esteja agradecendo, muito pelo contrário. Nem tenho lavoura de arroz ou plantação de morangos silvestres para precisar dessa água toda... Aliás, foi por causa dela que demorei quase uma hora para andar os quatro quilômetros que separam minha casa do trabalho. Odeio-a. Chuva só é bom em três situações: para molhar as plantinhas, para os índios (não sei por qual maldito motivo tenho a impressão que os índios adoram a chuva) e para as canções de amor.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Sim, senhor. Para as canções de amor.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Sei lá por quê. Deve ser por causa da natureza meio esotérica do verbo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chover&lt;/span&gt;. Na escola a gente aprende assim: "Ontem choveu. Cadê o sujeito dessa oração? Não existe. Não, ele não está oculto. Ele simplesmente não existe. Joãozinho, cala a boca!" Talvez o fato de não ter sujeito exima a chuva de qualquer culpa. Pode ver que a chuva sempre molha alguém nas canções. Enquanto o Falamansa diz "oh, chuva, peço que caia devagar/só molhe esse povo de alegria", Caetano Veloso "se beija e se molha/de chuva, suor e cerveja". Sem sujeito, a culpa não recai sobre nenhuma pessoa. Alguém dirá que a chuva é obra de São Pedro, mas eu que não serei o primeiro louco a processá-lo. &lt;br&gt; &lt;br&gt;Nessa curta e rápida pesquisa sobre as músicas que falam de chuva e amor (e viva o Google!), uma coisa me deixou intrigado. Tenho a impressão de que o amor – e aqui falo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sujeito &lt;/span&gt;amor, o ser amado – nessas canções, além de cego, é burro. Ou será que minha insensibilidade chegou a tal ponto que não vejo mais romantismo numa camiseta molhada? É que, na verdade, algumas dessas letras me dão a impressão de que o sujeito apaixonado está seco e aquecido numa sala bem iluminada, com lareira, TV de plasma, cascata de camarões e de frente para o mar, enquanto o objeto da sua paixão está no meio da rua, com frio e molhado igual a um frango de granja. Veja o exemplo de Sandy e Júnior na música Cai a Chuva: "cai a chuva/e molha meu amor/cai a chuva/vai molhar o meu amor". Apesar da construção da estrofe parecer simples – OK: é simples –, ela dá uma impressão de deboche. É como se tivesse um "otária" subentendido ali. Tipo "ei, chuva! Vai lá molhar o meu amor, aquela otária", e aí vem uma risadinha sarcástica. Com a entonação que o neto* de Francisco dá, então, fica parecendo uma tiração de sarro, quase que uma entrevista do Pânico.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Um exemplo mais óbvio – e que não poderia faltar – é do grande Jorge Ben. No final da música Chove Chuva ele canta "por favor chuva ruim/não molhe mais o meu amor assim". Com certeza é um pouco mais romântica do que a poesia do Júnior, mas ele não deixa de estar devidamente abrigado e aquecido enquanto ela está no meio da rua, sob um toró descomunal, sem guarda-chuva e desviando dos carros que lhe atiram a água barrenta das poças. Nesse caso, a palavra que fica subentendida é "coitadinha", que, convenhamos, não é muito mais nobre do que "otária". Mais suave talvez, porém mais nobre nunca.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Se você quer saber, tomei chuva sim. Me sinto um coitado de um otário. Ou um otário coitado. Enfim, morram.&lt;br&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;br&gt;*Para mim, todos os seis da velha guarda são os filhos de Francisco. Portanto, se você é filho dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amigos&lt;/span&gt;, você é neto de Francisco.&lt;/font&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-7947557966200308703?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/7947557966200308703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=7947557966200308703&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7947557966200308703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7947557966200308703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/04/chove-chuva.html' title='Chove chuva'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-8181813415615115016</id><published>2008-04-11T10:44:00.001-03:00</published><updated>2008-04-11T10:44:16.594-03:00</updated><title type='text'>Cyber velhinho</title><content type='html'>Outra manhã o Velho me ligou. Reconheci-o imediatamente por causa da voz rouca, que ele diz ser resultado de tanto uso nos bares e esportes radicais da vida. Não tenho outros amigos velhos, só parentes, e a eles reconheço por causa da convivência mesmo. Imaginei meu amigo num daqueles antigos telefones beges, com disco, gancho e cadeado. Qual minha surpresa quando ele disse para falarmos rápido porque a bateria do celular estava acabando? Sempre esqueço que meu Velho não é tão velho assim.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Ele ligou porque queria me convidar para um programa de velho, conforme ele mesmo disse. Fiquei esperando que me chamasse para jogar xadrez na praça ou para ir dançar polca no baile do SESC, mas não. Disse que ia levar o neto na lan-house, para ensinar o garoto a jogar CS. Achei aquilo muito estranho e perguntei por que levar o neto na lan-house era um programa de velho. E ele, calmo como sempre, respondeu "ora, meu Jovem, por acaso você já viu algum jovem levar o neto em algum lugar?"&lt;br&gt; &lt;br&gt;Adoro sair com o Velho. Ele tem uma experiência verdadeira em tudo. Não é daqueles que sabem muitas coisas porque leram em livro. Sabe porque esteve lá e viu as coisas com olhos que a terra há de comer (em breve). Certa vez fomos fazer o passeio de trem pela serra e ele foi daqui até lá contando como era o caminho na época que ainda não havia poluição. "A viagem até Morretes durava mais de duas horas, mas ninguém se importava. Tínhamos que ir devagar porque havia muitos animais no percurso. O maquinista não queria atropelar nenhum bicho. Além disso, o trem parava quando a paisagem era bonita; ou seja, toda hora". Sempre que o Velho pára para contar suas histórias, uma multidão se aglomera em volta.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Chegamos na lan-house e dezenas de rostos viraram para nós. Note que é quase impossível tirar a atenção de um gamer em plena atividade, mas o Velho era realmente uma atração. Além do mais, ele chegou botando banca: "quer ver algum piazão ganhar de mim nesse joguinho". Nenhuma risada, talvez por respeito a idade do desafiante, talvez por causa dos imensos fones de ouvido certamente no último volume que cada cabeça ostentava. Sentamo-nos nas duas últimas máquinas do recinto, o velho com o neto em uma, eu em outra. Quando finalmente consegui conectar ao servidor do jogo (nunca havia jogado o tal de CS), já ouvia o Velho gritando "toma, papudo" lá do outro lado do salão. &lt;br&gt; &lt;br&gt;Não há moral da história nesta crônica. O único fato pitoresco é que o neto acabou passando a manhã inteira assistindo o avô jogar CS na tela do computador. Ensinar que é bom, nada. Ah, e eu, que levei uma bronca memorável por atirar sem querer na cabeça do personagem do Velho no jogo, que por acaso era meu aliado. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Head shot!&lt;/span&gt;" &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-8181813415615115016?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/8181813415615115016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=8181813415615115016&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8181813415615115016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8181813415615115016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/04/cyber-velhinho.html' title='Cyber velhinho'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-5490502124381240120</id><published>2008-04-10T12:00:00.000-03:00</published><updated>2008-04-10T12:04:25.575-03:00</updated><title type='text'>Vou estar transferindo sua ligação</title><content type='html'>Coitado do gerúndio! Até pouco tempo atrás ele era usado apenas para designar ações correntes: estou jantando, estou escrevendo, estou jogando. Na escola aprendi assim, pelo menos. Mas eis que inventaram o telemarketing e, por conseqüência, seus manuais. Traduzidos &lt;s&gt;mal e porcamente&lt;/s&gt; &lt;i&gt;ipsis litteris&lt;/i&gt; do inglês, esses roteiros de bom atendimento transformaram &lt;i&gt;I will be transferring&lt;/i&gt; em &lt;i&gt;vou estar transferindo&lt;/i&gt;. Os tradutores só não levaram em conta que o inglês é uma língua anglo-saxã e o português é latino: a tradução nem sempre pode ser feita palavra por palavra. Bom para nós, os não-atendentes de telemarketing, já que com isso tudo vieram inúmeras piadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, este não é o assunto desta crônica. Ou é, se levarmos em conta que a moda do tal “gerundismo” encobre outra grande mazela da cultura do brasileiro, que atinge especificamente o jornalismo pós-mercantilização-da-notícia: o “futurismo do pretérito”. OK, eu sei que essa expressão nunca foi dita; foi cunhada por mim, agora mesmo. Mas o “gerundismo” também não existia, não é verdade? Aposto que se fosse um bã-bã-bã da notícia tivesse escrito “futurismo do pretérito”, isso logo cairia na boca do povo. Quando essa expressão virar corriqueira, quero meus royalties.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de tudo está nesta guerra sem limites que é a economia de mercado. A notícia hoje é objeto, vendável como um carro ou um pacote de farinha. Ganha quem mostrar as novidades primeiro. Portanto, no afã de querer “furar” os concorrentes, os jornais publicam tudo, inclusive – e acho que principalmente – especulações. E é aí que entra o “futurismo do pretérito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca leu, principalmente no Terra Gente &amp; TV (anônimos, criticai-me), títulos do tipo “Fulana teria beijado outra na boca”? Pensem: o que quer dizer esse “teria”? Talvez “teria beijado, se fosse verdade”; ou então, e mais provavelmente, “teria beijado, se eu tivesse certeza disso”. Entendem o que isso significa? Estão publicando qualquer suposição, só para dar a notícia antes dos adversários. Se der certo e o fato for confirmado, ótimo: somos melhores que vocês. Se der errado, basta apagar do servidor e nunca mais tocar no assunto. É tão banal que nem desculpas se pede mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro do pretérito já vem com um “se” subentendidamente (gostaram dessa?) acoplado. É um verbo que naturalmente precisa de uma explicação; tal coisa só teria acontecido se isso e aquilo tivesse provocado, tal pessoa só teria se matado se o tal pai-de-santo tivesse pedido. Um exemplo concreto é o da Gazeta do Povo, que hoje deu uma notícia sobre a morte da menina Isabella. Assinada &lt;i&gt;Agência O Globo&lt;/i&gt;, mas deu. São nada menos que cinco verbos no futuro do pretérito. Cinco! “O buraco na tela de proteção por onde Isabella foi jogada &lt;u&gt;teria&lt;/u&gt; sido feito por uma pessoa destra”. Sim, teria, mas por quê? Porque só uma pessoa destra tem força suficiente para cortar os fios? Ou então porque um canhoto nunca alcançaria a posição do buraco? Então escreva isso, raios! “O buraco na tela teria sido feito por um destro, pois os canhotos nunca desenvolveram a habilidade de cortar barbantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso estaria menos confuso se eu não estivesse com tanto sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-5490502124381240120?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/5490502124381240120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=5490502124381240120&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5490502124381240120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5490502124381240120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/04/vou-estar-transferindo-sua-ligao.html' title='Vou estar transferindo sua ligação'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-7545121786138148872</id><published>2008-04-08T11:41:00.002-03:00</published><updated>2008-04-08T23:31:17.509-03:00</updated><title type='text'>Seqüestro na Rua do Limoeiro</title><content type='html'>Posso dizer com convicção que meu primeiro professor de português foi Maurício de Souza e que aprendi a ler "elado". As minhas primeiras palavras e frases formadas sem a ajuda da "tia" foram nos gibis do Cebolinha, Mônica, Cascão e sua turma. Até minha letra, quando ainda era feia que dói, foi melhorada por eles; mamãe me mandava copiar todos as falas dos balões dos gibis no caderno de caligrafia. Tive assinatura das revistinhas da "Turma" por cerca de cinco anos, e tenho certeza de que foi a melhor época deles: quando leio, hoje em dia, um almanaque do Chico Bento, só tem histórias que já conheço, que foram publicadas na minha época. E uma coisa posso afirmar sem pesquisa de campo: não estou sozinho nessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa conversa de bar, basta alguém citar Xaveco ou Zé Luiz para começar a sessão nostalgia. Um lembra de uma história em especial, outro daquela revistinha antológica. Há também aquele que é fã do Doutor Olimpo e o que ainda tem sua assinatura (mas diz que deu para o irmão mais novo). Invariavelmente, todos os da minha idade, que gostam verdadeiramente de ler, começaram com a Turma da Mônica. E, bem, admito que até hoje não posso ver uma capa da Magali que corro para ler. Posso estar atrasado para qualquer compromisso sério, coisa de adulto, mas perco cinco minutos folheando aquelas benditas páginas coloridas. Leio as histórias antigas e rio como se fosse a primeira vez, igual criança. Acreditem: tem muita piada lá que foi feita para somente um adulto entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que seqüestraram o filho e a ex-mulher do &lt;s&gt;meu professor&lt;/s&gt; Maurício de Souza? Já os libertaram, graças ao Deus (esse é o apelido do tenente da polícia que comandou a operação de resgate), mas serviu para assustar mais ainda a população. Será que são só os jogos modernos e realistas, cheios de tiros e sangue por toda a tela, que geram violência na sociedade? Ora, afinal de contas ninguém seqüestraria a família do Maurício de Souza por dinheiro. Duvido que ser cartunista no Brasil dê dinheiro. Nada que gere cultura e educação, no Brasil, tem apelo mercadológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem conhece a História (com "h" maiúsculo) da Turma da Mônica sabe que os personagens dos quadrinhos são inspirados em pessoas próximas ao Maurício. A Mônica, a Magali e a Marina, por exemplo, são algumas das filhas dele. O Marcelo, o filho seqüestrado, também deve ser, só que com outro nome. Tem que investigar se na revista personagem dele (ou ele, como queiram) não fez mal para o Humberto, o Rolo ou o Do Contra; um fã alucinado pode ter sido tentado a se vingar. Proponho às autoridades que se investigue bem quem são os mandantes desse crime: se eles tiverem menos de 20 anos, o motivo foi alguma ação do personagem na revista, pode apostar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-7545121786138148872?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/7545121786138148872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=7545121786138148872&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7545121786138148872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7545121786138148872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/04/seqestro-na-rua-do-limoeiro.html' title='Seqüestro na Rua do Limoeiro'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-8996891096500280660</id><published>2008-04-07T08:36:00.004-03:00</published><updated>2008-04-10T21:50:16.602-03:00</updated><title type='text'>O velho</title><content type='html'>Peguei o primeiro bonde do dia e fui para o centro. Era uma manhã gelada e clara, desperta do sono pelo canto dos pássaros. No banco ao lado do motorista havia um senhor de parcos cabelos brancos, provavelmente um aposentado buscando diversão, segurando uma antiga e longa bengala de madeira. Cada passageiro que entrava no veículo era saudado pelo velho com um sorriso sincero e um caloroso "bom dia". Na minha vez respondi "bom dia, velho" e ele me estendeu a mão, ostentado um sorriso maior ainda. Adoro chamar velhos de "velhos", pois dá a impressão de que sua condição de idoso não interfere em nada. E de fato não interfere. Ao contrário daquele falso respeito das pessoas que chamam a velhice de "melhor idade", chamá-los de "velho" não aparenta que o fato de sê-lo seja um catalisador da sua condição de nada no mundo. Velhos são engraçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarquei quase uma hora depois no centro novo da cidade. Aqueles edifícios arranha-céus me impressionaram. Pensei com meus culhões o quão perigoso seria morar num bichão daqueles. Toneladas e toneladas de concreto apoiados sobre uma fina camada de terra (embaixo existem galerias de esgoto) e sustentados por uma simples viga de aço e cimento. Olhei para o velho que chegara com dificuldades ao meu lado e falei "você moraria num lugar desse?" Ele pensou sem tirar os olhos do topo do prédio; coçou a cabeça e disse "na minha idade, meu filho, você já não duvida mais das capacidades técnicas do ser humano". Entendi aquilo como um sim e convidei-o para tomar um café na lanchonete da esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um velho muito simpático. Aparentava ter pouco mais de oitenta anos, e sua saúde era impecável. Via seus olhos brilharem a cada vez que o chamava de "você". Chamo velhos e autoridades de "senhor" quando a ocasião exige. Numa condição de igualdade, como quando somos apenas bons amigos tomando café da manhã, não há tratamento mais respeitoso do que "você". Não dissemos nossos nomes; ele era apenas o "velho" e eu apenas o "jovem". Nos entendemos bem assim. Ele me contava histórias, eu o contava planos. O velho já tinha feito muitas coisas que eu ainda nem sonhava em fazer. Esteve na guerra do Paraguai, no lançamento do rádio, na posse de vários presidentes. Foi remador do Flamengo, artista de circo e alpinista nos Andes. Acho até que oitenta anos era pouco para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado um bom tempo desde que sentamos na lanchonete, finalmente perguntei o que ele estava fazendo àquela hora no centro da cidade. Ele me respondeu sem tirar o sorriso do rosto que tinha um velório a ir. Era um grande amigo que tinha partido, veterano da guerra como ele. "Tem uma época na vida em que você conhece mais gente morta do que viva", me falou. Questionei-o, então, se não estava triste com isso e ele me disse resignado "de jeito algum; ele finalmente completou seu ciclo". Tentei não entender e pedi para acompanhá-lo até o cemitério. Ele disse que sim, então pagamos a conta e saímos ao encontro da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nem lembrava mais o motivo da minha ida ao centro. Eu era apenas o "jovem", amigo do "velho", que estava indo junto prestar as últimas homenagens ao amigo falecido. Fui para tentar entender o que pensam os velhos sobre a morte. Chegando na capela, não vimos mais do que cinco ou seis vivalmas. Todos velhos, inclusive os filhos do morto. Ninguém chorava, todos riam e contavam histórias. Na hora da morte, todo ser humano é bonzinho, mas ali, entre os amigos, isso era mais do que da boca para fora. Era um sentimento puro e sincero. O velho no caixão sorria. Todos em volta riam das suas peripécias. Naquela hora tive certeza de que ele era um sujeito querido e fanfarrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo "velho" pediu licença para se despedir daquele corpo inerte. Me apinhei numa cadeira próxima e fechei os olhos. Fiquei só escutando, e o velho dizia: "vá em paz, irmão. Divirta-se lá e não esqueça de guardar um lugar no seu time pra mim. Eu já to chegando. Sua estadia por aqui foi boa enquanto durou, mas agora você precisa ir lá e dar um pouco de diversão pro resto do mundo. Mande um abraço pro Elvis, se você o encontrar". Dito isso, deu um tapinha na cara do morto e gritou "grande Cabeça". E o Cabeça se foi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-8996891096500280660?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/8996891096500280660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=8996891096500280660&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8996891096500280660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/8996891096500280660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/04/o-velho.html' title='O velho'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-3743557683067916676</id><published>2008-04-01T15:40:00.000-03:00</published><updated>2008-04-01T15:41:40.837-03:00</updated><title type='text'>Promoção pra mocinha e pros manés</title><content type='html'>Parabéns! Você foi um dos escolhidos para a próxima fase do concurso PITOMBA’S MAGAZINE ARRUMA SUA VIDA. Você mais 499 felizardos foram escolhidos entre uma gama de um milhão e meio de pessoas. Agora você faz parte de um seleto grupo que pode faturar um carro zero quilômetro e mais um caminhão de prêmios, ou ainda pode trocar tudo pelo prêmio surpresa no valor de 100 mil reais em barras de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para que você confirme sua participação no concurso PITOMBA’S MAGAZINE ARRUMA SUA VIDA, você deve renovar a sua assinatura da revista PITOMBA’S MAGAZINE e preencher o cupom que vem na revista bônus, que vem de brinde inteiramente grátis no ato da renovação da sua assinatura da PITOMBA’S MAGAZINE. E não é só isso não! Renovando sua assinatura da revista mais moderna do Brasil, você ganha sem nenhum custo adicional um lindo avental para churrasco e um chapéu de mestre cuca, para tirar a maior onda de Tiozão do Churrasco nas suas festas e reunião com os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai perder uma oportunidade dessas? Claro que não, pois só os verdadeiros vencedores assinam a PITOMBA’S MAGAZINE. E você já pode se considerar um vencedor, pois não esqueça que dentre um milhão e meio de pessoas você foi um dos escolhidos para participar da fase final do concurso PITOMBA’S MAGAZINE ARRUMA SUA VIDA. Ligue agora mesmo para 0800-555-5477 e renove já a sua assinatura da revista que é sucesso total de norte a sul do Brasil. Aproveite, a ligação é grátis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as surpresas ainda não acabaram. Por apenas mais R$ 12,90 nas três primeiras parcelas da assinatura (renovada), você receberá em sua casa um lindo jogo canecas personalizado do RBD. Agora é com você, está em suas mãos a sua grande chance. Não deixe a sorte escapar entre seus dedos, renove agora mesmo a assinatura da revista que é um show. Contamos contigo. Boa Sorte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente&lt;br /&gt;Equipe de premiações&lt;br /&gt;Pitomba’s Corporation Inc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-3743557683067916676?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/3743557683067916676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=3743557683067916676&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3743557683067916676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/3743557683067916676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/04/promoo-pra-mocinha-e-pros-mans.html' title='Promoção pra mocinha e pros manés'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-2802013330786179623</id><published>2008-04-01T09:29:00.001-03:00</published><updated>2008-04-01T09:29:13.928-03:00</updated><title type='text'>Prazer, Maycon Dimas</title><content type='html'>Já não é mais segredo pra ninguém que o que eu almejo é o sucesso. Por enquanto apenas almejo, não o busco, mas isso é outra história. O fato é que espero encarecidamente que meu nome seja citado como expoente da literatura mundial no item "Brasil" do livro que será escrito quando já não houverem mais países no mundo. Sim, um dia já não haverão mais países no mundo, seremos uma nação só; a língua será o inglês, a religião muçulmana e a moeda... Bem, a moeda provavelmente será sal, como no Egito antigo. Mas isso, pessoal, e papo para outra crônica.&lt;br&gt; &lt;br&gt;O primeiro passo para eu alcançar o sucesso – fora buscá-lo, claro – é mudar de nome. Ou alguém aqui acha que Maycon Dimas é um nome que alcançaria a fama? Alguém consegue imaginar o título "Novo livro de Maycon Dimas é sucesso de público e crítica" na capa do Caderno 2 do Estadão? Tenho uma pá de nomes no meu RG, mas ainda não encontrei uma solução mercadologicamente aceitável. &lt;br&gt; &lt;br&gt;Minha teoria é que o nome decide mais da metade do sucesso da pessoa. O talento às vezes ajuda, claro, mas não adianta você iniciar uma carreira de ator com o nome artístico José da Silva. Simplesmente não vai pegar. Ainda não descobri a fórmula exata para um nome cair na boca do povo, mas prometo que um dia farei um estudo empírico sobre isso.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Lembro-me de um rapaz que conheci há uns 7 anos mais ou menos. Jogávamos futebol no colégio e ele barbarizava. Arrasava. Com a bola nos pés, pendia do seu lábio a baba elástica e bovina de quem sabe tratar a pequena (citação rodrigueana). Dizíamos "vá tentar ser profissional, meu chapa! Você é bom nisso". Ele foi. Com méritos, foi aprovado no Coritiba. Era o destaque dos juniores e tudo mais. Seu nome? Pedro Moreira, conhece? Era assim que o chamávamos, e desse jeito ele não foi nada além daquele "piazão dos juniores que joga bem". Assim como se continuasse insistindo no nome não seria muito mais do que um bom ponta-direita num time qualquer do Mato Grosso do Sul. Só que ele mudou seu nome de guerra para Pedro Ken. O resto da história muita gente conhece (o que certamente não aconteceria com o tal Pedro Moreira – talvez em Portugal).&lt;br&gt; &lt;br&gt;Dizem que a numerologia pode ajudar nisso. Não sei não, mas alguma lógica eles devem ter encontrado. A Claudia Leitte, por exemplo, era apenas Claudia Leite antes de ir a uma numeróloga. Mandaram-na por mais um "t" no sobrenome e deu no que deu: essa praga que ganha toneladas de dinheiro cantando qualquer coisa que vem na cabeça.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Numa conversa que tive outro dia na ágora brasileira – o bar – sobre esse assunto, quiseram me provar que o nome &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parece &lt;/span&gt;que influencia no sucesso porque só conhecemos a pessoa depois que seu nome já está disseminado na opinião pública. Em outras palavras, queriam me provar que nos acostumamos com qualquer nome depois que ele aparece insistentemente no jornal. Digo que não, não e não, e posso provar. As meninas que me perdoem, mas o assunto agora é futebol.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Tenho dois exemplos. O primeiro é Alan, um neguinho que jogava nos juniores do Mengão junto com o Ibson, há uns cinco ou seis anos. Ele simplesmente esmirilhava no inúmeros campeonatos sub-qualquer-coisa que existiam. Jogava de meia-armador (bicha) e só o que sabia fazer é dar infinitos gols para os atancantes. Acho até que era o centroavante dessa época era o Adriano. Mas qual era o problema do Alan? Oh, sim, ele se chama Alan. Ou alguém aí acha que o Barcelona vai querer comprar um cara chamado simplesmente de Alan? Só para constar, dizem que ele ainda joga uma barbaridade, mas está num time, se não me engano, da segunda divisão da Noruega.&lt;br&gt; &lt;br&gt;O outro exemplo é o portuga Cristiano Ronaldo. Conheci-o num mundial sub-17 qualquer em que ele jogou brilhantemente como um príncipe etíope de rancho (citação rodrigueana). Depois ainda o vi em um ou outro jogo do Sporting, mas ele não foi nada de tão fenomenal. Só que o cara se chama Cristiano Ronaldo. Sei lá, combina; dá para entender? Ainda mais na camisa, quando está escrito só C. Ronaldo. Hoje ele é craque, mas quando foi pro Manchester era apenas mais um bom jogador do campeonato português. Só que ele se chama Cristiano Ronaldo.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Maycon Dimas Olveira dos Santos. Cinco reais para quem achar uma solução economicamente sustentável.&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-2802013330786179623?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/2802013330786179623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=2802013330786179623&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2802013330786179623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2802013330786179623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/04/prazer-maycon-dimas.html' title='Prazer, Maycon Dimas'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-5536024636844264854</id><published>2008-03-25T16:24:00.001-03:00</published><updated>2008-03-25T16:26:53.451-03:00</updated><title type='text'>Se o dinheiro falasse</title><content type='html'>Já parou para pensar por onde andou o seu dinheiro? Não que está no banco, mas essa nota de um real que tens no bolso. Pois bem, olhei para minha carteira e vi que entre todos os meus reais (que não são muitos), uma cédula em especial chamou mais atenção que as outras três (uma de cinco, uma de dez e outra de um novinha). Uma nota de um real velha, suja, maltrapilha e maltratada, com um furo no meio e com a esfinge de “óculos escuros” e bigode. Na hora pensei: e se essa nota falasse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo admirando aquela nota que estava (e ainda está) em frangalhos, comecei a imaginar diversas situações sobre o fabuloso destino desta nota. Desde que saiu da casa da moeda e foi para um banco. Do banco foi para as mãos (ou bolso) de alguém, quem sabe de uma velhinha que foi comprar pão. O garoto do caixa da padaria ao dar o troco para uma bela senhorita rabiscou o seu telefone na nota que a velhinha pagou pelos pães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seqüência a nota foi para na banca de jornal, sem que a garota levasse a sério o galanteio do rapaz do caixa da padaria. Da banca de jornal foi para o cobrador do ônibus, quando o jornaleiro foi embora. Do cobrador a nota foi para um estudante do ensino médio que colocou os óculos escuros na esfinge, antes de passar a nota para frente. E assim a nota de um real foi circulando de mão em mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi lavada dentro do bolso da calça de algum esquecido. Usada por um garoto para comprar figurinhas do campeonato brasileiro de 1997. Foi apostada numa partida de caixeta. Foi parte do pagamento de uma rifa que concorria a uma cesta de páscoa. Foi doada como esmola. Serviu de pagamento para uma dose de cachaça. Passou pela Casa China. Algum moleque filadumaquenga resolveu fazer um saque, direto na conta do papa, através da santinha que vai de casa em casa no lares católicos e pegou essa nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que tudo isso são apenas suposições de por onde essa nota pode ter passado, mas não é muito diferente disso. Quem garante por onde o nosso dinheiro já andou? E aqui está a nota de um real toda mulambenta, estropiada, furada e com um poema rabiscado. Não resisto em transformar a esfinge que estava de óculos escuros em um daqueles caras do Kiss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O artigo 290 do Código Penal, diz ente outras coisas que é crime inutilizar nota, cédula ou bilhete representativo de moeda.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-5536024636844264854?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/5536024636844264854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=5536024636844264854&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5536024636844264854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/5536024636844264854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/03/se-o-dinheiro-falasse.html' title='Se o dinheiro falasse'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-224454470777126003</id><published>2008-03-25T11:34:00.001-03:00</published><updated>2008-03-25T11:34:48.213-03:00</updated><title type='text'>Assunto obrigatório</title><content type='html'>A malandragem no trânsito é a maior das incongruências do comportamento humanas – principalmente em Curitiba. Eu não sou nenhum santinho, admito. Forço alguns sinais amarelos (por que acredito que se deve ter esperança até o fim), dou minhas "picotadas" entre os carros e uso os 15 minutos da vaga da farmácia para ir à panificadora ou&amp;nbsp; à banca de revistas. Nada de tão grave, porém é a tal da ambivalência brasileira: faça o que eu falo mas&amp;nbsp; não faça o que eu faço.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Alguns caras exageram. E digo caras porque os malandrões do trânsito são sempre homens entre 18 e, vá lá, 30 anos. Nunca se vê uma mocinha pilotando um Ford Ka vermelho a 120 por hora na Visconde de Guarapuava. Elas estão sempre que podem se maquiando no espelho retrovisor. Que não me levem a mal, mas é talvez por isso mesmo que elas são mais educadas na direção. Nada têm a ver com os adesivos de florzinha, Betty Boop, Hello Kittys e afins que elas colam sobre a tampa do porta-malas.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Um dos casos mais emblemáticos é o momento de arrancar no sinaleiro. Eu não perco nunc... Digo, todo homem acha que consegue arrancar antes do veículo imediatamente ao lado. E não importa se há alguém na frente ou se precisará atravessar a pista para entrar à esquerda na primeira rua após o cruzamento: a espera pelo sinal verde é um breve momento de tensão. Os malandrões pisam fundo, roncam os motores, intimidam os vizinhos e, quando o sinal finalmente abre, correm, aceleram como se nada houvesse de mais importante do que chegar antes do "adversário". Mas... Chegar onde? Justamente no próximo sinal fechado, onde você, motorista prudente que arrancou calmamente e seguiu com velocidade segura e compatível com a via, chegará apenas alguns pouquíssimos segundos depois.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Mas o que mais irrita este que vos escreve são as benditas faixas de conversão obrigatória. Sabe, como aquela na Bento Viana, onde quem está na faixa da esquerda é obrigado a entrar na Avenida do Batel? Ou então para quem está na faixa da direita da Visconde de Nácar, logo após a Vicente Machado, e é obrigado (quase induzido, pois ali é um movimento praticamente natural) a entrar na Comendador Araújo? Essas faixas são quase que isoladas das outras por aquelas tartariguinhas, muito bem sinalizadas e, principalmente, NÃO CONTINUAM depois da rua onde se é obrigatório fazer a conversão. Mas o que fazem os malandrões? "Wooow"!, são muito espertos e ultrapassam todos os bobos que ainda esperam para seguir reto na faixas – digamos – mais convencionais.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Particularmente tenho uma técnica supimpa que serve, se não para educar os malandrões, pelo menos para deixá-los profundamente irritados. E garanto a vocês que é uma técnica empiricamente comprovada. Funciona assim: logo que o espertalhão entrar espertamente na sua frente, oriundo de uma dessas faixas de conversão obrigatória, tasque-lhe um jóia pelo seu pára-brisa. Sim, aquele mesmo jóia que se faz para cumprimentar o colega do outro lado da rua. Mas preste muita atenção. É preciso colar na traseira do indivíduo e ter certeza de que ele viu o jóia por algum dos espelhos. Admito que é uma técnica perigosa, mas a risada, no final, compensa todas as agruras desse trânsito caótico. Ah, e é muito importante conferir se o malandrão é mesmo um malandrão. Às vezes acontece de um motorista novato ou senil (esses são peritos nisso) estarem na faixa errada e PRECISAREM entrar na sua frente. Só que aí a história é outra.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Mas, espera aí. Será que estes motoristas senis, que por muitas vezes acho-os estúpidos em todo o âmbito da palavra, não foram os malandrões da sua época e estão usando toda sua malemolente velhice para passarem a pernas nos bobocas aqui? Sinto que fui enganado.&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-224454470777126003?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/224454470777126003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=224454470777126003&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/224454470777126003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/224454470777126003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/03/assunto-obrigatrio.html' title='Assunto obrigatório'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6777572935895053705</id><published>2008-03-24T11:33:00.001-03:00</published><updated>2008-03-24T11:33:46.720-03:00</updated><title type='text'>Sustentando o vicío</title><content type='html'>Imagine-se num distante país qualquer. De preferência num desses que "não existem", tal como Ossétia do Sul, Abecásia ou a República do Palau (são tão longínquos e desimportantes que nem o word os reconhece). Você, por algum motivo que não merece explicações, está representando o Brasil numa visita oficial. E o Brasil, por incrível que pareça, acaba de ajudar o referido país a conseguir a tão desejada independência sobre os imperialistas do Turcomenistão. Resumindo: você está sendo tratado como rei.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Entre um aperto de mão e outro, a fome começa a apertar. Você olha no relógio e ainda faltam pelo menos duas horas para a próxima refeição. As perspectivas não são boas: a fila para abençoar os fiéis (sim, criaram uma igreja evangélica dizimista onde você é deus) some da vista, descendo o serrote até pelo menos a cidade baixa; todas as duas emissoras de TV locais e as três de rádio querem lhe fazer entrevistas exclusivas; e, finalmente, a assessoria do Imperador do paisinho (diminutivo de país) foi lhe informar que o almoço seria servido somente dentro de longuíssimas três horas.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Em três horas sua fome será de refugiado de guerra, de recém-nascido abandonado pela mãe no matagal do Jardim Botânico. O estado será tão crítico que você verá imensos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;T-bones&lt;/span&gt; suculentos e flutuantes ao invés das vacas e cachorros que circulam pelas ruas. Mas uma coisa o acalma: o almoço certamente será digno de príncipe etíope, com tudo o que de melhor o país tem a oferecer e – o mais importante – em fartura. Muita fartura.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Mesa posta, você se vê em meio a todas as autoridades locais – alguns em formato de coxa de galinha, devido ao avançar do instinto. As bandejas começas a entrar e o estômago arde, de tanta fome. Você fecha os olhos e sente o aroma... Finalmente comerá, depois de infindáveis horas de abraços, autógrafos e entrevistas. Enquanto o Imperador e o Ministro de Guerra fazem seus discursos, seu pensamento é apenas no que virá debaixo daquelas lustrosas tampas. Imagina uma grande panela de arroz, uma bandeja repleta de picanhas malpassadas fatiadas, um pote de farofa de milho temperada e uma cumbuca de feijão abarrotada de bacon e paio.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Dada a ordem, os serviçais avançam até as bandejas e puxam-lhes as tampas. À primeira vista, seus desejos se realizaram: você vê o arroz, o feijão, a picanha e a farofa. Mas é apenas uma miragem. Forçando a vista para enxergar a realidade, vê um singelo coelhinho com uma maçã na boca, que os criados anunciam como "Lebre Virgem ao Molho de Ostras". Um pouco mais ao lado, uma mistura verde e grossa que expele gosmentas bolhas de ar é anunciada como "Molho Típico de Ervas Grossas". E antes que você pudesse pedir licença para vomitar, um jovem serviçal sobe numa cadeira e anuncia, a plenos pulmões, o que diz ser a especialidade do país: "Filhote de Gambá à Milanesa". A multidão à mesa vai ao delírio; você, finalmente, desmaia.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Um vício nunca é saciado com novidades e invencionices. E convenhamos que comer, pelo menos num estado de fome terminal, é um vício físico e psicológico, muito mais atormentador do que a abstinência de cocaína ou de video game. Esse seria um caso em que você chegaria num restaurante qualquer e pediria o famoso PF, que NUNCA varia da combinação arroz, feijão, macarrão, salada e carne à escolher. Na hora da fome, nada é melhor do que isso. Não me venha com água-viva cozida, canário-da-terra assado ou anta grelhada: o que eu quero é sustança.&lt;br&gt; &lt;br&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Graças ao Lucas Mário)&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6777572935895053705?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6777572935895053705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6777572935895053705&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6777572935895053705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6777572935895053705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/03/sustentando-o-vico.html' title='Sustentando o vicío'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-1578365858792152266</id><published>2008-03-19T11:26:00.000-03:00</published><updated>2008-03-19T11:27:25.254-03:00</updated><title type='text'>Se a vida lhe der limões...</title><content type='html'>De saco cheio de não ter amigos e nem para quem ligar, Luana Inocêncio começou a trabalhar como operadora de telemarketing. Hoje vive feliz pois todos os dias tem para quem ligar. O seu desejo atual é que as pessoas liguem para ela.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Cansado de sua vida solitária, a falta de emprego e da sua virgindade que durava vinte e poucos anos. Clóvis Marçal, largou a frieza dos relacionamentos na internet e foi fazer filmes adultos, pela Brasileirinhas. Agora faz o que sempre teve vontade, ganhou um nome artístico (Clóvis Peróba) e ainda ganha para isso.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Vinícius do Amaral, adorava futebol. E como todo garoto sonhava em jogar no seu time de coração. Porém quis o destino (esse brincalhão) que Vinícius não nascesse com o dom de ser bom de bola. Vinícius não deu bola (hã hã hã) ao destino e hoje trabalha orgulhoso, no seu time de coração. É gandula profissional há doze anos do Esporte Club Birolauense, o Dragão da Serra.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Dêmia Gonçalves, queria ser modelo. Porém a beleza nunca foi o seu atributo que mais a destacava. Mesmo depois das plásticas no nariz, olhos e orelha. Mais os implantes de silicone aqui, ali e acolá, Dêmia não ficou exatamente bela. Mas hoje faz uma série trash onde ela é a heroína e também a mais bela das atrizes do seriado.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Depois de ser motivo de chacota a vida toda, Cleriston Bingolau resolveu dar um basta nas chacotas que sofria. Começou a usar as piadas que faziam dele em um show de comédia stand-up. “Agora olha quem está rindo por último!” diz ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-1578365858792152266?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/1578365858792152266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=1578365858792152266&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1578365858792152266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1578365858792152266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/03/se-vida-lhe-der-limes.html' title='Se a vida lhe der limões...'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-1979977975562076859</id><published>2008-03-19T08:22:00.001-03:00</published><updated>2008-03-19T08:22:51.793-03:00</updated><title type='text'>Quase um déjà vu</title><content type='html'>Foi ócio, admito. Minha semana (essa que passou) foi de completo ócio. Mas, como dizem, foi o tal do ócio produtivo. E ócio produtivo, no meu caso, significa MUITA leitura. E isso não é especialmente bom.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A cada livro que leio, fico impressionado. Me atento principalmente aos clássicos, é certo, mas – raios! – como podem escrever coisas tão boas? Cada página é um verdadeiro chute no saco. Acho que tudo que valia a pena ser escrito já foi. Será possível escrever algo tão bom ou melhor do que Dom Quixote? Acho improvável.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Não há mais nada de novo a ser escrito. O futuro nos reserva apenas releituras de velhos clássicos. É o fim da história (sem trocadilho). No mundo nada se cria, na se destrói; tudo se transforma.&lt;br&gt;&lt;br&gt;O mesmo vale para a produção musical. As músicas vêm sendo sistematicamente catalogadas desde pouco mais de 400 anos. E num mundo extremamente burocrático como o nosso, o que não está catalogado não existe. A inspiração nunca irá acabar? Não seria o funk uma prova de que a produção musical de qualidade está em vias de extinção? Provavelmente no futuro só teremos versões de antigos clássicos.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Aliás, será que esse texto já não foi escrito antes?&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-1979977975562076859?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/1979977975562076859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=1979977975562076859&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1979977975562076859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/1979977975562076859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/03/quase-um-dj-vu.html' title='Quase um déjà vu'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-9198738613867093531</id><published>2008-03-19T08:21:00.001-03:00</published><updated>2008-03-19T08:21:53.531-03:00</updated><title type='text'>O bom e velho ele</title><content type='html'>De repente, instalou-se a crise. Mental, que fique registrado. No mais está tudo bem: com os amigos, com a família, com o trabalho. O problema é a cabeça e os velhos questionamentos sobre a existência e, principalmente, o porquê dela. Nada que fará seu mundo perfeitinho ruir, mas incomoda na hora das conversas mais fúteis.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Os pensamentos variam da descrença nos ideais de sobrevivência à idéia de que a vida é apenas um rito de passagem. As angústias, veladas, fazem eco nas atitudes, nas palavras. Há um certo rancor no ato da convivência social. As regras... Não está certo. Nada está certo.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Alguém lhe disse, certa vez: "A vida é curta, rapaz. Aproveite enquanto é tempo". Hoje ele se pergunta por que isso. A vida é curta comparada a quê? O planeta tem milhões e milhões de anos. Se comparado a isso, a vida é curta mesmo. Mas uma mosca vive dois, três dias. E então?&lt;br&gt; &lt;br&gt;Mas, na verdade, o que é a vida? Seria ela um direito adquirido? Ou então uma grande sorte de loteria? Até um azar, talvez. O fato é que vivo ele está; sente dores e suas variações; sente sabores, gostos, sons e formas; sente preguiça, ira, avareza a luxúria. Só não entende os motivos disso tudo.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Explicações. Ele quer explicações. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-9198738613867093531?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/9198738613867093531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=9198738613867093531&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/9198738613867093531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/9198738613867093531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/03/o-bom-e-velho-ele.html' title='O bom e velho ele'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-2826503344124179280</id><published>2008-03-17T11:35:00.001-03:00</published><updated>2008-03-17T11:36:26.828-03:00</updated><title type='text'>Marketing agressivo</title><content type='html'>Domingo cedo, estava com uma ressaca considerável assistindo o Esporte Espetacular, com seus jogos que exaltam o patriotismo brasileiro. Pois sempre tem um “desafio internacional” de alguma modalidade esportiva, em que o Brasil enfrenta algum adversário meia-boca e dá aquela impressão de que o Brasil não é só futebol. Mas o que me traz a escrever estas linhas é um fato do mundo marketeiro futebolístico de fora das quatro linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois vejam a audácia da diretoria do São Paulo. Esses geniais senhores tiveram a pachorra de traçar um plano de marketing para que um dia quem sabe, o São Paulo tenha a maior torcida do Brasil. Isso mesmo, os sumpaulinos querem ter uma torcida maior que a do Flamengo. O projeto é inovador, tenho que concordar, mas tem um detalhe. O plano, a lá Dick Vigarista, pode até dar certo. Contudo as condições para que o clube paulistano obtenha sucesso são um pouco improváveis, duas delas são eminentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um destas condições é a de que o clube paulistano continue a fazer campanhas vencedoras, como vem fazendo ultimamente. O que para quem acompanha futebol, sabe que o Brasil não é a França nem a Alemanha, onde um único clube reina absoluto por décadas e sem ser incomodado pelos rivais. Aqui sempre há uma certa rotatividade de clubes no topo da cadeia alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra condição, depende dos adversários. Pois nada impede o Flamengo, o Ipatinga, o Corinthians (é timão mano), o Palmeiras, Fluminense, Bacalhau entre outros de menor expressão, de fazer uma campanha igual ou parecida com essa. A tal campanha de marketig é válida, mas não vejo muito futuro nisso não. Ao menos vale o fato de o clube paulistano ser lembrado como a vanguarda da idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa, pelo menos a campanha do São Paulo é mais racional do que a que um comentarista esportivo, muito imparcial e corintiano disse na TV um tempo atrás. Dizia o comentarista, incomodado com o Corinthians (é timão mano) ter a segunda maior torcida do Brasil:- Você corintiano, depois do jogo vá para casa e faça mais um corintiano. Assim logo teremos mais torcida que o Flamengo.- É mole!? Esse sim é um brincalhão, como diria outro comentarista imparcial de acha que sabe tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à campanha do sumpaulo, se eles acham que vão sair por ai roubando torcedores do Mengão, já vou avisando que estão muitíssimo enganados. Pois já estou fazendo a minha parte, para frustar as intenções malignas do tricolor paulistano. Meu sobrinho, Murilo um figurinha, estava assistindo comigo, e no alto dos seus recém quatro anos, me perguntou o que era aquilo. “Aquilo” era um sujeito careca vestido de mascote do São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o dever de todo tio é zelar pela boa educação e principalmente ensinar o caminho do bem ao sobrinho amado, disse a ele que aquilo que o sujeito careca estava fazendo era colocar roupa de menina nos meninos. Perguntei se ele queria uma camiseta daquelas, sem pensar muito disso: - Eu não, é de menina.- Garoto esperto, sabe das coisas. Sem pressão nenhuma deste que vos escreve ele já sabe quem é e quem foi o Zico. Até quando vê a camisa do Atlético-Pr diz que é a camisa do Zico. Tudo bem ele só tem quatro e deu essa moral para o Atlético por causa das cores. Em breve estará vestindo a camisa do Mengão para orgulho do tio coruja aqui. E isso não tem marketing&lt;br /&gt;que supere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-2826503344124179280?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/2826503344124179280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=2826503344124179280&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2826503344124179280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/2826503344124179280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/03/marketing-agressivo.html' title='Marketing agressivo'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-7604377354497590923</id><published>2008-03-14T09:51:00.003-03:00</published><updated>2008-03-14T10:50:54.892-03:00</updated><title type='text'>Questão de prioridades</title><content type='html'>O governador de Nova York, Eliot Spitzer foi pego, descobriram que o sujeito andava, e por muito tempo, com a boca na botija, com a mão na massa, ou seja, descobriram que o governador era chegado nos serviços das profissionais do sexo. Dizem que era uma profissional de luxo, e de fato era mesmo, pelas fotos divulgadas pela mídia. Mas alguém esperava que não, governador que é governador, não usa serviços que não sejam luxuosos, ainda mais os serviços desta natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que o Bill Clinton deu aquele tchuplec-tchuplin naquela estagiária, que não era assim uma brastemp, e até hoje é lembrado como o presidente que pegou a estagiária gordinha(na época). Mas apesar dos pesares, Clinton continua firme e forte apoiando a esposa Hillary na corrida pela Casa Branca. Voltando ao Sr. Eliot Spitzer, depois que vasculharam o histórico do seu computador (tremenda sacanagem), descobriram que o governador era muito chegado numa sacanagem e com um pouquinho mais de empenho verificou-se que o governador gastou 80 mil dólares com serviços das profissionais de luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressão foi tanta que, Spitzer renunciou o cargo de governador, não agüentou, pediu pra sair, fez cara de choro e prometeu não fazer isso de novo (me engana que eu gosto). É engraçado essa coisa puritana dos políticos americanos, depois de descobrirem as suas sacanagens, chamam a família, convocam uma entrevista coletiva, pedem desculpas ao povo e fica por isso. Mostram a fragilidade do ser humano. Assumem que a carne é fraca, só falta dizerem que “foi sem querer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que eles dão tanta importância para a fornicação, o que falta para pedir desculpas pelas agressões no Afeganistão e no Iraque. Só para começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-7604377354497590923?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/7604377354497590923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=7604377354497590923&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7604377354497590923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/7604377354497590923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/03/questo-de-prioridades.html' title='Questão de prioridades'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6359275912083201780</id><published>2008-03-11T09:38:00.001-03:00</published><updated>2008-03-11T09:39:55.391-03:00</updated><title type='text'>Peça uma e ganhe outra</title><content type='html'>Tem uma coisa que me deixou bolado outro dia no restaurante. É que em cima de cada mesa tinha um pequeno quadro de propaganda, do restaurante, que de um lado dizia que aquele era o restaurante mais lembrado pelos entrevistados do Top Of Mind. Do outro lado tinha uma espécie de convite/promoção, para os clientes voltarem mais vezes ao restaurante. A promoção era a seguinte, nas terças o cliente que pede uma cerveja Heineken, ganha outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebeu a pegadinha do malandro? Não? Pois explico, imagine o sujeito que aprecia uma Heineken, ao chegar no restaurante é gentilmente recepcionado pela bela moça que o acompanha até a mesa que melhor o agrade. Em seguida um garçom vai anotar o pedido da bebida. Logicamente o sujeito pede uma Heineken, pensando na promoção. Antes que o garçom volte com a cerveja ele vai se servir. No buffet pega uma saladinha, um pouco disso, um pouco daquilo, um tantinho daquele outro e volta para a mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sentar-se na mesa o garçom vem com a cerveja, porém para espanto do cliente, ele não traz uma Heineken. O garçom serve uma cerveja de outra marca. O cliente chama a atenção do garçom, dizendo que deve ter havido algum equivoco. Mas o garçom diz que fez exatamente o que o cliente pediu. O sujeito fica confuso e pergunta sobre a promoção da Heineken. O garçom educadamente explica: - Veja bem, não servimos Heineken. E está bem claro no panfleto. PEÇA UMA HEINEKEN E GANHE OUTRA. Entendeu? Você pede uma Heineken e leva uma cerveja de outra marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cliente pode retrucar falando, que estava escrito que o cliente GANHA outra. E quem ganha não precisa pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6359275912083201780?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6359275912083201780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6359275912083201780&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6359275912083201780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6359275912083201780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/03/pea-uma-e-ganhe-outra.html' title='Peça uma e ganhe outra'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-4499339425101839030</id><published>2008-03-07T11:23:00.002-03:00</published><updated>2008-03-07T11:26:09.772-03:00</updated><title type='text'>Passionacionalidade</title><content type='html'>De repente a euforia e a esperança, num instante torna apreensão e angústia. Aquele entusiasmo de certa forma serviu de combustível para que a esperança não se fosse de uma única vez. Porém em instantes outro fato deixaria a esperança “respirando por aparelhos”. Mesmo assim ainda havia esperança, e não é que ela é realmente a última a morrer. Quando tudo dizia que não ia dar certo, aquele resto de esperança iluminava e de certa forma acalmava a angústia que já se fazia presente nas expressões faciais. No pedido de mais um chope. Era a esperança dando sinais de fraqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois, mais um golpe que leva a esperança à lona. Mesmo assim eram os últimos suspiros daquele restinho de esperança. Agora a angústia tomava conta do ambiente, ninguém dizia nada, apenas resmungavam lamentos e grunhidos de raiva. A raiva surge como se já estivesse pairando no ambiente a algum tempo. A esperança em estado terminal e em diminuindo cada vez mais, só fazia aumentar o sentimento de nó na garganta. Angústia, nó na garganta e a sensação de impotência em não poder ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais duas fatalidades seguidas e a esperança “sobe no telhado”, com o rosto enfiado entre as mãos. Um olhar distante para o nada, desvio o olhar para a tela e vejo que minha angústia, o nó na garganta, o desconforto e o sentimento de não poder ajudar iriam durar mais vinte minutos. É como se você estivesse amarrado e na sua frente alguém agredisse alguém que você preze muito. Tamanha tristeza no ambiente que até um uruguaio, e torcedor do Nacional, não se empolgou muito com a vitória do seu time. Sentiu-se culpado pela dor no coração dos presentes e tentou até atenuar o sofrimento alheio. Disse em portunhol: - Tranquilo, no fim seremos nós e Flamengo classificado. Tranquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei a ele, como se sentiria se a situação fosse inversa. Nós no Uruguai e o Flamengo vencendo o time dele. O gringo respondeu que ficaria tranqüilo, pois sabia que se classificariam com o Flamengo para a segunda fase. Disse a ele, que essa é a diferença, uma derrota do Flamengo é muito maior e mais triste para nós do que uma derrota do Nacional para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-4499339425101839030?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/4499339425101839030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=4499339425101839030&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4499339425101839030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/4499339425101839030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/03/passionacionalidade.html' title='Passionacionalidade'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-6172935840767929056</id><published>2008-03-07T09:07:00.001-03:00</published><updated>2008-03-07T09:07:27.245-03:00</updated><title type='text'>Viaje o Mundo com a FCC</title><content type='html'>- Mas o Brasil é um lugar do mundo, não é?&lt;br&gt;- É, sim senhor. Mas a promoção que o senhor ganhou dá direito a uma passagem internacional, e não nacional.&lt;br&gt;- Pois não. Mas no panfleto dizia que se eu ganhasse teria direito de ir para qualquer lugar do mundo.&lt;br&gt; - Ok, senhor. Isso significa que o senhor pode escolher uma passagem de ida e volta com acompanhante e tudo pago para qualquer lugar do mundo. Paris, Roma, Berlim, Praga...&lt;br&gt;- O Brasil é um lugar do mundo!&lt;br&gt;- É sim, senhor, só que a promoção que o senhor ganhou só dá direito a viagens internacionais.&lt;br&gt; - Chamava-se "Viaje o Mundo com a FCC", não é?&lt;br&gt;- Sim, senhor.&lt;br&gt;- Pois então eu quero ir para Salvador. Eu ganhei, eu escolho.&lt;br&gt;- Sim, senhor. Mas para ir a Salvador o senhor teria que ter ganhado na promoção "Viaje o Brasil com a FCC". A sua promoção só dá direito a viagens internacionais.&lt;br&gt; - Mas de que me adianta conhecer o resto do mundo se nem meu país eu conheço?&lt;br&gt;- Pense bem, senhor. O senhor terá a chance de ir para os países mais ricos do mundo, conhecer outras culturas, aperfeiçoar idiomas...&lt;br&gt;- Nenhum país é mais rico do que o Brasil. A riqueza não é apenas o dinheiro. E eu não conheço a cultura da Bahia. Além do mais, nem o português eu sei falar direito!&lt;br&gt; - Seria um desperdício do seu tempo e do nosso dinheiro ir para Salvador ao invés de Nova Iorque.&lt;br&gt;- Desperdício? Você está querendo dizer que conhecer o meu país é perda de tempo?&lt;br&gt;- Não foi isso que eu quis dizer, senhor. O senhor precisa entender que ganhou uma promoção dos sonhos de qualquer pessoa. Conhecer qualquer lugar do mundo, não é formidável?&lt;br&gt; - Excelente! Eu quero conhecer o Brasil.&lt;br&gt;- Eu já lhe expliquei, senhor: essa promoção só lhe dá direito a viagens internacionais. Que tal ir para Sidney? Conhecer os cangurus, a Opera House...&lt;br&gt;- A senhora já viu uma anta?&lt;br&gt; - O senhor está me ofendendo.&lt;br&gt;- Não é isso. Eu falo da anta mesmo, o animal. O maior mamífero do Brasil.&lt;br&gt;- Não, senhor. Nunca vi.&lt;br&gt;- Então para que conhecer um canguru? As pessoas não olham nem para o seu próprio quintal!&lt;br&gt; - Mas, senhor, a questão agora não é essa...&lt;br&gt;- A questão é essa sim! A construção da identidade nacional. O Brasil é muito lindo, porém desunido. Somos recebidos em outros estados como estrangeiros. Estrangeiros na própria terra... Quanta canalhice.&lt;br&gt; - Desculpa, senhor, mas eu recebi ordens para te ligar e combinar os detalhes da sua viagem. Infelizmente só posso te oferecer viagens internacionais.&lt;br&gt;- Então vamos fazer assim: eu vou de ônibus para a Argentina e de lá pego um avião para Salvador. Ok?&lt;br&gt; - Não sei te responder, senhor. Aguarde um minuto que vou estar te transferindo para o setor responsável.&lt;br&gt;&lt;br&gt;*****&lt;br&gt;&lt;br&gt;Parto hoje para Fortaleza-CE. Coisas novas deste que vos escreve só a partir do dia 17 próximo. Prometo voltar com a mente limpa de preocupações. &lt;br&gt; &lt;br&gt;Os dilemas continuarão, mas a iminência do suicídio cessará por uns tempos.&lt;br&gt;   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-6172935840767929056?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/6172935840767929056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=6172935840767929056&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6172935840767929056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/6172935840767929056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/03/viaje-o-mundo-com-fcc.html' title='Viaje o Mundo com a FCC'/><author><name>Maycon Dimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00031009742200126248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Sw-RUBTRht4/S-RT4_PuYFI/AAAAAAAACcc/zXVfeqLqpwE/S220/asd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33820956.post-897483401012117477</id><published>2008-03-05T10:05:00.000-03:00</published><updated>2008-03-05T10:06:38.851-03:00</updated><title type='text'>Mas eu me mordo</title><content type='html'>Estava tudo indo muito bem, a Camila é uma menina sensacional. E sem falsa modéstia, sou um bom namorado. Estamos juntos a um ano e meio, raramente brigamos. E quando isso ocorre é sempre por questões como o controle remoto da TV ou que sabor de pizza pedir, nada de grave. Ela é muito querida na minha família e a família dela também me trata muito bem. Nos conhecemos numa fila de banco e disso não ficamos mais sem se ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estuda odontologia de manhã e faz natação a tarde, eu trabalho numa agência de publicidade e tento jogar futebol nas terças e quintas. Não por obrigação, mas por prazer mesmo eu costumo levar a Camila no cinema, toda quarta feira. Só quando tem jogo do Mengão que não, e ela entende isso. Se bem que ela não seria louca de me contrariar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos programas bem diversificados, nunca deixamos de visitar os amigos e procuramos ter o maior número de amigos em comum. E talvez esse tenha sido o princípio da inquietação que corrói a cada minuto. Nunca fui de ter ciúmes, mas confesso que ultimamente eu me mordo de ciúmes. Tudo por causa das nossas concessões de namorados descolados que se amam. Porém dessa vez isso me pegou desprevenido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou depois de uma reunião etílica na casa da Carla, irmã da Camila, em que ela mandou chamar todo mundo. Tinha tudo para ser uma festa bacana, mas o problema é que foi todo mundo. Todo mundo mesmo, tinha gente de todo tipo. Sumidos apareceram, os de sempre, como sempre estavam lá, enfim foi um sucesso. Carla disse que nunca tinha dado tão certo um convite desses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao meu causo, a festa estava maneira. Muita bebida, churrasquinho, risadas, gente fazendo graça, gente fazendo fiasco, era uma festa descolada. Lembro que enquanto a Camila revia e matava as saudades das amigas de antigamente. Malandro que sou, fui jogar um carteado. No truco meu parceiro foi um sujeito que não conhecia. Marcelo era um cara animado, o apelido dele era Cerebelo. A Camila já tinha falado desse sujeito anteriormente. O cara não parava de falar quando estava jogando. Irritava os adversários e demorou para que perdêssemos um jogo. Quando perdemos o Cerebelo foi zoado demais, achei engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava tudo muito bom, tudo muito bem até que a Camila viu o Cerebelo. Se cumprimentaram com um abraço apertado, e ela me apresentou a ele. Foi aquela situação famosa “oh, mas vocês já se conheceram”, disse que jogamos truco. Ficamos eu, a Camila, a Carla e o Cerebelo, que é amigo de infância das duas, conversando numa mesa. Até que de repente, não mais que de repente surge uma conversa estranha de que o tal Cerebelo e a Camila tiveram um affair. Pronto, era o que faltava para estragar meu dia. Minha namorada dando gargalhadas com o ex-namorado. Cerebelo, vê se isso é apelido que se preze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da festa a Camila me explicou que eles foram namorados, na verdade aqueles namoricos de criança, quando eles tinha cinco anos. E que eles não se viam há mais de quinze anos. Tudo bem, posso estar sendo um tanto exagerado, mas não vejo como não ser. Até queria levar uma vida moderninha, mas eu me mordo de ciúmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33820956-897483401012117477?l=doiscopos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doiscopos.blogspot.com/feeds/897483401012117477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33820956&amp;postID=897483401012117477&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/897483401012117477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33820956/posts/default/897483401012117477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doiscopos.blogspot.com/2008/03/mas-eu-me-mordo.html' title='Mas eu me mordo'/><author><name>Alexandre Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03797642486018338510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Q4Pr5BY_Y1g/SLRmcf9fV2I/AAAAAAAAACM/_FuzX0gQfVA/S220/kibecara.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
